Em 1995, por meio de observação de desovas de tartarugas no litoral de Anchieta, a prefeitura da cidade, com apoio do projeto Tamar, iniciou os trabalhos de monitoramento, onde registrou a ocorrência das espécies tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata) e a tartaruga verde (chelonia mydas) e tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta), essa com mais influência na costa de Anchieta para alimentação e d
esova. Por conta do reconhecimento do município como área de desova de tartarugas, em 1998 foi criada a Área de Proteção Ambiental (APA) Tartarugas na Praia de Guanabara (Lei 008/1998), para proteção das praias e restingas onde ocorrem a desova. Já em 1999 iniciou o projeto Tartarugas Vivas Marinhas – Tavivamar, dando continuidade ao protocolo de cooperação com o Centro Tamar-Ibama. Os trabalhos de monitoramento das espécies foram realizados e, com eles, novas descobertas, desafios e criação de parceria para proteção das tartarugas. Em 2004 a base adquire uma sede própria e novos equipamentos. Na temporada de desova de 2005/2006 foram ampliadas as parcerias com a Samarco Mineração, Petrobrás e Prefeitura de Anchieta. Em 2010 a base do Projeto Tamar recebeu estrutura de necropsia e reabilitação, além da contratação de veterinários e biólogos para ajudar nos trabalhos de preservação. O Instituto de Pesquisa e Conservação Marinha (IPCMar) foi constituído em 14/08/2013, sob a forma de Associação, sem fins lucrativos. O Instituto foi criado com objetivo de dar continuidade as ações de conservação das tartarugas marinhas no litoral Sul do Espírito Santo até então realizadas pela Fundação Pró-TAMAR no Programa Brasileiro de Proteção e Pesquisa das Tartarugas Marinhas - Projeto Tamar.