28/02/2025
Em relação a polêmica do tema pautado nas redes sociais local,a cerca do ex-vereador e atual coordenador do setor de transporte da Secretaria de Saúde da atual gestão municipal,Celeni Viana, envolvendo o engenheiro-agrônomo, Sady Grisa, um crítico político e social ativo nas redes sociais, venho em nome do PSOL Alegrete,como presidente municipal,manifestar nossa posição crítica e de reflexão sobre o caso que está sendo tratado como racismo.
Primeiramente é óbvio que nosso partido repudia qualquer ato de racismo ou injúria racial,o que tecnicamente não foi o caso. O PSOL é um dos partidos que mais combate politicamente e criticamente o racismo,e entendem o tema das reparações históricas como parte de um projeto de superação do neoliberalismo e do imperialismo, que são setores de direita que nada mais faz que cooptar e se apropriar de bandeiras históricas do movimento negro e distorcer certos temas. Não vou aqui entrar no mérito da questão de princípios políticos ou ideológico da pessoa que seria o alvo do suposto ataque "racista",até porque não conheço sua trajetória política,mas por uma questão de esclarecimento histórico cultural. A expressão "Capitão do mato" é usada pelo próprio movimento negro como uma autocrítica àqueles indivíduos que abandonam a luta de classe ou que não tem um posicionamento antirracista e passam para o outro lado. Figura essa,branco,mas em sua maioria negro, também escravo ou liberto,que tinham certas "regalias" ou "privilégios" em relação ao escravo do campo,do trabalho braçal, e que atuava como uma espécie de jagunço para capturar escravos fugitivos,rebeldes e castigá-los. A expressão não tem conotação depreciativa ou qualquer comparação de inferioridade,portanto, não caracteriza racismo ou injúria racial,mas sim uma crítica política,relativo à traição.
Na verdade,ainda existe um monte de "capitão do mato" da política e fora, branco e negro,que luta no andar dos cima e trabalha na manutenção do racismo e perpetua a desigualdade.
Jáder Mayer