Água Doce Do Norte, es

Água Doce Do Norte, es A cidade de Água Doce do Norte é um lugar bem no cantinho do Noroeste do Espírito Santo. Cheio de histórias e estórias, causo de "valentias" e lendas!

E é muito linda a sua história!!!

ASSIM  FICOU BONITO?
06/11/2018

ASSIM FICOU BONITO?

O dia hoje está super lindo!

QUE LINDO!!!
06/11/2018

QUE LINDO!!!

Quem já viu cena mais linda? Pedra do Azul, na Vila de Santa Luzia do Azul, norte do município

JÁ VIU CACHOEIRA NA PEDREIRA?
06/11/2018

JÁ VIU CACHOEIRA NA PEDREIRA?

Hoje o dia esteve nublado o tempo todo, com alternância de chuva e neblina. Agora a noite o tempo se firmou

EITA, QUE TEMPO BOM!
06/11/2018

EITA, QUE TEMPO BOM!

FLAGRANTE DE ONTEM A TARDE.. LINDO DEMAIS!!
Uma beleza ímpar que demonstra a grandiosidade da mão do Supremo Criador da natureza!

COM A CHUVA, TUDO F**A MAIS VERDE EM ÁGUA DOCE DO NORTE!!
06/11/2018

COM A CHUVA, TUDO F**A MAIS VERDE EM ÁGUA DOCE DO NORTE!!

A natureza exuberante de nosso município é uma coisa fora do normal.

QUE BOM, ÁGUA DOCE DO NORTE!GRAÇAS A DEUS O TEMPO BOM VOLTOU.  É TEMPO BOM! É TEMPO DE CHUVA!
06/11/2018

QUE BOM, ÁGUA DOCE DO NORTE!

GRAÇAS A DEUS O TEMPO BOM VOLTOU. É TEMPO BOM! É TEMPO DE CHUVA!

O TEMPO ESTÁ NUBLADO.. SERÁ QUE VAMOS TER CHUVA?

INTERESSA À MUNICIPALIDADE TOMBAR E PRESERVAR ESSE PATRIMÔNIO DA HISTÓRIA DOO MUNICÍPIO?
06/11/2018

INTERESSA À MUNICIPALIDADE TOMBAR E PRESERVAR ESSE PATRIMÔNIO DA HISTÓRIA DOO MUNICÍPIO?

VELHOS TEMPOS, BELOS DIAS!

06/11/2018

LEMBRA DESSA HISTÓRIA??

15/10/2018

CURTAM AÍ...

20/07/2018

QUEM VIVEU BEM SUA INFÂNCIA VAI 'ADORAR' ESSA HISTÓRIA QUE SE PASSOU EM ÁGUA DOCE.

O Circo

Água Doce ainda não tinha luz elétrica. Os postes de madeira a esperavam deitados nas ruas. Lembro dos antigos moradores, pioneiros que ficavam sentados nos imensos bancos improvisados, conversando durante as tardes mornas e fazendo previsões otimistas quanto ao futuro da cidade. Nesse tempo eu achava que não havia diversão melhor que os banhos de rio. Em qualquer rio. Meu pai não resistia à lábia do Joaquim da Venda e nos liberava, quase todos os dias, para nadar, nus e destemidos, nas águas longínquas e escuras do rio Preto, verdadeira geladeira líquida a se mover silente e preguiçosa, ondulando sob a sombra dos ingazeiros...
Mas eu gostava mesmo era das outras diversões, as mais esperadas, que chegavam de outras cidades: os parques e os circos coloridos. Eles vinham, em espaços de tempo regulares, e faziam a alegria de todo mundo!
Os circos já sabiam que em Água Doce não tinha energia elétrica e traziam seu próprio gerador. A luz elétrica era indispensável. Sem ela, como iluminar os circos ou movimentar os carrosséis multicores? Talvez fosse por causa disso que eu aguardava tão ansioso a misteriosa e insondável energia. Assim que os circos chegavam eram armados, sem ao menos pedir licença, num terreno de ninguém, que ficava próximo ao grupo escolar onde estudei, ao lado das toras de madeira, bem pertinho da minha casa. Tudo já estava combinado: "Os parques e os circos que chegavam eram só meus..."
Lembro sempre daquele circo pobre que apareceu um dia em Água Doce. Chovia, e foi por conta disso que muitas coisas tristes acabaram por acontecer. O circo marrom nunca mais sairia da minha memória. Era um circo sem luz. Em poucas horas foi armado. Tinha que ser tudo muito rápido, porque, já no dia seguinte, haveria um espetáculo. O circo tinha pressa. Queria ganhar dinheiro ou era só vontade de alegrar o povo? Um homem, improvisado de alto-falante, anunciou novidades pelas ruas barrentas de Água Doce. A voz do seu megafone vermelho entrava nas casas e os meninos logo apareciam, felizes, nas portas e nas janelas.
As maravilhas anunciadas por ele haveriam de encantar o povo! Aconteceria uma coisa incrível: um bode fantástico, elegante e inteligente subiria uma escada de muitos degraus. Era ver para crer!... Foi isso que mais chamou a atenção do povo. A cidade ansiosa compareceu em massa, em plena tarde. O espetáculo ia começar e começou, mas começou mal. As longas chuvas tinham molhado tudo. As lonas laterais e o picadeiro estavam encharcados — o pobre circo nem tinha a lona de cima! Era um "círculo" mesmo. O povo que compareceu queria apenas ver o bode alpinista. Seria suficiente ver o bode, não precisava mais nada!...
Iniciado o espetáculo, o bode logo se recusou a subir. Recusou, por três vezes, a velha e escorregadia escada. O animador, que era também o dono do circo, dava risadas nervosas. Ainda tentou por mais outras três vezes, porém o experiente bode não passava do primeiro degrau: refugava. Subir escadas molhadas era perigoso... os bodes têm experiências ancestrais, nesse caso.
O dono do bode, preocupado com a reação do povo, dizia, fazendo graça, que a escada estava "escorreganhando". Era para que o povo tivesse paciência, compreendesse, entendesse, mas, o povo não compreendia. Não queria compreender. O que as pessoas queriam, era ver o bode subindo a escada, exatamente como fora anunciado, com chuva ou não. Seria uma glória ver o bode exibindo-se, orgulhoso, no alto da escada, bem no alto, com barba, chifres e tudo o mais, mas nada disso acontecia!
Para frustração do povo, o ma***to bode, que sempre fizera aquela mesma "escalada" brincando, decidiu que a missão era impossível. "Escorreganhou" por mais três vezes e desistiu. Foi o bastante. O povo não tolerou. Explodiu! Eu estava lá e vi. A lona foi rasgada, os grandes biombos coloridos de vermelho tombaram. Mastros, trapézios, bilheteria, tudo foi abaixo. O circo foi literalmente pisoteado por uma gente humilde e ordeira, subitamente tomada de fúria, apenas porque um bode, previdente e de princípios, decidira não subir a escada, uma simples e familiar escada! O bode era realmente um cara teimoso... e como era!
Depois da cena triste, em que destruíram o pobre circo por tão pouco, as pessoas simples de Água Doce se olhavam envergonhadas. Durante semanas seguidas comentaram, nas casas e nas ruas, o destino do circo pobre. Cogitavam das reais causas do acontecimento triste e avaliavam o destino pouco promissor do bode rebelde. Para mim, nada disso importava. Triste, mesmo, foi ver no dia seguinte, sob a chuva que ainda caía, o velho caminhão deixando a cidade, levando os restos do circo que o povo destruíra. Na carroceria, enrolados em trapos, tentando se proteger da chuva, os poucos artistas seguiam cabisbaixos, envergonhados e, quem sabe, famintos.
Eu estava de pé, na frente do bar, quando passou a mudança pobre. Vi os mastros quebrados, os restos de corda e um bode sem futuro. No meio da tristeza, havia um biombo colorido que escapara inteiro. Desenhado nele havia o rosto de um palhaço triste olhando para mim. Seus olhos eram enormes, cheios de lágrimas imaginárias. Durante o longo trajeto barrento —do local do massacre até à Lagoa do Marriel—, tudo me pareceu durar uma eternidade. Os olhos "cobradores" do palhaço me olhavam censurando, botando uma culpa infinita em mim. Os olhos de lata eram como punhais. Muitos anos depois ainda os vejo chorando. Eu pensava que todos os circos eram meus. Embora eu tivesse pena dos artistas, o que mais me preocupou foi o "palhaço chorão", feito de tinta vermelha, mas que tinha vida e botava a culpa em mim. Tive vontade de chorar e chorei... Feito uma estátua na rua deserta, eu era o único menino que se importava com o drama do circo. No fundo do meu coração alguma coisa me dizia que os circos nunca mais voltariam!...
Tomei uma decisão definitiva: solidário, decidido, entrei no velho caminhão e viajei de mentirinha com eles: “Água Doce, adeus!...”

Áutor: Jáder Eduardo Ferreira
obra; Água Doce, ''memórias'

LINDA TARDE!
20/07/2018

LINDA TARDE!

20/07/2018

BOA TARDE !

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Rua João Batista
Água Doce Do Norte, ES
29820000

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