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A Bioética é uma área de estudo interdisciplinar que envolve as problematizações éticas, o Direito e a Biologia enquanto ciência que estuda a vida.

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A Bioética é uma área de estudo interdisciplinar que envolve a Ética e a Biologia, fundamentando os princípios éticos que regem a vida quando essa é colocada em risco pela Medicina ou pelas ciências. A palavra Bioética é uma junção dos radicais “bio”, que advém do grego bios e signif**a vida no sentido animal e fisiológico do termo (ou seja, bio é a vida pulsante dos animais, aquela que nos mantém vivos enquanto corpos), e ethos, que diz respeito à conduta moral.

Trata-se de um ramo de estudo interdisciplinar que utiliza o conceito de vida da Biologia, o Direito e os campos da investigação ética para problematizar questões relacionadas à conduta dos seres humanos em relação a outros seres humanos e a outras formas de vida.

Origem

A Bioética surgiu na segunda metade do século XX, devido ao grande desenvolvimento da Medicina e das ciências, que avançaram cada vez mais para a modif**ação da vida humana e a promoção do conforto humano, bem como para a utilização de cobaias vivas (humanas e não humanas). A fim de evitar horrores, como os que foram vividos dentro dos campos de concentração nazistas e de técnicas médicas que ferissem os princípios vitais das pessoas, surgiu a Bioética como meio de problematizar o que está oculto na pesquisa científ**a ou na técnica médica quando elas envolvem a vida.

Autores
Hoje, alguns autores são referências para os estudos de Bioética no mundo. Entre eles, estão o filósofo Tom L. Beauchamp, professor da Georgetown University, e o filósofo e teólogo James F. Childress, professor de Ética da Universidade de Virgínia. Juntos, esses dois destacados estudi

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Infecção urinária: sintomas, tratamentos e causas

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O que é Infecção urinária?

Infecção urinária (CID 10 N39) é uma doença infecciosa que pode ocorrer em qualquer parte do sistema urinário, como rins, ureteres, bexiga e uretra, sendo mais comum nos dois últimos. É também conhecida como Infecção do Trato Urinário (ITU) e os sintomas normalmente incluem ardência ao urinar e incontinência urinária.

Cerca de 30% das mulheres vão apresentar infecção urinária leve ou grave em algum momento da vida. Isso porque a mulher tem 50 vezes mais chance de ter o problema do que o homem.

Entre os principais sintomas estão: ardência ao urinar, urgência miccional, ou seja, a mulher vai várias vezes ao banheiro fazer xixi, urina avermelhada (com sangue) e dores no “pé da barriga”.

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Infecção urinária na gravidez

A frequência da infecção urinária em gestantes é aproximadamente a mesma que em mulheres não-grávidas, no entanto, infecções recorrentes são mais comuns durante a gravidez.

Adicionalmente, a ocorrência da pielonefrite (infecção renal) é mais elevada durante a gestação do que na população em geral, provavelmente como um resultado de alterações fisiológicas das vias urinárias no período.

A bacteriúria assintomática, ou seja, quando são detectadas bactérias no exame de urina sem que a gestante apresente sintomas, ocorre em 2 a 7% das mulheres grávidas.

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Geralmente ocorre durante a gravidez inicial, com apenas cerca de um quarto dos casos identif**ados nos segundo e terceiro trimestres.

Fatores que têm sido associados a um maior risco de bacteriúria incluem: histórico de infecção urinária prévia, diabetes mellitus e gestações anteriores.

Os sintomas de infecções urinárias na gestante incluem:

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Dor embaixo do ventre
Dor para urinar
Outras complicações de pielonefrite incluem anemia, sepse e dificuldade respiratória.

Para o tratamento, o médico obstetra avaliará a necessidade de antibiótico seguro para gestantes. Em casos mais graves pode ser necessário mais exames e até a internação da paciente.

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Leia mais em Infecção urinária na gravidez pede cuidados redobrados.

Tipos

Os tipos, causas e sintomas das infecções urinárias variam de acordo com o local onde há infecção. A infecção é dividida em diferentes tipos, que são:

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Cistite

A cistite é uma infecção bacteriana na bexiga ou no trato urinário inferior. Ela é, na maioria das vezes, causada por um tipo de bactéria proveniente do trato gastrointestinal, chamada Escherichia coli (mais conhecida como E. coli).

A relação sexual também pode levar à cistite, mas você não precisa ser sexualmente ativo para desenvolvê-la.

Todas as mulheres estão em risco de cistite por causa de sua anatomia - especif**amente, a curta distância da uretra ao â**s e a abertura uretral à bexiga

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Uretrite

A uretrite consiste na inflamação ou infecção da uretra, o canal que transporta a urina da bexiga para fora do corpo.

As uretrites são decorrentes de bactérias provenientes do trato gastrointestinal, mas pelo fato da uretra nas mulheres estar mais próxima da va**na, algumas infecções como herpes, gonorreia e infecção por clamídia podem levar à uretrite.

Pielonefrite

A infecção renal (pielonefrite) é um tipo de infecção do trato urinário (UTI) que geralmente começa em sua uretra ou bexiga e viaja para um ou ambos os rim.

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Se não for tratada adequadamente, essa infecção renal pode prejudicar permanentemente seus rins ou a bactéria pode se espalhar para a corrente sanguínea e causar uma infecção potencialmente fatal.

Infecção nos ureteres

A infecção nos ureteres nada mais é do que a infecção dos canais que levam a urina dos rins até a bexiga.

Causas

As infecções urinárias geralmente ocorrem quando as bactérias entram no trato urinário através da uretra e começam a se multiplicar na bexiga.

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Embora o sistema urinário tenha sido projetado para manter esses invasores microscópicos, essas defesas às vezes falham.

Quando isso acontece, as bactérias podem se apoderar e se transformar em uma infecção completa no trato urinário.

Fatores de risco

Alguns fatores são considerados de risco para contrair infecção urinária, confira:

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Gênero: infecções urinárias são mais comuns em pessoas cuja uretra é menor, como no caso do sistema reprodutor feminino, ou seja, o caminho que a bactéria precisa percorrer para chegar até a bexiga é menor.
Vida sexualmente ativa: facilita a infecção urinária, especialmente as va**nais.
Contraceptivos: o uso de alguns tipos de contraceptivos, como espermicidas, também pode ser considerado um fator de risco.
Menopausa: após a menopausa, as infecções urinárias podem acontecer com mais frequência do que antes, uma vez que a baixa quantidade de estrogênio causa mudanças no trato urinário de modo a deixá-lo mais vulnerável à ação de bactérias.
Bloqueio: apresentar algum tipo de bloqueio no trato urinário, como pedra nos rins e aumento da próstata, também é um fator de risco.
Baixa imunidade: ter o sistema imunológico suprimido impede que as defesas do corpo atuem propriamente, facilitando a entrada de bactérias que causam infecções.
Cateter: o uso de cateter para urinar também aumenta os riscos de infecção.
Sintomas

Sintomas de Infecção urinária

Nem sempre uma pessoa com infecção urinária apresenta sintomas, mas quando surgem, os mais comuns são:

Ardência forte ao urinar
Forte necessidade de urinar, mesmo tendo acabado de voltar do banheiro
Urina escura
Urina acompanhada de sangue
Urina com cheiro muito forte
Dor pélvica
Dor no reto
Aumento da frequência de micções
Incontinência urinária
Os sintomas variam de acordo com o tipo de infecção.

Buscando ajuda médica

Caso você apresente ardência ao urinar, dor pélvica, urina acompanhada de sangue e vontade frequente de urinar procure um pronto-socorro, clínico geral ou ginecologista imediatamente.

Diagnóstico e Exames

Diagnóstico de Infecção urinária

O diagnóstico deve ser realizado por um médico através de exame de urina (urina tipo I e urocultura) e, se necessário, exames laboratoriais adicionais.

Em casos de infecções é necessário realizar exames radiológicos (ultrassonografia, tomografia ou até ressonância magnética) para melhor avaliar a gravidade e presença de fatores agravantes da ITU.

Exames

Os exames que podem feitos para diagnosticar infecções urinárias são:

Exame de urina

O exame de urina é o método mais frequente usado para realizar o diagnóstico. O resultado f**a pronto em torno de duas horas.

A urina é analisada a procura de leucócitos (glóbulos brancos, que quando estão em níveis acima do normal representam um quadro infeccioso) e traços de sangue.

Cultura de urina

Uma análise de urina feita em laboratório geralmente é seguida de uma cultura de urina, em que o médico usará a amostra do paciente para cultivar a bactéria causadora em laboratório.

Esse exame ajuda a identif**ar a bactéria e quais medicamentos são mais ef**azes na ação contra ela.

Este é o melhor exame para identif**ar a infecção e a bactéria causadora dela, tendo conhecimento dos antibióticos que combatem a bactéria da infecção urinária (ou aos quais ela é resistente).

No entanto, os resultados demoras de três a sete dias para f**arem prontos;

Exames de imagem

O médico também poderá optar por realizar uma tomografia, um ultrassom ou uma ressonância magnética para identif**ar possíveis anormalidades em seu trato urinário.

Também para esse fim, o especialista pode solicitar o exame com utilização de contraste para destacar as partes do sistema urinário que apresentam problemas.

Cistoscopia

O exame de cistoscopia é utilizado para analisar as partes internas da bexiga e da uretra, a fim de identif**ar a causa da infecção.

Tratamento e Cuidados

Tratamento de Infecção urinária

O que fazer para acabar com a infecção urinária?

O tratamento de infecções urinárias varia muito de acordo com o tipo de cada infecção e sua gravidade também.

Geralmente, o tratamento é feito à base de antibióticos. Mas o médico também poderá receitar um analgésico para aliviar a dor e a ardência ao urinar.

O tratamento também varia de acordo com a frequência que o paciente apresenta quadros infecciosos.

Chás para infecção urinária

Nenhum dos tratamentos caseiros, quando feitos isoladamente, são eficientes contra a infecção urinária - e, por isso, o ideal é sempre buscar o médico quando o problema aparece.

No entanto, alguns alimentos e bebidas podem ser aliados aos antibióticos para turbinar o processo de cura:

Bastante água
Cranberry
Melancia
Chá de manjericão
Chá de carqueja
Chá de aroeira
Entenda por que essas medidas são benéf**as em tratamento caseiro para infecção urinária: receitas e cuidados.

Medicamentos para Infecção urinária

Os remédios mais usados para o tratamento de infecção urinária são:

Amicacina
Amoxicilina + Clavulanato de Potássio
Amozilina
Androfloxin
Bactrim
Ceclor
Cefaclor
Cefadroxila
Cefalexina
Cefalotina
Ceftriaxona Dissódica
Ceftriaxona Sódica
Cetoprofeno
Ciprofloxacino
Cefanaxil
Cipro
Clocef
Clordox
Cystex
Doxiciclina
Hincomox
Monuril
Nitrofen
Norfloxacino
Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique.

Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Convivendo (prognóstico)

Infecção urinária tem cura?

Uma infecção urinária é incômoda, mas o tratamento é, geralmente, bem-sucedido. Em geral, os sintomas de uma infecção desaparecem poucos dias após o começo do tratamento.

Mais uma vez, a duração do tratamento varia de acordo com o tipo de infecção, bem como as expectativas de recuperação.

Complicações possíveis

Se não for tratada, uma infecção urinária pode causar complicações mais graves, como:

Infecções recorrentes, especialmente em mulheres que já apresentaram três ou mais infecções
Danos permanentes aos rins
O risco de infecção do sangue com risco de vida (sepse) é maior para crianças, idosos e aqueles cujos organismos não conseguem lutar contra as infecções (por exemplo, devido ao HIV ou à quimioterapia para o câncer)
Aumento no risco de grávidas darem luz a bebês abaixo do peso normal ou prematuros
Infecção geral
Morte
Saiba mais: Infecção urinária na gravidez pede cuidados redobrados
Convivendo/ Prognóstico

Alguns cuidados em casa podem ajudar na recuperação. Veja:

Beba muita água: por mais que seja doloroso urinar, é importante que o paciente beba muita água para diluir ao máximo a urina. Quanto mais você for ao banheiro, maiores as chances de expelir a bactéria de seu corpo definitivamente.
Evite algumas bebidas: procure não tomar bebidas que possam causar irritações à bexiga, como café, bebidas alcoólicas e outras que contenham cítricos ou cafeína.
Use bolsa de água morna: aplique uma bolsa de água morna na região do abdômen para minimizar o desconforto.
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Prevenção

Prevenção

O que fazer para evitar infecção urinária?

Algumas medidas podem prevenir infecções urinárias, sejam elas de que tipo forem. Confira:

Beba muito líquido: especialmente água.
Limpe-se após urinar para evitar que bactérias se acumulem no local e entrem no trato urinário.
Urine após relações se***is para esvaziar a bexiga. Beba muita água para ajudar a diluir a urina também.
Use absorventes externos em vez de internos, pois alguns médicos acreditam que isso aumente a probabilidade de infecções. Troque de absorvente cada vez que for ao banheiro.
Não use ducha nem sprays ou pó para a higiene feminina: como regra geral, não utilize nenhum produto que contenha perfumes na área ge***al
Evite usar calças muito apertadas.
Use calcinha e meia-calça de algodão e troque-as, pelo menos, uma vez por dia.
Saiba mais: Mulheres podem tratar problemas do aparelho urinário com urologistas
Especialista tira dúvidas sobre infecção urinária

Referências

Ministério da Saúde

Bárbara Murayama, médica ginecologista, (CRM/SP 112527)

Mayo Clinic

José Roberto Colombo Junior, médico urologista, (CRM/SP 90813)

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Alimentação, Medicina, Mente Saudável
Anorexia: o que é, sintomas e tratamento

A anorexia, tema do filme To The Bone (O Mínimo Para Viver), tem causas e sinais precoces que podem ser detectados. Saiba como descobrir e tratar o problema
Por Goretti Tenorio e Chloé Pinheiro
26 fev 2020, 11h16 - Publicado em 2 jul 2017, 18h01

A anorexia nervosa, que acomete a protagonista do filme To The Bone (O Mínimo Para Viver) é um transtorno alimentar que faz a pessoa enxergar o próprio corpo de maneira distorcida (em geral, muito acima do peso) e, a partir daí, leva a atitudes de risco como dietas restritivas, abuso de exercícios físicos, indução de vômito para expulsar as refeições e até mesmo uso de medicamentos como laxantes. O problema pode afetar qualquer faixa etária ou gênero, mas é mais comum em mulheres jovens.

A perda de peso impulsionada pelo transtorno é extremamente perigosa. Pode provocar baixas na imunidade, enfraquecimento dos músculos e dos ossos, interrupção da menstruação, arritmia cardíaca e convulsões. O quadro chega a ser inclusive fatal em 15% dos casos.

A anorexia está ligada a origens psicológicas e fisiológicas e, uma vez instalada, atrapalha a ação de um dos hormônios que controlam o apetite, a melanocortina, o que deixa a pessoa constantemente sem fome.

Sinais e sintomas
– Perda de peso acentuada
– Preocupação excessiva com a dieta
– Restrição severa na ingestão de comida
– Ausência de apetite
– Uso de truques para dar a impressão de que já comeu ou esvaziou o prato
– Medo extremo de engordar
– Ausência de menstruação
– Redução na libido
– Prática exagerada de exercícios visando à forma física
– Evitar comer na frente de outras pessoas

Fatores de risco
– Pressão social por questões estéticas
– Distúrbios psiquiátricos como ansiedade, depressão e transtorno obsessivo-compulsivo
– Desequilíbrios hormonais
– Baixa autoestima
– Perfeccionismo exagerado
– Histórico familiar

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Embora em boa parte dos casos não dê para prevenir diretamente o aparecimento da anorexia, é possível flagrar seus sinais logo no começo e impedir que o quadro se acentue. Passar muito tempo na frente do espelho ou tornar-se obcecado com o peso são evidências de que é preciso ligar o alerta.

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Comportamentos como comer muito pouco, rejeitar refeições a toda hora e estimular vômitos para devolver a comida também são indícios de anorexia. O importante, nesses casos, é conversar com o indivíduo e tentar modif**ar o ambiente (e a pressão social) para que sejam cortados os estímulos ao transtorno — sempre com a orientação de um especialista. Em linhas gerais, reforçar o ideal de um cardápio saudável e não alimentar um estilo de vida baseado na aparência e na estética são formas de evitar um ambiente propício ao distúrbio.

O diagnóstico
Para que uma pessoa seja considerada anoréxica, seu peso deve estar 15% abaixo do indicado para sua idade e altura, mesmo que, à primeira vista, ela pareça saudável. Um dos fatores que atrapalham o diagnóstico, aliás, é que os anoréxicos tendem a negar seu problema — os quilos a menos são, pelo contrário, comemorados.

Além do emagrecimento extremo, o médico procurará sinais de desnutrição e pedirá exames laboratoriais para descartar outras doenças capazes de levar à perda de peso. A avaliação psicológica também ajuda a identif**ar como o indivíduo enxerga seu corpo e como isso repercute em seus hábitos e decisões. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, menor será o risco de complicações.

O tratamento
Ele é multidisciplinar, ou seja, envolve uma equipe composta de médico, psicólogo e nutricionista. O primeiro objetivo é recuperar os quilos perdidos em ritmo seguro a fim de restabelecer a saúde. A psicoterapia, por sua vez, trabalha a identidade e a forma de enxergar o próprio corpo, bem como a relação com a comida.

Muitas vezes, o médico prescreve medicamentos para reequilibrar a bioquímica cerebral. Em casos graves, com perda de mais de 25% do peso, a internação é necessária.

Como o processo de recuperação acontece em médio ou longo prazo, o apoio de amigos e familiares se torna crucial. E, após a reabilitação, a orientação é f**ar atento pelo resto da vida, já que a anorexia tem características crônicas.

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Bulimia: o que é, sintomas e causas

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O que é Bulimia?

A bulimia nervosa (CID 10 - F50.2) é um transtorno alimentar no qual uma pessoa oscila entre comer exageradamente, com um sentimento de perda de controle sobre a alimentação, e episódios de vômitos ou abusos de laxantes tentando impedir o ganho de peso. Também chamada de bulimia nervosa, o distúrbio leva as pessoas a estarem sempre preocupadas com a aparência, principalmente com o peso.

O comportamento bulímico pode se associar a desequilíbrios químicos no organismo, devido à ingestão e eliminação inadequada de nutrientes. Além disto, eventualmente ele pode estar vinculado ao uso de anfetaminas e outros estimulantes, em tentativas de controle do comportamento alimentar.

Casos de alcoolismo também são muito mais frequentes em pessoas bulímicas. A bulimia também leva a desconforto interpessoal pela necessidade frequente de esconder o comportamento ou por eventuais pressões de familiares e companheiros que se dão conta do transtorno alimentar.

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Saiba mais: Bulimia e compulsão alimentar andam juntas. Entenda o porquê

Diferença entre bulimia e anorexia

A bulimia e anorexia não são a mesma coisa. A anorexia é uma tentativa desesperada de perder ou não ganhar peso, através de atividade física exagerada ou de uma restrição alimentar rigorosa. Já a bulimia é a prática de hiperfagia (ingestão exagerada de alimentos), seguida de comportamentos compensatórios.

Causas

A causa exata da bulimia ainda é desconhecida. Trata-se de um transtorno de alimentação e, por isso, muitos fatores podem estar envolvidos nos motivos que levam à sua ocorrência.

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A influência exercida pela mídia sobre o comportamento e o padrão de beleza das pessoas também pode estar entre as possíveis causas da bulimia.

O culto ao corpo magro e o desprezo às pessoas acima do peso pregado pela indústria da beleza e da moda, aparentemente, levam milhões de pessoas em todo o mundo a apresentar quadros de bulimia.

Por Kzenon
Por Kzenon
Dessa forma, a bulimia é um distúrbio de imagem, no qual o paciente não consegue aceitar seu corpo da forma como ele é, ou tem a impressão de que está acima do peso em níveis acima da realidade.

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Isso pode levar a um quadro de ansiedade, que faz a pessoa buscar maneiras bruscas de perder peso rapidamente, ao mesmo tempo em que busca conforto na comida.

Fatores de risco

A bulimia provavelmente ocorre devido a mais de um fator. Fatores que podem contribuir para seu desenvolvimento são:

Fatores genéticos
psicológicos
traumáticos
familiares
sociais
culturais.
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Mulheres jovens: a bulimia afeta muito mais mulheres do que homens e é mais comum em mulheres adolescentes e em jovens adultas.

Genética: também pode ser um fator de risco para a bulimia. Estudos mostram que ter um parente com bulimia pode favorecer o desenvolvimento da doença.

No entanto, ainda não está certo se é um fator genético que predispõe à bulimia ou o comportamento familiar que favorece a doença.

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Falta de serotonina: Acredita-se também que a deficiência de serotonina, um neurotransmissor diretamente relacionado à sensação de prazer, pode estar relacionada à bulimia.

Sintomas

Sintomas de Bulimia

Os sintomas de bulimia mais comuns são:

Preocupação excessiva com o peso e com a silhueta
Ter medo de ganhar peso
Perder o controle sobre o que come
Comer em excesso até sentir desconforto ou dor
Ir ao banheiro imediatamente após as refeições
Forçar o vômito após comer
Fazer uso de diuréticos e laxantes após comer
Usar suplementos diários de perda de peso.
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Diagnóstico e Exames

Buscando ajuda médica

Se você apresentar alguns dos sintomas de bulimia, considere procurar um médico. Saiba que esse transtorno pode acarretar em problemas mais graves se não houver tratamento e que existe cura.

Converse com seu médico, psicólogo ou ainda com algum parente, amigo ou pessoa de confiança sobre os sintomas.

Compulsão alimentar é uma das características que levam à bulimia - Foto: Shutterstock
Caso um familiar ou alguém próximo a você esteja com sintomas de bulimia, converse com essa pessoa. Muitas vezes o paciente não tem consciência de que está passando por dificuldades e precisará de muito apoio para superar.

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Contudo, é importante não forçar uma decisão ou atitude sem que a pessoa se sinta confortável.

Diagnóstico de Bulimia

Quando há suspeita de bulimia, o médico deverá realizar um exame físico completo do paciente em questão e pedir para que ele faça um exame de fezes e urina.

É comum também que haja necessidade de avaliação psicológica do paciente, uma vez que bulimia é um distúrbio alimentar muitas vezes relacionado ao psicológico.

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Tratamento e Cuidados

Tratamento de Bulimia

Ida ao pronto-socorro

Pessoas com bulimia raramente vão ao hospital, exceto quando os ciclos de comportamento bulímico acarretam também em anorexia.

Ou quando forem necessários medicamentos para ajudar a interromper a purgação e, também, em casos em que depressão profunda estiver presente.

Tratamento passo a passo

Com mais frequência, uma abordagem passo a passo é usada para pacientes com bulimia. O tratamento depende da gravidade da bulimia, assim como a resposta da pessoa aos tratamentos. Veja exemplos:

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Grupos de apoio podem ser úteis para pacientes em condições estáveis, que não têm nenhum problema de saúde
A terapia cognitivo-comportamental (TCC) e a terapia nutricional são os melhores tratamentos para a bulimia que não responde a grupos de apoio
Antidepressivos geralmente são usados para bulimia.
Terapia

Os pacientes com bulimia podem desistir dos programas se tiverem esperanças não realistas de serem "curados" somente com terapia. Antes do início de um programa, deve-se esclarecer o seguinte:

Várias terapias provavelmente serão experimentadas até que o paciente possa superar esse distúrbio grave
É comum a bulimia retornar (recaída), mas isso não é motivo para desespero
O processo é doloroso e exige um trabalho árduo da parte do paciente e de sua família.
Medicamentos para Bulimia

Os medicamentos mais usados para o tratamento de bulimia são:

Daforin
Fluoxetina.
Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique.

Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Convivendo (prognóstico)

Convivendo/ Prognóstico

Bulimia é uma doença de difícil recuperação, mas a cura é possível.

Confira algumas recomendações que pacientes com bulimia devem levar em conta durante o tratamento:

Bulimia tem tratamento que pode levar à cura - Foto: Shutterstock
Siga à risca as orientações do médico e o tratamento
Siga uma dieta saudável, devidamente orientada por um especialista
Informe-se bastante sobre bulimia, frequente grupos de apoio e saiba das consequências que podem ser geradas
Procure ajuda médica em caso de recaída
Tenha paciência consigo mesmo
Exercite-se, mas com cautela. Siga sempre as orientações dos médicos.
Complicações possíveis

A bulimia pode ser perigosa e levar a complicações médicas graves ao longo do tempo. Por exemplo, os vômitos frequentes colocam ácido gástrico no esôfago (o tubo que liga a boca ao estômago), o que pode lesar permanentemente essa área.

Possíveis complicações da bulimia incluem:

Constipação
Desidratação
Cáries
Desequilíbrios eletrolíticos
Hemorroidas
Pancreatite
Inflamação na garganta
Rasgos no esôfago devido ao excesso de vômitos
Bulimia tem cura?

A bulimia é uma doença com efeitos a longo prazo. Muitas pessoas ainda apresentarão alguns sintomas, mesmo com o tratamento.

Pessoas com menos complicações médicas de bulimia e aquelas que têm vontade e podem participar da terapia têm uma chance maior de recuperação.

Prevenção

Prevenção

Apesar de não haver um meio 100% garantido de se prevenir da bulimia, é sempre possível evitar o contato com alguns fatores contribuintes. Veja:

Cultive sempre a ideia de um corpo saudável com seu filho ou filha, independentemente da silhueta ou do peso
Converse com o pediatra de seu filho ou filha. Eles podem notar desde cedo algumas indicações de distúrbios alimentares e as melhores maneiras de evitar que eles se desenvolvam
Converse com um médico também se souber de algum parente da família que já teve ou tem algum tipo de distúrbio alimentar. A pessoa pode ajudar a aprender desde cedo a lidar com a questão e a impedir que o problema evolua também.
Referências

Associação Brasileira de Psiquiatria

Danielle Alves, psicóloga - CRP 17953/PR

Ivan Mario Braun, psiquiatra - CRM 57449/SP

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TAGs: bulimia • bulimia nervosa

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