12/09/2016
Haveria de ser, provavelmente, a intervenção mais decisiva para serem repostos, na minha cabeça, os elos perdidos. As razões são claras: O feitiço da rama de abóbora dera- me quase por completo, volta ao juizo.
Acado neste momento os concelhos dos ancião, os da aldeia e , o que tem sido raro,da minha mãe.
Aos poucos, vou- me sentido enlevado c um feliz acontecimento. Um velho de uma das aldeias vozinhas a nossa, veio ter com o meu pai e falou- lhe em segredo sobre a doença de que padeço. Pela sua velhiçe e emblante , acredito em parte, no que diz. Assim que se despede, com um galo e um cabrito nos braços, pagos por meu pai em troca das ervas repugnantes que terei de tomar , não desiste de nos afiançar que hei- de sarar nos proximos dias.
Acho em mim novas energias para enfrentar a realidade que se me abre apartir de agora.
A referida cerimónia começou, dada a insistência da minha mãe, por uma sessão de culinária. Pelo que se vê, ela pretende que eu me concentre na confecção de uma das iguarias mais apreciadas na região. Assim, numa voz melflua, instrui- me na sua preparação. Não é que me interesse.; alias, digo- o com toda a franqueza, nunca nuti alguma predilecção pela culinária.
#
Ela criou as condições necessarias para avitar que me distraia mantenho- me, apesar disso, um tanto ou quanto distante. Mas, à medida que ela, de entre os varios frutos, selecciona a abóbora como principal, resolvo acompanhar os seus gestos. Nu murmúrio, relaciona a iguaria com a doença de que padeço. Pelo tom de voz, acho que não esta muito convicta do que diz.