Tiago 100

Tiago 100 Tiago 100, é uma página virada a cultura geral

26/04/2021

O HOMEM QUE URINAVA NA MINHA CABEÇA QUANDO EU ESTAVA NA PRISÃO🌍🇿🇦

Nelson Mandela: “Depois que me tornei presidente, uma vez pedi a alguns membros da minha proteção pessoal para caminhar comigo pela cidade, para almoçar em um de seus restaurantes.

Sentamos em um dos restaurantes do centro e todos pedimos comida.

"Depois de um tempo o garçom trouxe nossos pedidos para nós, percebi que tem alguém sentado na frente da minha mesa esperando pela comida"

Eu disse então a um dos soldados: vai pedir a essa pessoa que se junte a nós com sua comida e coma conosco. O soldado foi perguntar ao homem.

O homem trouxe sua comida e sentou-se ao meu lado enquanto eu pedia e começava a comer.

Suas mãos tremiam constantemente até que todos terminassem a refeição e o homem fosse embora. O soldado me disse:

O homem estava aparentemente muito doente. Suas mãos tremiam enquanto ele comia! "

"Não, de jeito nenhum", disse Mandela.

“Este homem era o guarda da prisão onde eu estava preso.

“Muitas vezes, depois das torturas que sofri, eu gritava e pedia um pouco de água.

"O mesmo homem vinha todas as vezes e urinava na minha cabeça."

“Então eu o achei assustado, tremendo, esperando que eu retribuísse o favor, pelo menos da mesma forma, seja torturando-o ou prendendo-o porque agora sou presidente da república Da África do Sul 🇿🇦”.

"Mas esse não é o meu caráter ou parte da minha ética."

"A mentalidade de retaliação destrói estados, enquanto a mentalidade de tolerância constrói nações."

20/08/2020
QUEM FOI UANHENGA XITU? Uanhenga Xitu é o nome Kinbundu de Agostinho André Mendes de Carvalho (Ícolo e Bengo, Angola, 29...
03/06/2020

QUEM FOI UANHENGA XITU?

Uanhenga Xitu é o nome Kinbundu de Agostinho André Mendes de Carvalho (Ícolo e Bengo, Angola, 29 de agosto de 1924 - Luanda, Angola, 13 de fevereiro de 2014) foi um escritor angolano. Nos últimos anos, tem sido objeto de estudos científicos e homenagens, e recebeu homenagens em território angolano e outros países.
Além da enfermagem, sua profissão formal, exerceu clandestinamente atividades políticas visando a independência de Angola, vindo a ser preso pela PIDE em 1959 no seguimento da detenção no aeroporto de Luanda. Tendo sido desterrado para o Campo de Concentração de Tarrafal em Cabo Verde onde ficou de 1962 a 1970.
Foi julgado pelo Tribunal Militar e condenado a doze anos de prisão maior, medidas de segurança de seis meses a três anos prorrogáveis e perda de direitos políticos por quinze anos. Na prisão começou a escrever suas histórias. Em liberdade, manteve a sua actividade politica e depois de alcançada a independência de Angola, exerceu as funções de Ministro da Saúde, Comissário provincial de Luanda e Embaixador da República Popular de Angola na Polónia, foi deputado à Assembleia Nacional pelo MPLA, posteriormente vindo a ser "reformado" por
motivos de idade não mais compatível ao exercício da função. Aos 89 anos Uaenhenga Xitu morre por motivo de doença.
Eminente contador de ‘estórias’ populares, a narrativa de Uanhenga Xitu, está despida do rigor literário, pois a preocupação primária do autor é estabelecer uma ligação semiótica com o seu povo, que o estimula a escrever. A sua vivência na senzala transformou-o num homem solidário e interessado com as necessidades humanas. Numa entrevista, Uanhenga Xitu afirmou que "o que me preocupa é a situação social do povo". Em 2006 recebe a distinção do Prêmio de Cultura e Artes na categoria de literatura pela qualidade do conjunto da sua obra literária, causando-lhe uma enorme surpresa. Sendo assim, o homenageado e culto escritor angolano entrou na lista dos melhores autores da história literária Angolana.

Obras de Uanhenga Xitu
Mestre Mestre Tamoda Tamoda (1974)
Mestre Tamoda e Outros Contos (1977)
Manana (1974)
Maka na Sanzala (1979)
Vozes na Sanzala (Kahitu) (1976)
Os Sobreviventes da Máquina Colonial Depõem (1980)
Os Discursos de "Mestre" Tamoda (1984)
Bola com Feitiço (1974)
O Ministro (1989)
Cultos Especiais (1997)
Meu Discurso (1974)

"Dinheiro são números, e números são infinitos. Se você precisa de dinheiro para ser feliz, sua busca por felicidade tam...
24/04/2020

"Dinheiro são números, e números são infinitos. Se você precisa de dinheiro para ser feliz, sua busca por felicidade também nunca vai acabar." (Bob Marley)

Hoji-ya-HendaJosé Mendes de Carvalho, mais conhecido por Hoji-ya-Henda (nome de Guerra), foi um comandante das FAPLA mor...
12/02/2020

Hoji-ya-Henda

José Mendes de Carvalho, mais conhecido por Hoji-ya-Henda (nome de Guerra), foi um comandante das FAPLA morto em combate.
É hoje um herói nacional angolano e patrono da juventude angolana.

O Comandante Hoji-ya-Henda (José Mendes de Carvalho), morreu em combate, aos 27 anos de idade, durante um assalto ao quartel de Karipande, do exército colonial português, no Moxico, em 14 de Abril de 1968.

A I Assembleia da III Região Militar do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), realizado no dia 23 de Março de 1969, declarou que, em sua memória, o 14 de Abril passa-se a ser comemorado, em Angola, como o Dia da Juventude Angolana.

Foi sepultado próximo do rio Lundoji a 30 quilómetros do então quartel de Karipande, da Frente Leste/3ª Região Político-Militar.

Já em Agosto de 1968, o MPLA havia atribuído a Hojy-ya-Henda o título de "Filho querido do povo angolano e combatente heróico do MPLA".

Uma assembleia que congregou, em Cabinda, há anos, várias associações juvenis, algumas das quais de partidos políticos, filiados no Conselho Nacional da Juventude (CNJ) determinou que o 14 de Abril continuaria a ser o Dia Nacional da Juventude Angolana.

Você sabe quem foi Simão Toco?Simão Gonçalves Toco nasceu em 1918 na localidade de Sadi-Zulumongo (Ntaia, Maquela Do Zom...
12/02/2020

Você sabe quem foi Simão Toco?

Simão Gonçalves Toco nasceu em 1918 na localidade de Sadi-Zulumongo (Ntaia, Maquela Do Zombo, província do Uíge, Angola), tendo recebido o nome kikongo de Mayamona. Após frequentar o ensino primário na missão baptista de Kibokolo, concluiu os estudos liceais no Liceu Salvador Correia em Luanda. Por esta altura, terá conhecido um acontecimento milagroso que terá despoletado a sua missão religiosa: o encontro com Deus em Catete (Abril de 1935). Depois, regressará ao Uíge para trabalhar nas missões baptistas de Kibokolo e Bembe. Em 1942, decide partir para Leopoldville (Congo Belga) para colaborar com a missão local e dirigir um coro musical com cantores zombos, oriundos da mesma região que ele (Maquela do Zombo). A este coro dará o título de Coro de Kibokolo.

Em 1946, graças ao trabalho que lhe fora reconhecido no âmbito da missão baptista e do coro, foi convidado, junto com outros dois “indígenas” (Gaspar de Almeida e Jessé Chipenda Chiúla) para intervir nos trabalhos da Conferência Missionária Internacional Protestante, realizada de 15 a 21 de Julho de 1946, na localidade de Kaliná em Leopoldville (actual cidade de Kinshasa, capital da República Democrática do Congo). Nesse momento, dirige uma prece onde pede para o Espírito Santo descer em África.

Tal prece é atendida a 25 de Julho de 1949 quando, após um desentendimento com a Missão Baptista de Leopoldville, decide convocar uma vigília de oração na sua residência (rua de Mayenge, nº 159). Naquele momento, segundo contam os presentes, sentiram um vento e começaram a tremer, realizando milagres invocando algumas passagens bíblicas.
Este momento é assumido pelo tocoísmo como o momento em que o Espírito Santo desceu em África e a igreja cristã foi “relembrada”, de forma a retomar o caminho da igreja original do tempo dos Apóstolos. É portanto a data fundacional do movimento tocoísta.

Após estes acontecimentos, Simão Gonçalves Toco e muitos dos seus seguidores foram presos pelas autoridades belgas, sob a acusação de alterar a ordem pública. Em Janeiro de 1950, são deportados do Congo Belga e entregues, no posto fronteiriço de Nóqui (província do Zaire), às autoridades portuguesas. Estas procuram dar por terminado o movimento daquilo que consideravam ser uma “seita perigosa”, dividindo o grupo em pequenos grupos que serão dispersos, no âmbito da política de povoamento colonial vigente à época,4 em distintos colonatos e campos de trabalho forçado por toda a colónia. O líder é enviado numa primeira instância pelo Vale do Loge e, após passagens por Luanda, Caconda e Jáu, é enviado para a Baía dos Tigres, na província de Moçâmedes (hoje Namibe). Pouco tempo depois, é enviado para trabalhar como assistente num farol em Ponta Albina, na mesma região.

Endereço

Luanda

Telefone

+244997400384

Website

Notificações

Seja o primeiro a receber as novidades e deixe-nos enviar-lhe um email quando Tiago 100 publica notícias e promoções. O seu endereço de email não será utilizado para qualquer outro propósito, e pode cancelar a subscrição a qualquer momento.

Compartilhar