27/06/2023
Desde a crise de 2008, se sucedeu no mundo uma série de revoltas e motins – verdadeiros acontecimentos ou devires imperceptíveis e ilocalizáveis – que até hoje não se encerraram:
Em 2011, Primavera árabe, Ocuppy Wall Street, Ocupação da Praça Taksim, M15 (Indignados). Junho de 2013 e as ocupações secundaristas em 2015, no Brasil. Em 2018, os coletes amarelos na França. Em 2019, as revoltas de Hong Kong, Equador, Peru, França, Chile. Em 2020, revolta nos Estados Unidos contra a violência policial, desencadeada a partir da morte de George Floyd, revoltas na Colômbia, Haiti, Peru, e diversas rebeliões em prisões de todo o mundo em decorrência da pandemia, que agravou as condições de saúde nos presídios (Brasil, Itália, Alemanha, Líbano, Tailândia, EUA, Espanha...). Em 2021, revolta na França contra a lei de segurança global, na Índia contra uma legislação que favorecia corporações do agronegócio, na Colômbia contra aumento dos impostos e reforma da saúde, no Sudão contra um golpe militar, na Tunísia contra o parlamento, em Cuba contra a escassez e crise econômica, na Nigéria contra a violência policial. Em 2022, no Cazaquistão contra o aumento do preço dos combustíveis, no Equador contra as políticas neoliberais e mineração predatória, no Sri Lanka em decorrência de uma crise da dívida, inflação e escassez de alimentos. Evidentemente, essa lista de longe dá conta do conjunto de revoltas que pululam pelo mundo.
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