A ocupação desta freguesia remonta ao tempo do neolítico como atestam os materiais arqueológicos recolhidos no lugar do Areal. A idade do Bronze também deixou vestígios de ocupação nas Casas Novas e Cerradinha, na margem Este da lagoa de Santo André. Foram identif**ados na freguesia, pelos arqueólogos Joaquina Soares e Carlos Tavares da Silva, sítios romanos, como Figueirinha e Cascalheira. Duarte
, segundo o Padre António Macedo e Silva, precioso informador sobre o concelho de Santiago do Cacém. Mas segundo outros registos, as freguesias do concelho de Santiago do Cacém já tinham sido criadas no ano de 1528, à excepção de Santo André. Sabe-se porém, que a dita freguesia já existia no século XVI e que era formada por um grupo de casas que foram sendo construídas à volta da igreja, a qual deu o nome a esta pequena localidade e cuja população vivia da exploração da Lagoa, do comércio da feira anual, que o amanho da terra propiciava, mas sobretudo da cultura do arroz, iniciada em 1804 e que terminaria em 1974, aquando da criação do Gabinete da Área de Sines. Com o terramoto de 1755, a freguesia “padeceu muita ruína”, especialmente nas casas dos moradores, na residência do pároco e na própria igreja, que ficou por consertar até princípios do século XIX. Em 1758, além da aldeia de Santo André, a freguesia compreendia três pequenas aldeias: Azinhal, com 10 vizinhos, Giz, com 20 vizinhos e Brescos com 24 vizinhos. O nome de Santo André para patrono da igreja que deu nome à freguesia deve-se ao facto de este santo, irmão de S. Pedro, pescador como ele e cuja vida estava ligada ao mar e à arte piscícola, ter sido o primeiro dos dois irmãos apóstolos a conhecer Cristo. Na Aldeia de Santo André, que começou por ser apenas um lugar, encontra-se instalada a Sede da Freguesia, à qual pertencem as localidades da Costa de Santo André, Deixa-o-Resto, Azinhal, Giz, Brescos e a cidade de Vila Nova de Santo André, com uma Delegação da Freguesia. Com a decisão da construção da Plataforma Industrial de Sines, no início dos anos 70 do século XX, e da consequente construção do Centro Urbano de Santo André, hoje cidade de Vila Nova de Santo André, a Freguesia desenvolve-se com dinâmicas empreendedoras, sendo a maior, em termos demográficos, do Município de Santiago do Cacém.