14/09/2022
Hora do Combatente🇲🇿
--
Herói Combatente: Marechal Samora Moisés Machel
--
Mérito: Libertador da Pátria
Funções: Primeiro Presidente de Moçambique
Vida: 29 de Setembro de 1933 - 19 de Outubro de 1986
--
Sobre Samora Moisés Machel
Samora Moisés Machel nasceu em 29 de Setembro de 1933, na localidade tradicional de Xilembene, a que os portugueses deram o sugestivo nome de “aldeia da Madragoa”, no colonato do Limpopo, província de Gaza.
Samora, cujo nome evocava as terras de Samora Correia, no vale do Tejo, passou a infância a ajudar os pais nos trabalhos agrícolas e na criação de gado, mas sempre conseguiu algum tempo para fazer a instrução primária com os missionários católicos que se tinham instalado na região.
Durante a adolescência, foi viver para a então Lourenço Marques, hoje Maputo, e completou o curso de enfermeiro, profissão que exercia no Hospital Central da cidade quando em 1962 se criou a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), sob a égide de Eduardo Mondlane, outro elemento da etnia xangane, aparentada com os zulus.
Deixando de parte a enfermagem, Samora - que também era Moisés, como o velho condutor do povo judaico - fez-se então á estrada e foi até Tanganica, daí a pouco Tanzânia, alistar-se na guerrilha; e em 1963 já havia notícias dele a receber treino militar na Argélia.
Filho de agricultor Samora entrou na escola primária com nove anos, quando o governo colonial português entregou a «educação indígena» à Igreja Católica.
Quando terminou a escola primária, o jovem de cerca de 18 anos quis continuar a estudar, mas os padres só lhe permitiam estudar teologia e Samora decidiu ir tentar a vida em Lourenço Marques, actual Maputo.
Trabalhou no Hospital Miguel Bombarda (o principal hospital da cidade) e, em 1952, começou o curso de enfermagem. Neto de um guerreiro de Gungunhana, Samora Machel foi educado como nacionalista. Fez treinamento militar na Argélia e em 1966 já chefiava o Departamento de Defesa da FRELIMO. Em 1967 criou o Destacamento Feminino (DF) para envolver as mulheres moçambicanas na luta de libertação. Em 1969 passa a integrar o triunvirato que dirigia a FRELIMO e em 1970 assume a Presidência da FRELIMO, organiza a guerrilha e, finalmente, com a independência de Moçambique em 1975 assumiu a Presidência da República.
Extrovertido, o presidente era uma figura extremamente popular, tanto no seu país como em parte do estrangeiro. Defendia grandes princípios e queria mudar por completo a sociedade, acabando com vícios como a corrupção e a prostituição, mas fê-lo por vezes de forma bastante dura, arrebatando todos os marginais que havia pelas ruas da capital e mandando-os para campos de trabalho no Norte, os chamados “campos de reeducação” de má memória.
Em 1986, decorridos 12 anos de governação cheia de escolhos, o “Tupolev 134A” em que o Presidente regressava de uma reunião na Zâmbia caiu na região sul-africana de Mbuzini, junto à fronteira com a Suazilândia, tendo perecido Samora Machel, o ministro dos Transportes e Comunicações, Alcântara Santos, e mais três dezenas de ocupantes do aparelho.
Palavra de Ordem: A Luta Continua.
--
Texto: Ministério dos Combatentes
Trechos do Perfil: Frelimo Moçambique e Marxists.org https://www.marxists.org/portugues/machel/index.htm
Imagem: Samora Machel (Facebook).