06/06/2026
COMUNICADO
ASSEMBLEIA EXTRAORDINÁRIA DA FREGUESIA DE VILA DO CONDE: QUATRO ASSUNTOS POR DISCUTIR E MUITAS PERGUNTAS POR RESPONDER
O que aconteceu na Assembleia de Freguesia Extraordinária de Vila do Conde, realizada no dia 5 de junho de 2026, constitui um episódio profundamente preocupante para a transparência, para o escrutínio democrático e para o normal funcionamento das instituições locais.
A Assembleia foi regularmente requerida por membros eleitos do CHEGA e da coligação PSD/CDS-PP, com o objetivo de discutir quatro matérias de relevante interesse público para os vilacondenses:
A eventual anulabilidade de deliberações anteriormente tomadas, a realização de uma auditoria externa às contas da Junta de Freguesia, a disponibilização de documentação financeira solicitada pela oposição e a apreciação da situação política e institucional da Junta de Freguesia.
Os vilacondenses compareceram esperando respostas. Tinham esse direito.Contudo, as respostas nunca chegaram.
Tratando-se de uma Assembleia de Freguesia Extraordinária, a sua realização tinha um propósito claro e específico de discutir os assuntos constantes da convocatória. No entanto, antes da apreciação de qualquer um dos quatro pontos que justif**aram a realização da sessão, foi admitida a apresentação e a discussão de forma ilegal e irresponsável por parte do presidente da assembleia de freguesia ,uma matéria que não constava da ordem de trabalhos, através da leitura de um parecer elaborado por um diretor da Câmara Municipal de Vila do Conde.
Foi com base nesse parecer que acabariam por ser bloqueadas as discussões relativas aos assuntos para os quais a Assembleia tinha sido convocada.
Este facto leva-nos a uma reflexão: Se a Junta de Freguesia e a Câmara Municipal são órgãos distintos e autónomos, e se recentemente e repetidamente foi afirmado pelo presidente Vítor Costa que a Câmara Municipal não interfere na atividade das Juntas de Freguesia, por que razão foi necessário recorrer a um parecer da Câmara Municipal de Vila do Conde para condicionar os trabalhos de uma Assembleia de Freguesia democraticamente convocada?
Na interpretação do CHEGA Freguesia de Vila do Conde, esta atuação suscita sérias dúvidas quanto ao respeito pelas regras que regem o funcionamento das Assembleias Extraordinárias e quanto aos direitos dos eleitos que requerem a sua realização.
Igualmente preocupante foi a posição assumida pelo Presidente da Mesa da Assembleia de Freguesia durante os trabalhos. Perante as objeções levantadas pelos membros da oposição, foi transmitida a ideia, de uma forma muito pouco cordial, de que ele mesmo, detinha autoridade absoluta sobre a condução da sessão e sobre a interpretação das regras aplicáveis, recusando qualquer entendimento divergente relativamente ao funcionamento dos trabalhos.
O resultado foi que nenhum dos quatro pontos que justif**aram a convocação da Assembleia foi efetivamente apreciado.
Não foi discutida a auditoria externa.
Não foi discutida a documentação financeira solicitada.
Não foram apreciadas as deliberações cuja legalidade estava a ser questionada.
Não foi debatida a situação política e institucional da Junta de Freguesia.
Em suma, nenhum dos assuntos que motivaram a convocação da Assembleia foi efetivamente discutido.
A situação agravou-se quando o executivo da Junta de Freguesia, os eleitos do Partido Socialista e o próprio Presidente da Mesa abandonaram os trabalhos, impedindo a continuação da sessão e deixando sem resposta dezenas de Vilacondenses que ali se encontravam para assistir ao debate democrático.
Para além de confrontos verbais e palavras de ordem, relataram-nos registos também incidentes físicos por parte de membros afetos ou eleitos do Partido Socialista e funcionários da junta de freguesia para com os Vilacondenses presentes, que motivaram a intervenção da Polícia de Segurança Pública, tendo sido efetuadas identif**ações e reportadas ocorrências às autoridades competentes.
Um partido que se diz fundador da democracia, mas que democrático tem pouco ou nada.
Provas disso são vários episódios, desde a campanha eleitoral com ataques verbais e ameaças em debates políticos até culminar neste triste episódio relatado neste texto.
Em suma,foi convocada uma Assembleia Extraordinária para discutir quatro matérias concretas de interesse público e essa Assembleia terminou sem que qualquer uma delas tivesse sido apreciada, por um bloqueio Ilegal e irresponsável por parte do PARTIDO SOCIALISTA DE VILA DO CONDE.
Trata-se de uma situação sem precedentes na Freguesia de Vila do Conde e que merece uma reflexão séria por parte de todos aqueles que exercem responsabilidades públicas.
Cada vilacondense tirará as suas conclusões.
Nós já tirámos as nossas.
O CHEGA Freguesia de Vila do Conde continuará a defender a transparência na gestão dos recursos públicos, o direito ao acesso à informação, a fiscalização da atividade dos órgãos autárquicos e o pleno respeito pelas regras democráticas que devem reger o funcionamento das instituições.
A confiança dos Vilacondenses não se constrói com silêncios.
Constrói-se com transparência, responsabilidade e prestação de contas.
Rita Fonseca
Miguel Fangueiro
CHEGA – Freguesia de Vila do Conde