03/02/2026
Quando a tempestade chega, o Estado não pode falhar!!
Na semana passada, Portugal voltou a ser posto à prova. Uma tempestade destruidora que deixou cidades e aldeias sem luz nem água, estradas cortadas, árvores no chão, milhares de pessoas isoladas e com medo. Mais uma vez, foram os portugueses a fazer o que sabem fazer melhor: ajudar-se uns aos outros, abrir portas, esperar… e resistir.
Mas a pergunta que f**a é simples e dura: onde estava o Estado quando era mais preciso?
Todos os anos ouvimos discursos sobre planos, estratégias, coordenação e prevenção. Todos os anos se garante que "estamos preparados"… Mas depois, quando a realidade bate à porta, o país descobre que não está.
O Governo acabou por decretar situação de calamidade apenas depois dos estragos se espalharem por dezenas de concelhos, e só então cancelou viagens oficiais para visitar as zonas mais atingidas como Leiria e Coimbra.
A Proteção Civil reage, mas não antecipa. As infraestruturas falham, as comunicações caem, a eletricidade demora a voltar. E as populações f**am entregues a si próprias.
Isto não é só culpa da chuva, nem do vento, mas de anos de desleixo, de falta de planeamento, de um Estado que promete mas protege pouco. Um Estado que prefere propaganda à prevenção, discursos à ação, e relatórios à responsabilidade.
O mais triste de tudo é que já nada disto nos surpreende. Portugal continua vulnerável, não apenas ao mau tempo, mas à incompetência, à lentidão e à falta de coragem política.
As pessoas não precisam de comunicados, mas de respostas. Precisam de um Estado que funcione quando tudo falha e não de um que ‘desaparece’ no momento crítico.
E é por isso que a mudança é URGENTE.
Porque um país que não protege os seus em tempos difíceis não está a governar — está a abandonar.
Portugal merece mais.
E os portugueses já não aceitam menos.
Ricardo martinho
Comissão Política Concelhia CHEGA Sobral De Monte Agraço