15/11/2021
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[...] Segundo o líder do Chega, o raciocínio de Rui Rio mostra que "o que está em causa nestas eleições" é a "escolha de um bloco central de governação ou a escolha de uma via alternativa", e defendeu que o líder do PSD "prefere governar com o PS do que formar uma coligação com diversos partidos da direita parlamentar".
"Ao definir este trajeto, f**a claro que o PSD deve começar a ser tratado como um partido de centro-esquerda e um aliado do PS, o que deve levar os eleitores da área política do centro-direita e da direita a pensar várias vezes antes da colocação do seu voto na urna eleitoral", indicou.
André Ventura frisou ainda que o objetivo da direita deve ser o de "governar e retirar a maioria à esquerda parlamentar, ter a capacidade de delinear e aprovar reformas fundamentais para o país, desde a justiça à atividade económica, desenvolver uma política de aumento de salários e pensões, arredar a extrema-esquerda de qualquer influência no parlamento ou no executivo".
"Admitir o contrário, admitir um apoio direito ou indireto ao Governo socialista, é uma traição ao eleitorado: é isso que Rui Rio está a fazer", realçou. [...].
Rui Rio admitiu propor ao PS um apoio de dois anos a um novo governo e Ventura chamou os jornalistas para fazer um ultimato: "Se o PSD der as mãos ao PS no Governo nacional, então o Chega dará instruções, a nível autárquico e regional, nomeadamente nos Açores, para quebrar qualquer entendime...