Portugal Inovação Social

Portugal Inovação Social Portugal Inovação Social é uma iniciativa pública que tem por objetivo promover a inovação e o empreendedorismo social.

Gere instrumentos de financiamento destinados a apoiar projetos que constituam soluções inovadoras para problemas sociais.

INCUBADORAS EM MOVIMENTO | Do conhecimento à inovação social (Estreamos uma nova rubrica).Incubadoras em Movimento vai l...
16/09/2026

INCUBADORAS EM MOVIMENTO | Do conhecimento à inovação social

(Estreamos uma nova rubrica).

Incubadoras em Movimento vai levar-nos pelo país para conhecer, por dentro, as Incubadoras de Inovação Social apoiadas pela Portugal Inovação Social: as pessoas, as ideias, as redes, as metodologias e, sobretudo, o trabalho que acontece no terreno.

E começamos em Coimbra, na ISII – Incubadora Social de Investigação e Inovação, uma iniciativa coordenada pelo Centro de Estudos Sociais em parceria com a Faculdade de Economia e a Universidade de Coimbra.

Na ISII, diferentes formas de conhecimento encontram-se e cruzam-se: o conhecimento produzido pela investigação e aquele que nasce da experiência e da prática. É desse encontro que a ISII parte para pensar, experimentar e construir novas respostas aos desafios sociais.

A sua missão passa por aproximar diferentes contextos científicos e académicos das comunidades, criando maior interação entre investigação, sociedade civil e academia e procurando articular a produção de conhecimento em ciências sociais, humanidades e artes e a realidade social.

Aqui, três palavras ajudam a perceber a forma de trabalhar: co-aprendizagem, co-incubação e co-disseminação. A incubadora promove processos colaborativos entre ensino, investigação e prática, incuba projetos de inovação social desenvolvidos na relação entre academia e comunidade e procura disseminar os resultados e o impacto desse trabalho.

A visita contou com a presença das representantes regionais da Portugal Inovação Social Alexandra Neves, de Lisboa e Elisabete Pina, do Centro, que tiveram oportunidade de conhecer de perto, verif**ar e testemunhar o trabalho desenvolvido pela equipa da incubadora, ouvir quem o concretiza e perceber como esta aproximação entre diferentes saberes está a ganhar forma. A equipa particularizou o apoio de bastidores por parte da Luisa Bernardes, da equipa da Portugal Inovação Social, Gestora de projetos internacionais, que tem facilitado e mediado as interações intra-incubadoras, complementando com as ligações das redes europeias, onde a ISII está fortemente a apostar na ótica da sustentabilidade.

E os primeiros resultados apresentados pela ISII mostram mudanças em diferentes dimensões: da autoconfiança, motivação e capacidade crítica dos jovens; da adoção de modelos pedagógicos de aprendizagem pela prática por professores e investigadores; do reconhecimento por parte de organizações e municípios do potencial de replicação de metodologias participativas para diagnósticos sociais municipais; na capacitação de diversos atores em investigação para a inovação social; ao reforço das redes de colaboração entre organizações e entidades locais, passando por processos de co-criação mais ajustados às necessidades dos territórios.

Porque inovar socialmente também pode começar assim: colocar diferentes saberes à mesma mesa, aproximar quem investiga de quem conhece os desafios no terreno e construir respostas em conjunto.

É isto que queremos descobrir em Incubadoras em Movimento.
Não apenas onde estão. Mas o que acontece lá dentro.
📍 Coimbra
ISII – Incubadora Social de Investigação e Inovação
Incubadora de Inovação Social apoiada no âmbito do Portugal 2030.

À CONVERSA COM O EMPREENDEDOR... MIGUEL NEIVA E se fosse possível identif**ar uma cor sem ser necessário vê-la?Quando er...
14/09/2026

À CONVERSA COM O EMPREENDEDOR... MIGUEL NEIVA
E se fosse possível identif**ar uma cor sem ser necessário vê-la?

Quando era criança, Miguel Neiva tinha um colega daltónico. O rapaz era alvo de brincadeiras e de alguma crueldade na escola. Miguel podia ter contado esta história colocando-se do lado certo. Não o fez. “Eu inclusive, assumo!”

Talvez esta seja uma das respostas mais inesperadas que já recebemos nesta rubrica. Porque muitos anos depois, aquele miúdo que não compreendeu a diferença tornou-se o homem que decidiu dedicar parte da sua vida a ela.

Miguel Neiva é designer. E a cor é uma das ferramentas essenciais do seu trabalho. Quando começou a investigar o daltonismo, percebeu algo aparentemente simples: vivemos num mundo que comunica constantemente através da cor, mas nem todos conseguimos recebê-la da mesma forma.

Então fez uma pergunta: E se fosse possível identif**ar uma cor sem ser necessário vê-la?
Vieram oito anos de investigação, médicos oftalmologistas, optometristas e pessoas daltónicas de vários países. Te**es, erros, dúvidas, validações, ciência, academia e muitos testemunhos.

E nasceram cinco símbolos para as cores: Azul; Amarelo; Vermelho; Branco e Preto.
Combinados entre si, deram origem ao ColorADD: o Alfabeto das Cores, numa linguagem universal, inclusiva e não discriminatória, que permite identif**ar cores sempre que estas são determinantes para uma escolha, orientação ou informação.
Hoje, aquela ideia portuguesa e de um homem no Norte está presente em mais de 90 países, aplicada em contextos tão diferentes como educação, saúde, transportes, jogos, têxteis, espaços públicos ou praias.

Mas talvez a dimensão desta história não se perceba verdadeiramente pelos países ou pelos produtos. Talvez se perceba melhor através de Juliano:
- Tinha nove anos e vivia em Córdoba, na Argentina. Era daltónico e enfrentava dificuldades de integração na escola. A mãe procurou desesperadamente o ColorADD. Depois de receber informação e materiais, Juliano conseguiu explicar a sua condição à comunidade escolar.
Segundo Miguel, tudo mudou. Hoje, o Juliano, tem 19 anos. Continuam a corresponder-se. E Juliano chama-lhe “Anjo da Guarda”.

Há números que medem impacto. E depois há histórias que nos explicam para que servem os números.

É também por isso que o Programa ColorADD Social nas Escolas, promovido pela ColorADD.Social, merece atenção especial. Já chegou a mais de 2.500 escolas do 1.º Ciclo e a mais de 65.000 crianças, segundo os dados partilhados pelo projeto, sensibilizando alunos, professores e famílias para uma limitação que pode afetar aprendizagem, autoestima, integração social e situações de bullying.

Nas escolas, as crianças não aprendem apenas o código. Experimentam, através de atividades imersivas, como uma pessoa daltónica vê determinadas cores. Há sensibilização, rastreio precoce e ferramentas para tornar o espaço escolar mais inclusivo.

Atualmente, o programa está novamente a ser desenvolvido no Médio Tejo, na Beira Baixa, e também no Cávado e Ave.

Miguel Neiva é Ashoka Fellow desde 2012. O ColorADD recebeu o Global Inclusion Award 2024, na sede da UNESCO. E uma solução nascida em Portugal conseguiu atravessar fronteiras e culturas.

Seria fácil terminar por aqui. Mas, depois de estarmos com o Miguel, percebemos que ele provavelmente não gostaria que esta história acabasse nos prémios.
Porque quando lhe perguntámos a quem pertence o ColorADD, respondeu:
“O ColorADD nunca foi apenas sobre cores. É sobre as pessoas e a elas pertence.”
E acrescentou uma frase deliciosa na sua simplicidade: “Eu só criei 5 símbolos e relacionei-os entre eles.”
“Só!”: Talvez seja uma das palavras mais bonitas desta entrevista.

Porque, às vezes, uma inovação capaz de chegar a milhões de pessoas começa assim: alguém repara numa barreira que todos os outros aprenderam a considerar normal e decide perguntar: “E se fizéssemos diferente?”

Pedimos também ao Miguel que escolhesse uma música para o seu projeto.
Escolheu 🎵: “What a Wonderful World”, de Louis Armstrong. Não por imaginar que o mundo já é maravilhoso. Mas porque acredita que podemos ajudar a construí-lo.

E deixou-nos uma última escolha, que talvez resuma estes 25 anos melhor do que qualquer descrição que pudéssemos escrever: “Alguém imagina que o mundo pode ser diferente... e depois há uma escolha que temos de fazer: f**ar apenas a imaginar ou tentar construir esse mundo. Eu escolhi tentar.”

Nós dizemos: ainda bem Miguel!

HISTÓRIAS DE IMPACTO: HÁ DISTANCIAS QUE NÃO SE ENCURTAM COM ESTRADASNa Pampilhosa da Serra, há uma rádio que dá voz às p...
11/09/2026

HISTÓRIAS DE IMPACTO: HÁ DISTANCIAS QUE NÃO SE ENCURTAM COM ESTRADAS

Na Pampilhosa da Serra, há uma rádio que dá voz às pessoas, um jardim onde crianças e seniores se encontram e projetos que procuram fazer uma coisa aparentemente simples: garantir que ninguém f**a demasiado longe dos outros.

Foi isso que encontrámos numa visita à Santa Casa da Misericórdia de Pampilhosa da Serra, realizada por Alexandra Neves e Elisabete Pina, representantes regionais de Lisboa e do Centro da Portugal Inovação Social.

Fomos acompanhar no terreno três projetos diferentes na forma, mas muito próximos no propósito: Natura 60+, Academia Expressões & Emoções e Rádio Encurtar Distâncias, em parceria com a Associação Dornelas Do Zêzere.

Na Academia Expressões & Emoções, trabalha-se cedo para prevenir mais tarde. Dirigido a crianças entre os 4 e os 11 anos, o projeto promove competências emocionais, autorregulação e gestão de comportamentos, procurando contribuir para o bem-estar, o desenvolvimento pessoal e o sucesso escolar. A meta aprovada é que 35 crianças apresentem melhorias comportamentais e emocionais após a participação no projeto.
No Natura 60+, a natureza torna-se parte da intervenção. Oficinas de estimulação cognitiva, aromaterapia, caminhadas e acompanhamento domiciliário ajudam a promover saúde mental, socialização e participação ativa, num projeto que pretende chegar a 80 pessoas mais velhas.
E depois há a Rádio Sénior (Encurtar Distâncias).
Uma rádio de proximidade que faz exatamente aquilo que o nome promete: cria voz, conversa, relação e, até, terapia.

A visita passou pelo estúdio e a nossa colega Elisabete Pina acabou mesmo entrevistada no programa “Lado B”.
Podemos confirmar: sobreviveu muito bem ao microfone. 😄 E, pela satisfação com que saiu da entrevista, suspeitamos até que não se importaria de repetir.

Mas havia outro “problema” difícil de ignorar naquele dia.
Enquanto decorria a verif**ação no terreno, um cheiro irresistível a filhoses espichadas começou a tomar conta da casa. Na cozinha preparavam-se as filhoses para o dia de feira e, porque uma boa visita de acompanhamento também se faz, nos intervalos, conhecendo aquilo que um território sabe preservar, ainda houve oportunidade para aprender um pouco desta técnica tradicional.

Entre documentos, indicadores e execução física, tendencialmente com o aumento de indicadores a ultrapassar o proposto em candidatura, descobrimos também que há impactos que se medem de outras formas.
Vimo-los no Jardim de Aromas, quando crianças da Academia Expressões & Emoções se encontraram com participantes do Natura 60+ e com residentes da instituição. Cheiraram plantas. Conversaram. Experimentaram. Ensinaram e aprenderam uns com os outros.

E talvez esteja aqui uma das imagens mais bonitas desta visita: crianças e pessoas mais velhas à volta da mesma terra, com muito para descobrir umas nas outras.
Num território de baixa densidade, inovar socialmente também signif**a isto: criar razões para sair, participar, comunicar, cuidar da saúde emocional, preservar saberes e continuar ligado à comunidade.

A Santa Casa da Misericórdia de Pampilhosa da Serra tem vindo a desenvolver várias iniciativas de inovação social dirigidas à qualidade de vida e à inclusão.
Os projetos Academia Expressões & Emoções e Natura 60+ são apoiados, presentemente, pela Inovação Social. Os seus investidores sociais incluem Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra, várias Juntas de Freguesia do concelho e ainda algumas empresas.

Porque, afinal, há muitas formas de encurtar distâncias.
Projetos apoiados pela Portugal Inovação Social, no Centro 2030 | Portugal 2030, cofinanciados pela União Europeia através do Fundo Social Europeu Mais.

À CONVERSA COM O EMPREENDEDOR ... ÂNGELO VALENTEÂngelo Valente não gosta muito da ideia de dizer que transforma a vida d...
10/09/2026

À CONVERSA COM O EMPREENDEDOR ... ÂNGELO VALENTE

Ângelo Valente não gosta muito da ideia de dizer que transforma a vida dos outros.

Não porque duvide do impacto daquilo que faz. Mas porque acredita que esse lugar pertence a cada pessoa: “As pessoas são as principais autoras das suas próprias vidas.” Talvez esta frase diga muito sobre o empreendedor que está por detrás da Associação Extragenária e do projeto ProExtra: EXTRA Solidão, em Vagos, em colaboração com a Educadora Social_Carolina Soares.

Ângelo é animador sócio cultural e trabalha há muitos anos com pessoas mais velhas. Passou por contextos de envelhecimento institucionalizado e encontrou, mais tarde, na comunidade e na prevenção, outra forma de intervenção.

Nunca gostou de dizer às pessoas como devem viver, envelhecer ou ser felizes. Prefere escutar, criar oportunidades e respeitar o caminho de cada uma.
É precisamente isso que o projeto ProExtra procura fazer: Combater a solidão e o isolamento social, não apenas através de companhia, mas criando oportunidades para sair de casa, conhecer pessoas, participar, experimentar, aprender, e voltar a sentir que existe um lugar onde, cada um, faz falta.

O projeto decorre no concelho de Vagos, distrito de Aveiro e combina acompanhamento domiciliário, atividades culturais, artísticas e sociais, espaços de encontro e iniciativas como uma Escola de Influencers Sénior, procurando reforçar a participação e o sentimento de pertença das pessoas mais velhas.

Um dos beneficiários, o senhor Rogério ajuda a perceber o que isto signif**a. Foi a primeira pessoa acompanhada pelo ProExtra. Estava em casa e atravessava uma situação de saúde bastante debilitada. Primeiro chegaram as visitas. Depois nasceu a confiança. Mais tarde, começou a sair de casa. Hoje é uma presença assídua nas atividades da Associação Extragenária.

Uma visita não lhe escreveu uma vida nova. Mas talvez tenha ajudado a abrir uma porta para que pudesse continuar a escrever a sua.

Na Extragenária, também há lugar para primeiras vezes, como vestir um fato de neoprene e experimentar surf aos 80 anos. A associação já promoveu experiências deste género na Praia da Vagueira, desafiando, na prática, algumas das ideias feitas sobre aquilo que a idade permite ou deixa de permitir.

No final da nossa conversa fizemos ao Ângelo uma última pergunta:
Se este projeto tivesse uma música, qual seria?
Escolheu “A Viagem”, de Tiago Bettencourt.
Porque, diz, é uma música que lhe fala “de vida, de coragem e da importância de não fazermos o caminho sozinhos.” Talvez não pudesse haver melhor escolha.

Porque o ProExtra não pretende conduzir a viagem de ninguém.
Quer apenas ajudar a garantir que, quando alguém decide continuar caminho, não tenha necessariamente de o fazer sozinho.

🎵 A Viagem — Tiago Bettencourt

ProExtra: EXTRA Solidão | Associação Extragenária | Centro2030

Rubrica: Inovação em focoA INOVAÇÃO SOCIAL CONSTROI-SE A APRENDER EM CONJUNTO.Nos dias 8 e 9 de setembro, a Portugal Ino...
08/09/2026

Rubrica: Inovação em foco

A INOVAÇÃO SOCIAL CONSTROI-SE A APRENDER EM CONJUNTO.

Nos dias 8 e 9 de setembro, a Portugal Inovação Social está em Atenas, no Mutual Learning Event “National Competence Centres: Strengthening the Contribution”, um encontro que reúne Centros Nacionais de Competência para a Inovação Social de vários países europeus.

Ao longo de dois dias, partilham-se experiências e aprendizagens sobre o papel destes Centros no fortalecimento dos ecossistemas nacionais de inovação social: desde a criação de redes e a capacitação dos diferentes atores até à medição de impacto, à disseminação do conhecimento e ao envolvimento das comunidades, incluindo a importância de dar voz aos grupos mais vulneráveis no desenvolvimento e crescimento de soluções de inovação social.

A Portugal Inovação Social está representada pela Gestora de Projetos Internacionais, Luísa Bernardes, levando a excelente experiência portuguesa a este espaço europeu de aprendizagem entre pares e trazendo também novas perspectivas, práticas e conhecimento.

📷 Na fotografia, Luísa Bernardes com Alexis Bouges, da AVISE (França), e Anna Tegqvist, do Social Innovation Forum (Suécia): um retrato da cooperação e das redes que estes encontros ajudam a construir.

Porque quando partilhamos conhecimento, cruzamos experiências e aprendemos uns com os outros, criamos melhores condições para que a inovação social aconteça, cresça e gere impacto.

07/09/2026

Tens uma ideia que pode mudar alguma coisa na tua comunidade?💡
O 𝗜𝗺𝗽𝗮𝗰𝘁 𝗕𝗼𝗼𝘁𝗰𝗮𝗺𝗽 𝗦𝗼𝗰𝗶𝗮𝗹 𝗜𝗡 volta a Castelo Branco nos dias 14, 15 e 16 de outubro de 2026, para transformar essa ideia em algo real.

Três dias, uma equipa, um desafio, e o apoio de mentores e especialistas da IES - Social Business School para levares a tua solução do papel à prática.

Se és destes que preferem agir em vez de esperar, este é o teu bootcamp.

🔗 Inscreve-te já em: https://socialin.amatolusitano-ad.pt/agenda/ed-2-impact-bootcamp-social-in/

Se ainda tens dúvida, revê a edição de 2025 aqui: https://www.youtube.com/watch?v=_0p_h02Kn9w

Para mais informações:
🌐 www.socialin.amatolusitano-ad.pt
📧 [email protected]
913 056 039

𝐴 𝐼𝑛𝑐𝑢𝑏𝑎𝑑𝑜𝑟𝑎 𝑆𝑜𝑐𝑖𝑎𝑙 𝐼𝑁 𝑑𝑒 𝐶𝑎𝑠𝑡𝑒𝑙𝑜 𝐵𝑟𝑎𝑛𝑐𝑜, 𝑓𝑖𝑛𝑎𝑛𝑐𝑖𝑎𝑑𝑎 𝑝𝑒𝑙𝑎 𝑈𝑛𝑖𝑎̃𝑜 𝐸𝑢𝑟𝑜𝑝𝑒𝑖𝑎 𝑎𝑡𝑟𝑎𝑣𝑒́𝑠 𝑑𝑜 𝑃𝑟𝑜𝑔𝑟𝑎𝑚𝑎 𝐶𝑒𝑛𝑡𝑟𝑜 2030, 𝑒́ 𝑢𝑚 𝐶𝑒𝑛𝑡𝑟𝑜 𝑑𝑒 𝐸𝑚𝑝𝑟𝑒𝑒𝑛𝑑𝑒𝑑𝑜𝑟𝑖𝑠𝑚𝑜 𝑑𝑒 𝐼𝑚𝑝𝑎𝑐𝑡𝑜 𝑞𝑢𝑒 𝑝𝑟𝑜𝑚𝑜𝑣𝑒 𝑎 𝑖𝑛𝑜𝑣𝑎𝑐̧𝑎̃𝑜 𝑠𝑢𝑠𝑡𝑒𝑛𝑡𝑎́𝑣𝑒𝑙 𝑎𝑡𝑟𝑎𝑣𝑒́𝑠 𝑑𝑒 𝑖𝑛𝑐𝑢𝑏𝑎𝑐̧𝑎̃𝑜, 𝑎𝑐𝑒𝑙𝑒𝑟𝑎𝑐̧𝑎̃𝑜 𝑒 𝑐𝑎𝑝𝑎𝑐𝑖𝑡𝑎𝑐̧𝑎̃𝑜.

À CONVERSA COM A EMPREENDEDORA | NANCY MARTINSHá pessoas que envelhecem rodeadas de silêncio.E há projetos que decidem n...
04/09/2026

À CONVERSA COM A EMPREENDEDORA | NANCY MARTINS

Há pessoas que envelhecem rodeadas de silêncio.
E há projetos que decidem não aceitar que a solidão seja uma inevitabilidade da idade.

Foi assim que nasceu, em 2015, o Semear Afetos, do Centro Social Paroquial de Santa Margarida de Abrã, em Santarém: da identif**ação de pessoas mais velhas da comunidade em situação de isolamento social e da vontade de construir uma resposta capaz de lhes devolver participação, relações, propósito e pertença.

Por detrás desta história está Nancy Martins, a nossa convidada desta semana na rubrica: À Conversa com a Empreendedora. Uma mãe de três filhas, Assistente Social e criada pelos seus avós, assumindo uma sensibilidade peculiar, rodeada de histórias, cuidado, afetos e aprendizagens. Também a reconhecer o valor das pessoas mais velhas e tudo aquilo que continuam a ter para dar.

E talvez a melhor forma de compreender o Semear Afetos seja perceber que aqui ninguém quer apenas ocupar o tempo das pessoas mais velhas. Quer-se valorizar aquilo que sabem. Criar relações. Dar-lhes oportunidades para continuar a descobrir. E recordar-lhes que continuam a fazer falta.

Nos ateliers de costura criativa, por exemplo, excedentes têxteis cedidos por empresas da região ganham uma segunda vida pelas mãos dos participantes. Recuperam-se saberes e técnicas tradicionais, criam-se produtos sustentáveis e comercializam-se através da marca própria Semear Afetos. As receitas ajudam a sustentar novas atividades e experiências para os seniores.

É impacto social e ambiental no mesmo projeto. É economia circular. É empreendedorismo social. Mas, acima de tudo, são pessoas a voltarem a sentir-se capazes, úteis e valorizadas.

E há resultados que ajudam a contar essa história: entre 2020 e 2023, o projeto apoiou 107 pessoas idosas. Na avaliação de impacto divulgada pela entidade foram identif**adas melhorias na autoestima e autoconceito, redução do isolamento e aumento dos sentimentos de segurança, utilidade e valorização.
Mas, quando perguntámos a Nancy o que signif**a verdadeiramente combater a solidão, a resposta levou-nos para além dos números:

“O contrário da solidão não é simplesmente estar rodeado de pessoas. É sentirmo-nos ligados a alguém. É sentirmos que fazemos falta. É pertencermos.”

Porque envelhecer não pode signif**ar deixar de pertencer.

O Semear Afetos é uma iniciativa apoiada pela Portugal Inovação Social, na área da Inclusão Social, na Alentejo2030

À CONVERSA COM A EMPREENDEDORA... HELENA SARAIVAHá pessoas que não querem mudar o mundo inteiro. Começam por mudar o mun...
31/08/2026

À CONVERSA COM A EMPREENDEDORA... HELENA SARAIVA
Há pessoas que não querem mudar o mundo inteiro. Começam por mudar o mundo de alguém.

Helena Saraiva tem quase 48 anos. Aos 20, imaginava uma vida bastante diferente daquela que acabou por viver. Queria ser psicóloga, casar, ter quatro filhos, viver numa casa térrea e viajar pelo mundo.

A vida trocou-lhe as voltas.

E Helena acabou, como a própria diz, por se tornar “filha de muitos e quase mãe de outros tantos”. Hoje viaja sobretudo pelas histórias das pessoas que encontra.

É fundadora, presidente, executora e coordenadora da Rugas de Sorrisos – Associação de Apoio Social, entidade responsável pelo projeto Rugas de Sorrisos 2.0, que atua nos concelhos da Guarda, Meda e Trancoso.

A missão parece simples de dizer. É muito mais difícil de cumprir: combater a solidão, o isolamento e a vulnerabilidade das pessoas idosas, sem esquecer quem cuida delas.

Tudo começou com uma inquietação: Uma homilia numa missa da terra fê-la pensar no modo como vivemos cada vez mais concentrados em nós próprios. Depois vieram as memórias da mãe, dos avós que a criaram e de uma tia que cuidou da família, muitas vezes esquecendo-se de cuidar de si própria.
Helena percebeu que queria criar um projeto feito de duas coisas que não aparecem habitualmente juntas num orçamento: tempo e afeto.
E foi no terreno que descobriu uma das maiores lições deste caminho: cuidar não é decidir pelo outro.

O Senhor José Aguiar ensinou-lhe. Quando o conheceram, aos 79 anos, vivia numa situação de enorme vulnerabilidade. Não tinha água, luz, reforma, cartão de cidadão ou médico de família. Os ratos faziam-lhe companhia.
A Rugas de Sorrisos acompanhou-o durante sete anos. Nunca conseguiu dar-lhe um banho, porque ele não deixava.
Mas conseguiu muito mais. Voltou a celebrar o Natal acompanhado. Teve cartão de cidadão, reforma e médico de família. Aos 80 anos, teve e comeu, pela primeira vez, o seu bolo de aniversário. E, depois dos 80, começou a ler livros.

É talvez aqui que se percebe verdadeiramente esta empreendedora e o projeto que criou.
Inovação social também pode ser isto: não chegar à vida de alguém para a transformar à nossa maneira, mas encontrar uma forma diferente e mais digna de caminhar ao seu lado.

Helena continua a sonhar. Precisa de financiamento, de uma equipa maior, de meios e de investidores sociais que percebam que investir neste projeto é investir em dignidade, proximidade e pessoas. Porque as situações de vulnerabilidade continuam a chegar. E, uma das coisas que mais lhe custa é saber que há pessoas que precisam de resposta e não conseguir chegar a todas.

Pedimos-lhe que completasse uma frase.: Transformar a vida dos outros para melhor é…” Helena respondeu: “… perceber que, às vezes, não precisamos de mudar uma vida inteira. Basta mudar um dia. E depois outro. E outro.”
Talvez seja mesmo assim que se mudam os pequenos mundos. Um dia de cada vez!

Rugas de Sorrisos 2.0 | Região Centro

À CONVERSA COM A EMPREENDEDORA- Sandra Pissarra — HÁ PESSOAS QUE APRENDEM A FICAR QUANDO SERIA MAIS FÁCIL FUGIR.Há lugar...
27/08/2026

À CONVERSA COM A EMPREENDEDORA- Sandra Pissarra — HÁ PESSOAS QUE APRENDEM A FICAR QUANDO SERIA MAIS FÁCIL FUGIR.

Há lugares onde não é preciso chegar com respostas.
Às vezes, basta chegar. Sentar. Escutar. Segurar uma mão. Ou levar alguém, por alguns instantes, até ao mar ou outro sitio confortável.

Sandra Lopes, para quase todos, Sandra Pissarra, sabe hoje que transformar a vida de alguém também pode acontecer assim.

Mas nem sempre soube.

Quando foi convidada a integrar profissionalmente a equipa da Prescrição Social da Academia dos Sonhos, do Centro Social Paroquial dos Pousos, teve medo. Entre os desafios que a esperavam, incluía acompanhar pessoas em fim de vida, em contexto hospitalar e domiciliário. Achava que talvez não estivesse à altura. Os outros, os seus superiores hierárquicos, acreditaram nela antes de ela própria acreditar.

Até que chegou o quarto número 6.
No seu primeiro dia num internamento de Cuidados Paliativos, encontrou um homem muito agitado. Colocou-lhe os óculos de realidade virtual, numa experiência imersiva a 360 graus e levou-o até ao mar da praia das Paredes. Conversaram. As ondas fizeram o resto.

A agitação foi dando lugar à serenidade. Pouco tempo depois, aquele homem partiu. E Sandra percebeu uma coisa que nunca mais esqueceu: mesmo quando não podemos mudar o desfecho, podemos mudar a forma como alguém vive um instante.
Hoje, espera todas as semanas pelo dia em que regressa para junto destas pessoas que também acompanha.

É também esta dimensão humana que sustenta a Prescrição Social da Academia dos Sonhos, um projeto que articula as áreas social e da saúde e procura responder, de forma personalizada, a situações de ansiedade, depressão, burnout, isolamento e solidão, entre outras vulnerabilidades crónicas. A intervenção combina diferentes respostas e metodologias, incluindo realidade virtual, terapias assistidas por animais, atividades intergeracionais e participação em projetos de voluntariado comunitário, onde se trabalha holisticamente a PESSOA, com as competências de cada elemento da equipa.

Mas Sandra aprendeu também que o conhecimento não está apenas nos livros ou nos profissionais que observa e questiona. Continua a procurá-lo junto das pessoas idosas, a quem chama “os grandes mestres do conhecimento prático”.
E talvez seja essa uma das maiores aprendizagens da inovação social: quem chega para transformar também acaba transformado.

Sandra diz que esta experiência a tornou mais alegre, mais consciente do valor de cada dia e que a felicidade que recebe transporta depois para a família e para os amigos.

Para o futuro, quer chegar a mais pessoas, aumentar a equipa, desenvolver novos projetos e encontrar mais investidores privados dispostos a acreditar neste trabalho.

E deixa-nos uma frase simples, mas difícil de esquecer: “Não curamos, mas podemos atenuar efeitos.”
Talvez transformar a vida dos outros para melhor seja também isto: não desistir de fazer alguma coisa só porque não podemos fazer tudo.

HISTÓRIAS DE IMPACTO | E SE O PROBLEMA NÃO FOSSE A MATEMÁTICA?E se o problema de uma criança com a Matemática não fosse ...
25/08/2026

HISTÓRIAS DE IMPACTO | E SE O PROBLEMA NÃO FOSSE A MATEMÁTICA?

E se o problema de uma criança com a Matemática não fosse aquilo que ela consegue aprender, mas a forma como lhe estamos a ensinar?

Numa sala de aula, três crianças estão diante de um computador. Conversam, fazem contas, tomam decisões. Têm de comprar, produzir, vender e gerir recursos. Erram. Tentam novamente. E continuam. Quase sem darem por isso, estão a aprender Matemática.

É esta uma das propostas do PROSPER, um projeto de inovação social que procura tornar a aprendizagem da Matemática mais inclusiva, motivadora e autónoma, particularmente junto de crianças e adolescentes provenientes de contextos de maior vulnerabilidade.

Através de uma plataforma gamif**ada, os alunos trabalham em pequenas equipas e são desafiados a aplicar conhecimentos matemáticos a situações concretas, cruzando-os também com competências de literacia financeira e sustentabilidade. Aqui, aprender não signif**a apenas encontrar a resposta certa: signif**a experimentar, discutir, decidir, errar e tentar novamente.

E os primeiros resultados merecem atenção:
No ano letivo 2025/26, mais de 500 alunos, distribuídos por 25 turmas, participaram na fase de desenvolvimento do projeto. Entre os professores envolvidos no user-testing, 100% identif**aram um aumento da motivação dos alunos para aprender, 79% uma melhoria do ambiente em sala de aula e 57% uma melhoria do desempenho em Matemática.

Mas talvez uma das melhores definições deste projeto esteja numa pequena mensagem que surge no próprio jogo quando uma resposta não está correta: “Desta vez não tiveram sucesso. Não desistam!”

Porque aprender também é descobrir que errar não signif**a não ser capaz. Signif**a que ainda estamos a aprender.

Projeto apoiado pelo Norte 2030; Centro 2030; Lisboa 2030; Alentejo 2030; Algarve 2030

Os investidores sociais: Fundação LIGA, Fundação "la Caixa", ARC, Área Metropolitana de Lisboa, Câmara Municipal de Lisboa, Casa Mendes Gonçalves, Município de Olhão e Sonae Sierra Portugal

Endereço

Lisbon
1399-022

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