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Mouzinho de Albuquerque com uniforme do Regimento de Lanceiros nº1.
07/05/2020

Mouzinho de Albuquerque com uniforme do Regimento de Lanceiros nº1.

Casa das Barcas-Prédio Militar 15 (PM15)1703-Início da construção do armazém denominado Casa das Barcas,para guardar o t...
05/04/2020

Casa das Barcas-Prédio Militar 15 (PM15)

1703-Início da construção do armazém denominado Casa das Barcas,para guardar o trem das barcas que compõem a ponte para atravessar a fronteira luso-espanhola no rio Guadiana e o Caia,no âmbito dos preparativos da Guerra da Sucessão de Espanha. 1705-Dá-se a conclusão das obras de construção do armazém para as barcas.
1718-Desactivação da Companhia das Barcas,integrada no Regimento de Artilharia,que tem a responsabilidade do serviço das barcas.
1719-Os quartéis velhos de Elvas estão arruinados e a Coroa só aceita tomar posse deles,depois de a Câmara os consertar e renovar de camas,o Município,por não ter verbas para essas obras,decide prescindir dos 500$000 que a Coroa lhes deve pela expropriação de 15 dos quartéis demolidos para alargamento dos armazéns de guerra,posterior Casa das Barcas.
1757-o Regimento de Artilharia do Alentejo é reorganizado,durante o reinado do Rei D.José,com dois Batalhões de oito Companhias,havendo no primeiro Batalhão uma Companhia de Barcas ou Pontões.
1758-Segundo as Memórias Paroquiais da Freguesia da Sé,do outro lado da igreja de São Martinho "se principiou no anno de 1703 e finalizou no de 1705 huã grande Casa de 3 naves com 3 portas e 24 pilares d'alvenaria,a qual serve para recolhimento das barcas quando o exercito se Recolhe da Campanha".
1802-Planta da Praça de Elvas com seus fortes adjacentes,delineada por Francisco D'Alincourt,representa a Casa das Barcas,mas a Casa dos Fornos ainda não está construída,visto haver um vazio e recorte entre as massas da primeira e a do Quartel de São Martinho.
1819-Planta da Praça de Elvas,levantada pelo Capitão de Engenheiros António José da Cunha Salgado,para fazer parte do plano director,já representa o edifício da Casa dos Fornos,adossada à das Barcas e ao Quartel de São Martinho.
Século 19-Dá-se a extinção das Companhias das Barcas,passando o armazém a ser utilizado para diversos fins.
1823-Desde esta data,a Casa das Barcas serve de teatro.
1828/1834-Durante a Guerra Civil entre Liberais e Miguelistas,a Casa das Barcas é utilizada como prisão,chegando a albergar mais de 300 presos partidários de D.Pedro.
1896-Planta de José Diogo Lopes da Costa Theriaga,Tenente de Engenharia,representa a Casa das Barcas com marcação do teatro, delimitando a plateia,espaço da orquestra e palco,interligada à Casa dos Fornos por vão central,atrás do palco,existindo no topo direito da Casa das Barcas uma estrutura oblíqua a proteger o vão de comunicação,na fachada principal abre-se em cada um dos panos laterais um portal e no central uma janela,na fachada lateral esquerda três janelas e um portal,enquanto a lateral direita é cega.
1900-Requerimento de José Nunes Silva Sobrinho,residente na cidade de Elvas,a solicitar,como representante de um grupo de proprietários da mesma cidade,a cedência do edifício denominado Casa das Barcas,para nele se construir um teatro.
A 28 de Setembro,segundo a Inspecção do Serviço de Engenharia na 4.ª Divisão Militar,2ª Secção,a Casa das Barcas pode ser arrendada por 300$000 anuais.
Em 07 de Outubro,na nota complementar nº 201,a Inspecção do Serviço de Engenharia informa considerar prejudicial aos interesses do Estado e especialmente ao Ministério da Guerra a cedência da Casa das Barcas para nela ser construído um teatro, justif**ando que no mesmo edifício está a denominada Casa dos Fornos,parte da qual serve de arrecadação ao teatro instalado na Casa das Barcas e outra parte de caserna militar;nesta data em que todo o edifício é do Ministério da Guerra,a caserna militar pode,sendo necessária,utilizar o teatro,mas ao ceder-se a Casa das Barcas,a caserna f**a constrangida à parte que ocupa,com a agravante de f**ar ligada a um estabelecimento com alto risco de incêndio;a Casa das Barcas é composta por 3 naves com abóbadas à prova de bomba,não sendo portanto possível melhorar notavelmente as condições higiénicas e arquitectónicas do atual edifício com a facilidade que o signatário da petição julga ou mostra julgar,por serem grandes as despesas de demolição e alteração completa das condições do edifício.
10 de Outubro,na nota nº 110 do Ministério da Guerra,o mesmo autoriza o arrendamento da Casa das Barcas a José Nunes da Silva Sobrinho,pela renda anual de 300$000, f**ando o arrendatário obrigado a restituir o mesmo,sem direito a indemnização alguma,quando o Governo,por motivo de defesa,assim o entender.
No dia 11 de Outubro,informa-se que o General Governador da Praça de Elvas,comunicara que o "rendimento instalado" na Casa das Barcas tem sido aplicado na conservação do cenário e mobília do mesmo,"melhoramentos e machinismo,em harmonia com a auctorização dada na nota nº 4410 do Comando da Divisão para o Governo da Praça e datada de 26 de Setembro de 1889,e gratif**ação ao "fiel";o Governador comunica ainda que o rendimento bruto do teatro,nos últimos 5 anos,tem sido de 109$000,em 1896,de 229$000, em 1897,de 299$000 em 1898,de 332$000 em 1899,e de 280$000 em 1900;em média,nos 5 anos,o rendimento bruto anual fora de 249$000.
12 de Outubro na nota nº 2602 da Secretaria de Estado dos Negócios da Guerra informa que,segundo determinado pelo Ministério da Guerra e em aditamento à nota da mesma Secretaria,de 11 do corrente,no arrendamento do edifício da Casa das Barcas deverão ser inseridas duas outras condições,para além do que já fora indicado.
Novembro de 1900-Informação de que a Casa das Barcas,no estado em que se encontra,pode ser arrendada por 300$000 anuais.
A 22 de Março de 1911,a Câmara faz uma exposição ao Ministro da Guerra onde solicita:
1º a cedência do prédio,denominado Casa das Barcas,para construir um teatro moderno, aproveitando as paredes-mestras e os materiais que se possam utilizar.
2º a cedência de parte do andar térreo do edifício denominado do extinto Quartel do Trem, para transferência da cadeia civil (que se acha pessimamente acomodada nos baixos da administração do concelho.
3º autorização para estabelecer uma nova comunicação da praça com o exterior.
19 de Julho de 1911-Analisando o assunto,a Inspecção das Fortif**ações e Obras Militares refere que "não há ainda muitos anos a praça dispunha de uma forte guarnição, mas nos últimos anos foram demolidos os Quartéis do Castelo e os Quartéis velhos da Rua dos Quarteis",pelo que julga que não se dever reduzir mais os antigos aquartelamentos;relativamente à Casa das Barcas refere que,ainda que se tenha escolhido a posição de Tancos para a instalação de parque de pontes de equipagem, considera ser de conservar os edifícios construídos para esse fim,deste modo,relativamente à concessão da Casa Barcas à Câmara para demolição das suas abóbadas e reconstrução de um novo teatro,dá parecer que tal só poderia ser feito com prejuízo dos serviços de mobilização quer de pessoal,quer de material,pois a casa constitui um armazém abobadado com 35m comprimento por 21 de largura,que podie prestar muito bom serviço ao Ministério da Guerra.
11 de Janeiro de 1912-É efectuada escritura de cedência feita pelo Ministério da Guerra à Câmara Municipal da Casa das Barcas,onde se acha instalado o Teatro Elvense, a fim de a Câmara ali poder fazer as obras necessárias para servir como teatro,completamente sob a administração municipal.
No dia 11 de Outoro de 1916,é efectuada escritura de ampliação da concessão feita pelo Ministério da Guerra à Câmara Municipal de Elvas,englobando à anterior concessão gratuita da Casa das Barcas,a parte da Casa dos Fornos,que f**a ao poente,utilizada para arrecadação do cenário do teatro elvense;a cedência da parte da Casa dos Fornos tem como condição ser entregue ao Governo da Praça de Elvas ou à Manutenção Militar quando o Ministério da Guerra assim o determine por motivo de serviço, f**ando a Câmara obrigada a proceder à vedação entre a Casa dos Fornos e a das Barcas,por meio de um tabique de tijolo.
Em 1917,surge o projecto do teatro a construir na Casa das Barcas,da autoria do arquitecto José Coelho,o qual implica a demolição quase completa do edifício e à transformação do que reste,não permitindo voltar a ter a anterior aplicação.
Até ao ano de 1922,a Câmara não faz nenhumas obras no edifício,mesmo as de simples conservação,limitando-se a receber os rendimentos do teatro;segundo parecer da Inspecção Geral das Fortif**ações e Obras Militares,não se deve demolir os imóveis cedidos para a construção do teatro,o que considera ser mais custoso do que construir um teatro noutro local;assim não são autorizadas as obras em harmonia com o projecto enviado,devendo-se avisar a Câmara para efectuar as obras de reparação indispensáveis,mas sem alterar profundamente a construção existente,e entender-se com a Câmara para que,em troca da sua desistência das concedidas Casa das Barcas e dos Fornos,lhe seja dado algum terreno onde possa construir um teatro;é colocada a hipótese de construir o teatro nas ruínas da Igreja de São Paulo.
Em 1927 o Ministério da Guerra mostra urgência em ocupar e adaptar a Casa das Barcas para o Grupo de Baterias de Artilharia a Cavalo.
No dia 18 de Janeiro,reunida em sessão,a Câmara resolve anuir à proposta do Ministério da Guerra para restituir o antigo PM 15 (Casa das Barcas) ao Ministério,em troca do velho armazém da Ramada.
A 19 de Janeiro,a Comissão Camarária solicita que a compensação da restituição da Casa das Barcas seja ampliada com a autorização de uma nova abertura,através da fortif**ação,ligando com a Praça Fontes Pereira de Melo,e compreendendo a cedência dos Prédios Militares nº 50-Armazém junto da Ramada,nº72-Paiol do Baluarte São João de Deus e nº76-Tanque das Medeiras,que são todos de insignif**ante valor;e por motivos de abastecimento de águas à mesma cidade,a cedência de alguns terrenos (a determinar) junto da Parada do Castelo,para a construção de um grande depósito,indispensável à sua conveniente distribuição por toda a cidade;nesta data a Casa das Barcas e a dos Fornos (a parte cedida com o nº de Prédio Militar 103) são intercomunicantes.
No dia 6 de Janeiro de 1928 e na sequência da solicitação da Câmara,determina-se que a entrega dos Prédios Militares onde se acha instalado o teatro,não se deve efectuar até 31 de Maio do mesmo ano,altura em que já deve estar concluído o teatro em construção;na ocasião dessa entrega será feita também a entrega dos prédios militares que estão na posse do Ministério da Guerra e que,por troca com a Casa das Barcas e parte da Casa dos Fornos,são cedidos à Câmara.
Em 24 de Setembro,é lavrada escritura relativa à troca entre a Câmara Municipal de Elvas,e o Ministério da Guerra dos Prédios Militares nº15-Casa das Barcas,nº14 - Casa dos Fornos e nº 54-Armazém da Ramada,e da cedência gratuita do Ministério à Câmara dos Prédios Militares nº 50-Armazém junto da Ramada,nº72-Paiol da Bateria e nº 76-Tanque das Medeiras;no documento da troca dos edifícios,uma das condições é que a Câmara faça a entrega ao Ministério da Guerra de todos os artigos e acessórios do teatro então ali existentes e que lhe foram entregues pelo Ministério da Guerra aquando da concessão,ou foram posteriormente adquiridos para substituição dos que recebeu e se inutilizaram pelo uso.
23 de Outubro-Por deliberação unânime da Comissão Administrativa da Câmara,que resolve optar por comprar os PM 15-Casa das Barcas e PM 103-Casa dos Fornos (parte), pede ao Ministério da Guerra que tome em consideração,na fixação do preço,a oferta que a Câmara faz,do fornecimento de água canalizada para os quartéis militares da guarnição da Praça,oferta que considera de alto valor e crê pesar para se fazer a maior redução possível no preço.
10 de Janeiro de 1929-Nesta data a Casa das Barcas e a dos Fornos não são necessárias ao serviço do Ministério da Guerra,mas visto constituírem bons edifícios,em muito regular estado de conservação e oferecerem condições especiais para alojamento de grande quantidade de material e número considerável de pessoal,podendo de uma maneira rápida,fácil e relativamente económica adaptar-se a armazéns,depósitos,parques, ou quaisquer outras instalações,e atendendo a encontrarem-se numa cidade de fronteira, podendo o Ministério da Guerra vir a necessitar deles,conclui-se ser mais conveniente não os alienar;informa-se que a Casa dos Fornos é o PM 14 e não o 103,número este que foi dado ap***s à parte da Casa dos Fornos que ficou livre quando se fez a cedência à Câmara de Elvas de uma parte do mesmo juntamente com o PM 15-Casa das Barcas; na avaliação dos prédios ap***s se toma em consideração a superfície do terreno ocupado por eles e o volume de alvenaria em elevação,incluindo o volume das abóbadas das coberturas;caso se determinasse arrendar,dever-se-ia fazê-lo pela renda de 1.500$00 mensais ou 18.000$00 anuais.
No dia 13 de Janeiro,pede-se ao Presidente da Comissão Administrativa da Câmara a entrega das chaves dos PM 14 e 15.
11 de Julho-Apesar de a Câmara pretender comprar a Casa das Barcas e a do Fornos,responde à Direção-Geral das Fortif**ações e Obras do Exército não poder pagar a quantia de 225 contos que o Ministério da Guerra pede por eles,em 9 prestações anuais de 25 contos.
24 de Setembro-Os PM 14 e 15 atravês de escritura pública,voltam à posse plena do Ministério da Guerra.
26 de Novembro-Auto de cedência a título provisório e precário,pelo prazo de 2 anos,à Junta Central da Companhia de Trigo do Ministério da Agricultura do PM 15,para instalação e guarda de material agrícola;encontra-se então em regular estado de conservação.
A 29 de Novembro de 1931,dá-se o término da cedência do imóvel à Junta Central da Companhia de Trigo do Ministério da Agricultura,sendo que a 30 de Dezembro de 1940,o edificio atravês de auto de entrega,é entregue ao Batalhão de Caçadores 8 (BC8),para servir de parque de viaturas;está então em mau estado de conservação, necessitando de reparações no pavimento,tecto,portais e janelas e recolocação de grande número dos vidros partidos,tendo também uma das abóbadas fendida
No dia 31 de Agosto de 1945 e após obras efectuadas,é ocupado pelo BC8 como parque de viaturas.
No ano de 1978,está ocupado como arrecadação de materiais e viaturas da Comissão Liquidatária do Centro de Instrução de Condução Auto nº3 (CICA3) e como parque auto do ex-BC8.
No dia 31 de Maio de 1979,é efectuado um ofício da Câmara Municipal de Elvas a solicitar o antigo Hospital Militar para instalar os gabinetes técnicos,delegação escolar e outros serviços públicos e a Casa das Barcas para instalação dos Bombeiros Voluntários de Elvas,que abandonaria a parte do Hospital Militar anteriormente cedida.
Ano de 1982-O Comando Geral da Guarda Nacional Republicana solicita o PM 15 para,depois de proceder a obras de adaptação,a partir do projecto tipo de quartel de Comando de Secção,resolver o seu problema de instalações.
A 28 de Julho de 1995,é autorizada a alienação,em regime de hasta pública,ou em regime de cessão a título definitivo e oneroso,a pessoas colectivas de direito público ou a instituições particulares de interesse público,dos imóveis PM 15/Elvas-Casa das Barcas e PM 86/Elvas-Quartel do Trem.
29 de Setembro de 2000-Inauguração do Mercado diário municipal.
27 de Agosto de 2008-Desafectação do domínio público militar da Casa das Barcas.
Actualmente é o Mercado Municipal de Elvas.

"Bonet" de Aspirante a Oficial do Regimento de Cavalaria nº1, Lanceiros de Victor Manuel em Elvas.
28/03/2020

"Bonet" de Aspirante a Oficial do Regimento de Cavalaria nº1, Lanceiros de Victor Manuel em Elvas.

Planta da Fortaleza de Elvas,Nicolau de Langres 1661.
28/12/2019

Planta da Fortaleza de Elvas,Nicolau de Langres 1661.

Paiol da Porta Velha
07/11/2019

Paiol da Porta Velha

1777-Uniforme de Oficial de Cavalaria de Elvas.
26/03/2019

1777-Uniforme de Oficial de Cavalaria de Elvas.

22/02/2019
Aqueduto da AmoreiraNo ano de 1498,a única fonte de abastecimento de água potável à Vila de Elvas é então o Poço de Alca...
22/02/2019

Aqueduto da Amoreira

No ano de 1498,a única fonte de abastecimento de água potável à Vila de Elvas é então o Poço de Alcalá,junto da Porta do Bispo.É então que o poço começa a perder água
e dada a dificuldade de abastecimento a partir das nascentes que circundam a Vila,devido ao desnível que existe entre a povoação e os terrenos,nas Cortes deste ano,D.Manuel autoriza um imposto,o Real de Água,para conserto do poço;a iniciativa porém não alcança os resultados pretendidos surgindo então a ideia de ir buscar a água à Amoreira,a cerca de 8 km.
Vem o ano de 1529 e dá-se início à construção do aqueduto.
O Rei D.João III em 1537 intervém no processo de construção da estrutura,enviando a Elvas o arquitecto Francisco de Arruda,que efectua aditamentos ao projecto original;perante a falta de dinheiro para a obra,o Rei autoriza a aplicação dos dinheiros das multas e a venda de terrenos municipais e com recurso ao empréstimo de verbas,provenientes dos Cofres dos Órfãos de Elvas e de Estremoz.
A 9 de Setembro de 1533,é dada carta de quitação a Lourenço Domingues,recebedor das obras de Elvas, Campo Maior e Olivença.
Em 1542 e devido a vários desvios de água,é criado o cargo de Visitador do Cano;sendo em 1543,responsável pela manutenção do aqueduto Diogo Mendes,recebendo 6 mil reais,pagos pela cidade.
No dia 20 de Março de 1558,a Rainha D.Catarina emite uma carta,recomendando à Câmara a obra do aqueduto.
25 de Janeiro de 1571,D.Sebastião autoriza a aplicação de um imposto aos moradores,considerando os rendimentos de cada um,a 23 Agosto do mesmo ano,D. Sebastião manda inspeccionar o aqueduto.
É já no ano de 1573,a 29 Maio que D.Sebastião manda que o Senado se entenda com Afonso Álvares sobre o acabamento da obra.
D.Henrique em 1579,solicita aos Bispos de Elvas a participação monetária nas obras.
Perante a invasão castelhana em 1580,dá-se prioridade à fortif**ação da cidade e decide-se,se necessário,derrubar a obra que está feita,na negociação com os castelhanos para a entrega da cidade,uma das condições é a de,que se poupe e se conclua a obra do aqueduto.
No ano de 1602,explora-se várias nascentes para aumento do caudal.
As obras recomeçam no ano de 1606,com o lançamento de novo imposto do Real de Água.
A 5 de Março de 1610 após várias paragens na obra,a Câmara solicita ao Rei a continuação da construção do aqueduto,bem como a necessidade de elevar a estrutura 25 palmos para permitir o abastecimento das zonas mais altas da povoação;as juntas deverão ser fechadas com betume de cal,azeite e linho.
Filipe II autoriza a 11 de Julho de 1610 a continuação da obra e a 26 Julho,Diogo Marques Lucas vem estudar a zona de entrada da água na cidade,para ser mais ef**az o abastecimento à população,decidindo-se que tal ocorra junto ao hospital,sendo necessário elevar o aqueduto 25 palmos.
A inauguração do aqueduto bem como da Fonte da Misericórdia dá-se oficialmente no dia 23 de Junho de 1622.
Perante problemas estruturais,em 1625 decide-se a construção de contrafortes que devem ser ocos,de alvenaria,preenchidos com terra e pedras soltas; encanamento da água pela Rua de São Lourenço,obra demorada devido à rocha que constitui o solo.
A 01 Agosto de 1627,decide-se o prolongamento dos impostos por mais dois anos,para a construção dos chafarizes da cidade.
Em 1628,o aqueduto alimenta a Fonte da Misericórdia,o Chafariz da Madalena,o Chafariz de São Lourenço,o Chafariz de São Domingos,o Chafariz de São Vicente e o Chafariz da Alameda;são então doadas várias p***s de água a entidades públicas e privadas;construção das fontes da Biquinha,Cavaleiros e São José.
D.João IV autoriza em 1641,a demolição do aqueduto para construção da nova fortif**ação;Martinho Afonso de Melo,Conde de São Lourenço,propõe a construção de uma cisterna,mantendo o aqueduto.
Em 1644,durante as invasões castelhanas,o aqueduto sofre alguns danos e já em 1646,dá-se a queda de dois arcos na sequência de um temporal.
Em Maio de 1648,dá-se inicio à discussão sobre a necessidade de destruir o aqueduto,para defesa da cidade e em 1652,o Conde de Soure manda fazer um cano subterrâneo,para que a água entre na cidade,sem prejudicar a Fortaleza,sendo derrubado parte do aqueduto.
o Governador André de Albuquerque Ribafria em 1654,pede ao rei a demolição do aqueduto,decidindo-se que nas zonas onde colida com a fortaleza,passe a ser subterrâneo.
Durante as invasões castelhanas de D.João de Áustria,em 1663,embora protegido por dois redutos no Outeiro dos Pobres e no Outeiro de São Francisco e reforçado,na zona que atravessa o fosso de uma casamata com duas canhoneiras,o aqueduto sofre alguns danos.
Francisco Álvares Ribeiro em 1683,efectua um desenho do aqueduto que define que o mesmo tem 7790 metros.
A 30 de Março de 1689,é nomeado Manuel Moniz para o cargo de Mestre do Aqueduto,por morte de Francisco Ferreira,que à data exercia este cargo e recebia 12$000 anuais.
O cano que liga ao Hospital tem uma ruptura em 1698.
Durante o século 18 existem diversas deficiências de caudal,devido à acumulação de calcário,problema este que persiste no século 19,dá-se então a construção de uma arca de decantação na nascente da Borracha,sendo nomeado Alvaneiro do Aqueduto João Fernandes Cordeiro.
A 20 Junho de 1702,é nomeado Francisco Martins como Mestre dos Canos do Aqueduto da Amoreira,por falecimento de Manuel Moniz,mantendo o ordenado de 12$000 anuais.
Durante uma intempérie em 1708,o aqueduto sofre danos na estrutura,sendo que o Rei D.João V sugere a substituição da canalização pelo sistema de repuxo (sistema de sifão invertido);a Câmara decide-se pela reconstrução dos arcos,pois o esquema sugerido não é prático em caso de ruptura,tendo que se abrir toda a obra para localizar o problema,dá-se o reforço da estrutura com pegões.
Com a utilização do Poço do Concão em 1715,,o abastecimento é reforçado,sendo que o aqueduto é alimentado por nove nascentes,sendo introduzida a água da nascente da Serra do Bispo.
A 5 de Junho de 1727,é confirmado no cargo de Alvaneiro do Aqueduto,João Fernandes Cordeiro.
Em 1733,o aqueduto passa a contar com as águas provenientes de uma nova nascente,situada na Herdade de Trinta-Alferes..
Com a exploração do Poço do Gorgulhão em 1738 é reforçado o abastecimento.
A 17 de Março de 1745,com ordenado de 20$000 anuais e exercendo há 12 anos,é confirmado no cargo de Mestre do Aqueduto,José Ramalho Rogado.
Nos anos compreendidos entre 1753 e 1754,é efectuado o reforço do abastecimento intramuros com o Poço Seco,recorrendo-se novamente a este poço em 1761.
Devido a um terramoto que ocorre em Janeiro de 1796, regista-se a queda de dois arcos no Outeiro dos Pobres; termina então o reforço da estrutura.
Vem o ano de 1825 e é detectada bastante água na Herdade de Trinta-Alferes,passa então a explorar-se duas fontes conforme projecto do Tenente Francisco de Paulo de Sousa Pegado.
Nos dias 26 e 27 Fevereiro de 1846,um temporal derruba um contraforte,o aqueduto recebe as armas municipais num painel de azulejaria em 1864.
Ano de 1870,a vereação pede às Cortes a limpeza e reboco da estrutura e a construção de um canal suplementar para facilitar a limpeza,define-se então a remoção do calcário dos canos de 10 em 10 anos,surge então a exploração de nascentes na Herdade dos Vales de Santarém.
No periodo entre os anos de 1872 a 1890,o aqueduto sofre importantes obras de conservação e restauro,com a construção de um segundo cano e o acrescento de 462 arcos para o suportar.
Já em pleno século 20,em 1902,as fontes não são consideradas salubres,excepto a de Ruy de Mello e a de São Lourenço (esta abastecida pelo aqueduto);na década de 80 do mesmo século,o aqueduto continua a abastecer a cidade,através da cisterna,com a água de Trinta-Alferes e Algaravenha.

General de Cavalaria André de Albuquerque Ribafria 4º Alcaide-Mor do Castelo e Vila de Sintra,Senhor da Torre de Ribafri...
29/01/2019

General de Cavalaria André de Albuquerque Ribafria

4º Alcaide-Mor do Castelo e Vila de Sintra,Senhor da Torre de Ribafria,Mestre de Campo General da Província do Alentejo,é um dos melhores Generais da cavalaria portuguesa durante a Guerra da Restauração. É Comandante da vitória da Batalha de Arronches,apesar de a combater ferido,e morre na Batalha das Linhas de Elvas em 14 de Janeiro de 1659.
Ainda em vida do pai,consegue este que,com dispensa da falta de idade,obtenha o hábito da Ordem de Cristo.
A carta de hábito e alvará de cavaleiro são-lhe dados por Filipe III de Portugal em 3 de Agosto de 1633.
Em princípios de 1641 é nomeado Capitão de Infantaria para o Alentejo,onde largos anos sem vir à Côrte,ao contrário do que fazem a maior parte dos Oficiais. Toma parte em muitas das operações de pequena guerra e em 1642 é promovido a Mestre de Campo.Em 1643, os portugueses tomam a ofensiva,apoderando-se de algumas praças secundárias, e tentam um infrutuoso ataque a Badajoz; em 1 de Setembro,no ataque de Alconchel,é ferido André de Albuquerque,que em Outubro é nomeado Governador de Villa Nueva del Fresno,uma das praças conquistadas.
Daqui passa com o seu Terço à guarnição de Campo Maior e,mais tarde,à de Elvas.
Em 1645 toma parte numa empresa contra Badajoz. Durante todo este tempo,recebe muitas cartas régias de agradecimento e em 1646,é promovido a General de Artilharia,com prejuízo de Mestres de Campo mais antigos.Como tal, comanda o ataque e tomada de Codiceira e tem papel importante noutras operações; exerce por vezes interinamente,o governo das armas da província.
Em 1650,é promovido a General de Cavalaria,introduz então novos processos tácticos e,sobretudo,dá à Cavalaria uma capacidade de combate muito superior à que tivera,tornando-a melhor que a cavalaria espanhola. Comanda o vitorioso combate de Arronches e no violento reencontro tomba o General espanhol Conde de Amarante,o próprio Ribafria é gravemente ferido no rosto, atravessado de lado a lado por uma estocada,atropelado no chão da batalha por duas cargas de cavalaria e dado por morto,o que milagrosamente não sucede.
Da sua acção comenta ao Monarca o Governador das Armas do Alentejo,Conde de Soure: «O General da Cavalaria procedeo com tão singular valor,prudência e arte,que deixou muito que invejar aos mayores governadores do mundo!...». Escreve também, posteriormente, o Tenente General do Exército Joane Mendes de Vasconcellos,à Rainha, «que o nosso heroe André de Albuquerque é dos mais valentes Cabos da Cavallaria que tem a Europa»
Assim,grandemente recompensado e no desempenho do alto posto militar que ocupa,continua a campanha, dirigindo vários combates,a tomada do Forte de São Miguel,junto de Badajoz.Durante a continuação do cerco da cidade adoece de uma epidemia que se desenvolve nas tropas sitiadoras que causa tais perdas no exército que este tem de levantar o cerco.
É transportado para Elvas onde fora Provedor da Misericórdia e dali sai,ainda muito doente,para organizar o exército de socorro,cujo comando é dado ao Conde de Cantanhede,mas cujas operações,são dirigidas por André de Albuquerque e que conduzem à Batalha das Linhas de Elvas,que provoca a dissolução do exército castelhano.
Rezam as crônicas que.."na manhã de 14 de Janeiro de 1650 arroja-se o Alcaide-Mor de Sintra (General André de Albuquerque) contra as linhas castelhanas que sitiam a moribunda guarnição de Elvas.
Vitoriosos os portugueses e praticamente decidida a batalha, «já em toda a parte vão os inimigos cedendo a vitória às nossas armas-segundo o escrito de Barbosa Machado -,estando a sua infantaria rôta e a cavalaria descomposta,quando a intempestiva desordem com que o terço vai perdendo o terreno na conquista de um forte que se defende com valerosa constância,obriga a vir àquela parte o General André de Albuquerque. Não soffre o alentado coração d'este heroe que na sua presença dessem os nossos soldados o menor signal de fraqueza, e, querendo animá-los com o exemplo, arroja o cavallo ao fosso do forte». Neste transe os levou até junto da estacada,repelindo os fugitivos com a bengala ao mesmo tempo que com a mesma tocava as estacas mostrando como deviam ser arrancadas.Tendo um braço levantado uma bala de mosquete entra-lhe por um sovaco, não protegido pela couraça,ferindo-o mortalmente.
Já não pronuncia palavra e,não caindo imediatamente do cavalo,é o corpo amparado pelo Vedor-Geral Jorge da Franca e pelo Contador António de Torres, que valorosamente o acompanham".
A batalha é,entretanto,ganha; não tanto pela direcção de Marialva,que um informador francês da época desdenha, mas porque «exeoutée par les ordres et le courage de André Albuquerque». Está dado o golpe mortal nas forças invasoras.
É o cadáver de André de Albuquerque levado para Elvas onde é exposto na Igreja de Santa Maria de Alcáçova. Daí,com soleníssima p***a militar,é levado a sepultar na Igreja de São Francisco dos Capuchos,no dia 16 de Janeiro,na Capela de Santo António.
O Visconde de Vila Nova de Cerveira,em carta à Rainha D. Luísa de Gusmão,expressa do melhor modo o sentimento geral dos contemporâneos:
"... e beijo a Vossa Majestade os pés pelo sentimento que Vossa Majestade me signif**a do falecimento de André de Albuquerque Ribafria,tão digno da estimação que Vossa Majestade deve fazer do seu heróico valor e grandes serviços,logra a felicidade de dar a vida pela defesa da Corôa de Vossa Magestade e pela liberdade da sua Pátria,ditoso e glorioso fim que o consumou em varão tão insigne como suas grandes partes merecem"

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