07/03/2026
❗️𝗔 𝗗𝗘𝗠𝗔𝗚𝗢𝗚𝗜𝗔 𝗗𝗔 𝗩𝗔𝗥𝗜𝗔𝗡𝗧𝗘 𝗗𝗢 𝗧Â𝗠𝗘𝗚𝗔
📝 𝗣𝗼𝘀𝗶çã𝗼 𝗰𝗼𝗻𝗷𝘂𝗻𝘁𝗮 𝗱𝗮𝘀 𝗰𝗼𝗻𝗰𝗲𝗹𝗵𝗶𝗮𝘀 𝗱𝗼 𝗣𝗦 𝗖𝗮𝗯𝗲𝗰𝗲𝗶𝗿𝗮𝘀 𝗱𝗲 𝗕𝗮𝘀𝘁𝗼, 𝗖𝗲𝗹𝗼𝗿𝗶𝗰𝗼 𝗱𝗲 𝗕𝗮𝘀𝘁𝗼 𝗲 𝗠𝗼𝗻𝗱𝗶𝗺 𝗱𝗲 𝗕𝗮𝘀𝘁𝗼
As estruturas concelhias do Partido Socialista de Celorico de Basto, Cabeceiras de Basto e Mondim de Basto consideram que o recente anúncio feito pelos presidentes de Câmara dos três concelhos em torno da conclusão da Variante do Tâmega representa um exercício evidente de propaganda política e de apropriação indevida de uma decisão que já estava tomada no quadro do planeamento nacional.
O que os autarcas do PSD tentaram apresentar como uma grande conquista política do momento não passa, na realidade, do desenvolvimento de uma obra que já se encontrava prevista no Plano Nacional de Investimentos 2030, aprovado em dezembro de 2023, onde a conclusão da Via do Tâmega surge integrada no programa de construção de ligações rodoviárias em falta, como investimento estratégico para o país e para a região.
Os factos são claros: a obra não nasceu agora, não foi inventada numa reunião de circunstância e não resultou de nenhuma súbita iluminação dos autarcas do PSD.
A obra já estava definida, enquadrada e assumida pelo Estado Português. O que agora foi anunciado corresponde apenas ao avanço de uma etapa administrativa, no caso, o lançamento do concurso para o projeto de execução, e não a qualquer novidade política que justifique a encenação pública a que assistimos.
Como prova disso, partilhamos a ficha oficial do projeto constante do Plano Nacional de Investimentos 2030, cuja imagem acompanha este comunicado. Quem quiser confirmar os factos poderá consultar os documentos oficiais do Governo e da Infraestruturas de Portugal, cujos links serão disponibilizados na caixa de comentários desta publicação.
Por isso, importa dizer com frontalidade: aquilo a que assistimos foi mais um número de propaganda de autarcas que procuraram colher louros políticos de uma decisão tomada muito antes deste repentino entusiasmo mediático!
Se só agora dizem ver “luz ao fundo do túnel”, então isso só pode significar uma de duas coisas: ou andaram distraídos durante demasiado tempo, ou estão simplesmente a tentar reescrever a verdade para efeitos de promoção política.
O Partido Socialista não aceita esta desonestidade política.
As populações das Terras de Basto merecem a Variante do Tâmega, mas merecem também respeito pela inteligência coletiva e pela verdade dos factos. Não é aceitável transformar o cumprimento de um plano estratégico nacional numa operação de marketing político local.
O que se exige aos autarcas em funções não é que apareçam a anunciar como “conquista” aquilo que já estava previsto e aprovado. O que se exige é trabalho sério, acompanhamento permanente do processo, pressão institucional junto do Governo e da Infraestruturas de Portugal e capacidade de garantir que a execução da obra decorre dentro dos prazos estabelecidos e com a ambição que a região merece.
As estruturas do PS das Terras de Basto reafirmam, por isso, duas posições muito claras: apoiam sem reservas a conclusão da Variante do Tâmega, por a considerarem essencial à mobilidade, à competitividade económica e à coesão territorial da região; mas rejeitam, com a mesma firmeza, a tentativa de manipular politicamente uma obra que já estava inscrita nas prioridades nacionais.
A verdade é simples: menos encenação, menos euforia fabricada e menos propaganda. Mais rigor, mais seriedade e mais compromisso com a execução efetiva da obra.
As populações das Terras de Basto não precisam de números artísticos. Precisam de obra feita.