22/12/2024
Tomada de Posse
Todos os sinais evidenciam, ainda que os resultados venham a sofrer algumas alterações, o que é normal, que a Frelimo e Daniel Chapo ganharam as eleições. Aliás, o exacerbar da violência pelos “manifestantes” mostra, exactamente, o nervosismo que domina a outra parte, visto já ter percebido que a montanha que inventou, pariu um rato.
Neste momento, eles estão a jogar as suas últimas cartadas e, ao que tudo indica, farão o máximo para irritar a polícia, como forma de concretizarem o seu plano de sempre - um banho de sangue para nos desviar por completo do foco, em relação ao principal problema. Com efeito, a invasão das esquadras e soltura de presos nas cadeias, o saque e a destruição de bens públicos e privados, entre outras acções de vandalismo, constituem um exercício de agonia que visa “obrigar” a polícia a agir de cabeça quente, dando lugar a uma desgraça, com todas as consequências possíveis.
Estes actos tendem a intensificar-se mais na cidade e província de Maputo, sendo que a ida a Gaza foi, simplesmente, uma operação bem calculada para tocar no orgulho da Frelimo, que tem naquela província, o seu bastião. Para apimentar esta intenção, seguiu-se toda aquela encenação que se assistiu em alguma imprensa alinhada com a estratégia do Venâncio.
Manchetes com teor, “se em Gaza aconteceu, então nada mais resta da Frelimo”, foram propositadamente produzidas e espalhadas pelos quatro ventos, com a única intenção de dobrar o espírito dos frelimistas e cimentar na opinião pública a ideia de que uma vez tomada Gaza, aliado aos caos da cidade e província de Maputo, o resto do país se vai render.
Na verdade, neste contexto das manifestações, as cidades de Maputo e Matola estão no estado em que estão porque representam o centro decisório, daí que se pensa que, quanto mais se criar caos nestes pontos, a imagem que ficará para todos, tanto internamente quanto para o mundo fora, será a de que Moçambique inteiro está mal.
Apesar de todo o caos que vão gerando em alguns pontos do país, há um factor que não podem travar - o tempo – que a cada dia vai encurtando o prazo em que o Conselho Constitucional se deve pronunciar, homologando os resultados que dão vitória à Frelimo e a Chapo. Uma vitória que só criou dúvidas a alguns mas nunca aos que trabalharam dia e noite para que ela fosse possivel.
Daniel Chapo fez renascer a esperança dos moçambicanos e todos vimos os banhos de multidões que foi arrastando ao longo do pais e o consenso que criou em termos de figura fiável e preparada para a governação.
Dai que não esperamos outra decisão do Constitucional senão declarar Chapo e Frelimo vencedores sendo que, a partir daí, uma nova ordem vai nascer e um novo pacto social vai ser estabelecido com o povo, facto que se procura, a todo o custo, enviesar através da violência que temos estado a assistir.
E percebe-se este esforço, pois a partir do momento em que Chapo tomar posse, terá legitimidade e, por conseguinte, espaço para se dirigir ao seu povo, sem qualquer limitação, firmando assim, a sua aliança com o mesmo. De facto, Chapo, quando tomar posse (e não falta muito, dai a preocupação de alguns) assiste-lhe o direito de dialogar com o seu povo e, juntos, encontrarem as melhores saídas aos actuais desafios de desenvolvimento do país.
E do que se vê dele, desde que assumiu cargos de liderança até aqui, é que temos um homem à altura dos desafios que a actual conjuntura impõe: calmo, ponderado, determinado, aglutinador, preocupado com os princípios e valores que devem caracterizar a nação, tais como a moral, a ética, a unidade nacional, a democracia e, sobretudo, o respeito pelas pessoas e instituições.
Um líder que conquistou o coração dos moçambicanos em pouco tempo que teve para se mostrar e mesmo os poucos que não votaram nele, nada têm contra ele como pessoa. E quanto à Frelimo, se acreditarmos que esta organização foi sempre cunhada à imagem e semelhança das suas lideranças, então, Daniel Chapo, tem a sua oportunidade de fazer da organização Frelimo, aquilo que os seus membros e, principalmente, o povo aspiram e anseiam dela.
A mim não importa que Chapo não tenha a “lua de mel” habitual aos novos estadistas, importando, sim, que tenha, como chefe de Estado democraticamente eleito, a sua oportunidade de implementar o que se afigura pertinente para Moçambique e para os moçambicanos. E do conhecimento que temos dele, sobra-nos a fé de que o país estará em boas mãos, pois, Chapo tem o desejo irreprimível e genuíno de levar Moçambique para frente através do trabalho árduo, pois, nos próximos tempos, somente desta forma, poderemos avançar rumo ao desenvolvimento.
E uma das coisas que deverá dar indicação, logo no seu discurso inaugural, é explicar aos moçambicanos de uma forma honesta a situação real do país (onde e como estamos nas vertentes socioeconómica e político-cultural), visto ser esta a premissa para mobilizá-los com eficácia na materialização do pacto social que propõe levar a cabo, por forma a alcançarmos a esperada independência económica.
Enquanto isso, aguardamos ansiosamente pela homologação dos resultados pelo Conselho Constitucional, que culminará com a tomada de posse de Daniel Francisco Chapo como servidor público número 1, dando espaço ao novo ciclo de governação, onde todos somos chamados a arregaçar as mangas para o trabalho, e onde haja o aprofundamento efectivo de que o povo moçambicano é o princípio e o fim de toda a acção governativa.
*Cidadão Atento*