15/09/2026
A Guiné-Bissau já mostrou que a mudança é possível: entre 1991 e 1994 abrimos portas à liberdade e ao pluralismo. Hoje, no Dia Internacional da Democracia, vemos essas conquistas sob pressão — e isso não é um problema só dos especialistas: é um problema de todos nós.
Quando a justiça perde independência, quando a administração eleitoral é esvaziada e quando vozes críticas são silenciadas, perdemos mais do que processos — perdemos confiança e segurança. Instituições frágeis significam menos investimento, menos serviços e menos esperança para as famílias.
Recuperar a democracia exige escolhas quotidianas: resistência à instrumentalização do poder, defesa da autonomia das instituições e apoio à sociedade civil. Não é um gesto heróico isolado — é cada ato de cidadania: informar-se, debater, exigir prestação de contas.
A nova Constituição e atos recentes mostram que o equilíbrio de poder pode ser alterado com facilidade — e por isso não podemos ficar na indiferença. Precisamos de responsabilidade, diálogo e coragem cívica para devolver à Guiné-Bissau o respeito pela lei e pelos direitos.
Convido-vos a agir agora: partilhem esta publicação, conversem com a família. A democracia só sobrevive se a defendermos juntos.
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