GERAL PITA

GERAL PITA PLATAFORMA INTERNACIONAL PARA TRANSIÇÃO DE ANGOLA. Organização 100%Angolano.

O VOTO DA DIÁSPORA E A REPRESENTAÇÃO POLÍTICA DOS ANGOLANOS NO EXTERIOR.O RPP  (Real Partido do Povo), uma das organizaç...
08/09/2026

O VOTO DA DIÁSPORA E A REPRESENTAÇÃO POLÍTICA DOS ANGOLANOS NO EXTERIOR.

O RPP (Real Partido do Povo), uma das organizações políticas integradas na Plataforma Internacional para Transição de Angola (PITA), na Frente Única da Oposição, enquanto força da Oposição Extra-Parlamentar, por intermédio do seu Coordenador-Geral e Primeiro-Ministro do Governo de Angola no Exílio, Dr. Mukanda Dya Nzambi/LM32, em representação política da Diáspora, vem publicamente lançar um alerta e um desafio de reflexão aos angolanos residentes no exterior.

A questão do voto da diáspora angolana estará no centro do debate do Fórum de Nova Iorque da Plataforma Internacional para Transição de Angola, por se tratar de uma matéria de elevada importância jurídica, política, social e eleitoral.

Não podemos discutir a consolidação da democracia angolana sem discutir, simultaneamente, o lugar político dos milhões de angolanos que vivem fora das fronteiras nacionais.

1. Para que serve o voto da diáspora?

Esta é uma das questões centrais colocadas pelo Dr. Mukanda Dya Nzambi /LM32.

Para que serve o voto da diáspora angolana se o cidadão angolano residente no exterior não dispõe de uma verdadeira representação política própria?

De que adianta o cidadão exercer o direito de voto se, depois do processo eleitoral, não possui representantes eleitos especificamente pela comunidade angolana residente no exterior?

A questão não é simplesmente saber se o angolano da diáspora pode votar.

A verdadeira questão democrática é saber como esse voto se transforma em representação política efetiva.

O direito de participação eleitoral deve estar associado a mecanismos institucionais capazes de assegurar que a voz dos cidadãos residentes no exterior seja considerada na composição dos órgãos de soberania.

2. Uma questão jurídica e constitucional.

A participação política dos cidadãos angolanos residentes no exterior deve ser analisada à luz dos princípios constitucionais da igualdade, cidadania, participação política, soberania popular e representação democrática.

O cidadão angolano que vive em Lisboa, Paris, Luanda, Joanesburgo, Londres, Bruxelas, Washington ou noutra parte do mundo continua a ser cidadão angolano.

A distância geográfica não deve significar distância política.

Por isso, torna-se legítimo colocar a seguinte questão:

Se os angolanos da diáspora participam no processo eleitoral nacional, por que razão não podem eleger representantes próprios que defendam diretamente os seus interesses no Parlamento?

É necessário distinguir o simples exercício do voto da existência de uma verdadeira representação política da diáspora.

3. O problema da representação parlamentar.

Um dos principais pontos levantados pela PITA é precisamente a ausência de um mecanismo eleitoral específico que permita aos angolanos residentes no exterior elegerem diretamente os seus próprios representantes parlamentares.

A questão merece um debate nacional sério, técnico e suprapartidário.

Não se trata de conceder privilégios à diáspora.

Trata-se de discutir representatividade democrática.

Angolanos residentes no exterior contribuem para a economia nacional através das remessas financeiras, mantêm vínculos familiares, culturais e económicos com Angola, investem no país, participam na vida social e acompanham permanentemente a realidade política nacional.

Consequentemente, é legítimo perguntar:

Quem representa politicamente esses cidadãos?

4. O exemplo internacional

Angola não está obrigada a copiar modelos estrangeiros.

Contudo, pode e deve estudar experiências internacionais de países que criaram mecanismos de representação política dos seus cidadãos residentes no exterior.

Existem diferentes modelos de representação da diáspora em países como Portugal, França, Itália, Cabo Verde, Senegal, Croácia, Roménia, Lituânia, Tunísia, Argélia, entre outros.

Esses modelos demonstram que é possível criar mecanismos eleitorais específicos para assegurar uma ligação institucional entre a diáspora e os órgãos representativos do Estado.

Naturalmente, cada país possui a sua realidade constitucional e eleitoral.

Angola deverá encontrar o modelo que melhor corresponda à sua realidade nacional.

5. A proposta da PITA: representação eleitoral da diáspora

A Plataforma Internacional para Transição de Angola defende que o Estado angolano deve iniciar urgentemente uma discussão nacional sobre a criação de círculos eleitorais da diáspora, incluindo uma organização territorial adequada à realidade das comunidades angolanas no exterior.

Nesse âmbito, poderá ser estudada a criação de círculos eleitorais regionais, incluindo uma estrutura para África e Europa, bem como outros círculos que correspondam à concentração geográfica das comunidades angolanas.

O princípio fundamental é simples:

Os angolanos residentes no exterior devem ter o direito de escolher diretamente quem os representa.

Não basta votar.

É necessário que o voto produza representação.

6. A dimensão social.

A ausência de representação política própria também possui uma dimensão social.

A diáspora enfrenta problemas específicos relacionados com documentação, proteção consular, educação, reconhecimento de qualificações, reintegração, investimento, transferência de capitais, direitos laborais e regresso voluntário ao país.

Essas questões exigem políticas públicas específicas.

E políticas públicas eficazes exigem representação política capaz de levar essas preocupações às instituições do Estado.

Uma diáspora sem representação institucional corre o risco de permanecer politicamente invisível.

7. Mais participação significa mais legitimidade.

Na visão do Dr. Mukanda Dya Nzambi amplamente conhecido politicamente por Líder Mukanda/ LM32, a democracia angolana será mais inclusiva e o processo eleitoral poderá adquirir maior legitimidade política quando os cidadãos angolanos residentes no exterior tiverem mecanismos efetivos para eleger os seus próprios representantes.

A participação da diáspora não deve ser encarada como uma ameaça ao sistema político nacional.

Deve ser encarada como uma oportunidade para aprofundar a democracia angolana.

Quanto maior for a participação cidadã e quanto mais equilibrada for a representação política, maior será a capacidade das instituições de refletirem a diversidade da sociedade angolana.

8. Um alerta aos angolanos.

Por isso, o RPP, PMA e a Plataforma Internacional para Transição de Angola lançam um apelo aos angolanos residentes em Angola e na Diáspora.

É tempo de discutir seriamente o futuro político da diáspora angolana.

É tempo de perguntar:

Quem representa os angolanos que vivem no exterior?

Como é que o voto da diáspora se transforma em representação parlamentar?

Por que razão os cidadãos angolanos residentes fora do país não podem escolher diretamente os seus representantes?

Que modelo eleitoral deve Angola adotar para garantir uma representação efetiva da sua diáspora?

Estas não são apenas questões partidárias.

São questões de cidadania, democracia, igualdade política e representação nacional.

A diáspora angolana não pode continuar a ser tratada apenas como uma comunidade que vota, envia remessas financeiras, investe e mantém laços familiares com Angola.

A diáspora também é parte integrante da Nação Angolana.

Por isso, a Plataforma Internacional para Transição de Angola considera urgente abrir um debate nacional sobre a criação de mecanismos de representação política própria dos angolanos residentes no exterior.

O voto sem representação efetiva deve ser objeto de reflexão.

A cidadania não termina nas fronteiras de Angola.

Onde existir um cidadão angolano, deve existir também uma Angola politicamente representada.

Este será um dos grandes temas de reflexão no Fórum de Nova Iorque da Plataforma Internacional para Transição de Angola.

RPP — Real Partido do Povo
Plataforma Internacional para Transição de Angola
Frente Única da Oposição
Oposição Extra-Parlamentar
Governo Sombra da Diáspora
PMA-PArtido Moderno de Angola
Diáspora Unida
Diáspora 1975/2026

Dr. Mukanda Dya Nzambi/ LM32
Coordenador-Geral do RPP
Primeiro-Ministro do Governo de Angola no Exílio.

FAPLA, MPLA e a memória político-militar de Angola.Por: Líder Mukanda/LM32É sabido que a FNLA, o MPLA e a UNITA nasceram...
06/09/2026

FAPLA, MPLA e a memória político-militar de Angola.

Por: Líder Mukanda/LM32

É sabido que a FNLA, o MPLA e a UNITA nasceram no contexto da luta de libertação nacional de Angola e, durante esse período, desenvolveram estruturas político-militares próprias.

A FNLA contou com o ELNA Exército de Libertação Nacional de Angola.

O MPLA desenvolveu inicialmente o EPLA, Exército Popular de Libertação de Angola, que posteriormente deu lugar às FAPLA, Forças Armadas Populares de Libertação de Angola.

A UNITA, por sua vez, possuía as FALA, Forças Armadas de Libertação de Angola.

Esta breve introdução histórica é importante para compreendermos uma dimensão frequentemente esquecida da política angolana.

A profunda relação histórica entre a trajectória do MPLA e a formação das FAPLA.

As FAPLA não foram apenas uma estrutura militar.

Foram também um espaço de formação política, organização, disciplina e preparação de quadros que participaram na construção do Estado angolano depois da Independência.

Dentro dessa estrutura existiram comissários políticos e mecanismos de formação ideológica próprios daquele período histórico.

Por isso, quando analisamos a história do MPLA e a sua evolução desde o movimento de libertação até à transformação em partido de governo e, posteriormente, à transição das FAPLA para as Forças Armadas Angolanas (FAA), é impossível ignorar o papel desempenhado pelos antigos combatentes e quadros provenientes da estrutura político-militar do movimento.

Contudo, há uma distinção importante.

Ter servido nas FAPLA não significa, juridicamente, que uma pessoa seja automaticamente militante do MPLA nos dias de hoje.

A experiência militar nas FAPLA representa uma ligação histórica e política à trajectória do movimento, mas a militância partidária formal depende das regras e da condição política de cada cidadão.

Durante o período do partido único, vários oficiais superiores das FAPLA tiveram também responsabilidades políticas dentro do então Comité Central MPLA-PT, incluindo funções em estruturas superiores do partido.

Com a abertura política e a criação das FAA em 1991, a legislação e os princípios de apartidarismo das Forças Armadas passaram a exigir uma separação entre o exercício da função militar activa e a actividade político-partidária.

Assim, muitos oficiais que anteriormente tiveram responsabilidades partidárias passaram a manter-se afastados formalmente da actividade política enquanto permaneceram no activo.

Posteriormente, na reforma, alguns puderam voltar a exercer actividade política, de acordo com a legislação aplicável.

É precisamente aqui que devemos compreender uma realidade importante.

A história política do MPLA não se encontra exclusivamente dentro do actual Comité Central ou do Bureau Político.

Existem antigos combatentes, oficiais, técnicos, académicos, diplomatas, gestores e outros quadros que participaram em diferentes momentos da construção do movimento e do Estado, mas que hoje não ocupam necessariamente posições visíveis nas estruturas superiores do partido.

Por isso, aqueles que acompanham a política angolana devem evitar analisar o universo de quadros do MPLA apenas pelos nomes que aparecem diariamente na comunicação social ou nas estruturas partidárias.

Há um MPLA visível e institucional, mas existe também uma vasta reserva de quadros históricos, políticos, militares e tecnocráticos cuja experiência acumulada continua a fazer parte do património político do partido.

E esta realidade torna-se particularmente relevante quando se discute a sucessão presidencial e o futuro político de Angola.

Um grande partido não pode depender exclusivamente de um pequeno grupo de dirigentes.

Precisa de possuir uma reserva estratégica de quadros capazes de assumir responsabilidades nacionais em diferentes sectores política, economia, diplomacia, defesa, segurança, administração pública e desenvolvimento tecnológico.

Na perspectiva dos observadores da realidade política angolana, o MPLA possui essa reserva humana.

Existem quadros com experiência política, militar, diplomática e tecnocrática que podem, em determinadas circunstâncias, ser chamados a assumir maiores responsabilidades no Estado e no partido.

Portanto, quando surgirem nomes até agora pouco conhecidos do grande público no debate sobre o futuro cabeça de lista do MPLA às eleições de 2027 , não devem necessariamente interpretá-los como figuras estranhas à história do partido.

Alguns podem representar precisamente essa geração de quadros que permaneceu discreta durante décadas, acumulando experiência e aguardando o momento político adequado.

O MPLA em 2027 é bem provável que apresentará um candidato surpresa, um quadro competente que o seu nome nunca foi citado no debate da sucessão presidencial nas redes sociais e tem feito um excelente trabalho no governo.

A questão fundamental para o MPLA não deverá ser apenas quem substituirá João Lourenço, mas sobretudo que perfil de liderança será capaz de preservar a estabilidade, aprofundar o desenvolvimento económico, fortalecer as instituições e garantir a continuidade do Estado angolano dentro do quadro constitucional.

A história das FAPLA, das FAA e do próprio MPLA demonstra que Angola possui uma longa tradição de formação de quadros.

O desafio da próxima geração será transformar essa experiência histórica em capacidade política, institucional e tecnocrática para responder aos desafios de Angola no século XXI.

A sucessão política não deve ser vista apenas como uma mudança de nomes.

Deve ser encarada como uma transição de gerações, de competências e de visão estratégica para o futuro de Angola.

Por: Líder Mukanda/LM32

ALERTA PATRIÓTICO.Por: Líder Mukanda/LM32Na observação dos patriotas ligados ao RPP, existe uma questão que merece ser a...
06/09/2026

ALERTA PATRIÓTICO.

Por: Líder Mukanda/LM32

Na observação dos patriotas ligados ao RPP, existe uma questão que merece ser analisada com muita seriedade.

Se o MPLA apresentar, para as eleições de 2027, um cabeça de lista civil e sem uma experiência sólida em matéria de Defesa e Segurança, poderá enfrentar enormes dificuldades para conquistar a confiança do eleitorado num contexto nacional e internacional cada vez mais complexo.

Angola atravessa uma fase em que a estabilidade nacional não pode ser dissociada das questões de Defesa, Segurança e soberania.

O mundo está profundamente instável, marcado por conflitos, disputas geopolíticas, ameaças híbridas, guerra cibernética, terrorismo e competição estratégica entre grandes potências.

Por isso, o próximo Presidente da República deverá possuir não apenas capacidade política e administrativa, mas também conhecimento profundo das matérias de Defesa e Segurança, capacidade de liderança das instituições militares e policiais e, sobretudo, respeitabilidade perante as Forças de Defesa e Segurança.

Isto não significa que Angola não possa, no futuro, ser governada por um Presidente civil.

Significa, antes, que o momento histórico exige uma análise realista do perfil mais adequado para conduzir o Estado.

A transição para uma liderança civil sem experiência suficiente nestas áreas, num período de elevada instabilidade internacional, poderia criar vulnerabilidades institucionais se não estiver acompanhada de autoridade política, conhecimento estratégico e uma relação sólida com as estruturas de segurança do Estado.

A experiência demonstra que, em países onde as instituições ainda estão em processo de consolidação, a relação entre o poder político e as Forças de Defesa e Segurança é particularmente sensível.

O Presidente precisa de exercer autoridade constitucional sobre essas instituições, mas essa autoridade deve estar sustentada por competência, legitimidade, confiança e capacidade de comando.

Angola não pode escolher o próximo Presidente apenas pela aparência política, pela popularidade ou pela lógica partidária.

Deve pensar no perfil de liderança que o momento histórico exige.

O desafio de 2027 será escolher alguém capaz de garantir simultaneamente estabilidade, segurança, soberania, desenvolvimento e confiança institucional.

Essa é a reflexão que os patriotas ligados ao RPP colocam sobre a mesa.

Num mundo em transformação e diante dos desafios que Angola enfrenta, estará o país preparado para entregar a Presidência a alguém sem experiência relevante em Defesa e Segurança?

A resposta a esta pergunta poderá ser determinante para compreender o cenário político de 2027.

Líder Mukanda/LM32

Tenho dito.

Alemanha, Rearmamento e o Novo Equilíbrio de Poder na Europa.Por: Líder Mukanda LM32, Coordenador Geral do RPP (Real Par...
04/09/2026

Alemanha, Rearmamento e o Novo Equilíbrio de Poder na Europa.

Por: Líder Mukanda LM32, Coordenador Geral do RPP (Real Partido do Povo), Investigador e analista em matérias de Defesa e Segurança, com interesse especializado em Inteligência, Contrainteligência e Inteligência Militar.

A Europa está a entrar numa nova fase histórica.

A Alemanha está a executar uma transformação profunda da sua política de defesa e segurança, com um nível de investimento que não pode ser analisado apenas como uma resposta conjuntural à guerra na Ucrânia.

Berlim está a reconstruir capacidades militares, industriais e humanas que durante décadas estiveram limitadas por uma cultura política marcada pelo trauma da Segunda Guerra Mundial.

O próprio chanceler Friedrich Merz afirmou que pretende dotar a Alemanha da mais forte força convencional da Europa.

O plano financeiro prevê que a despesa de defesa alcance 3,5% do PIB em 2029, depois de aproximadamente 2,8% em 2026.

Em 2026, o orçamento da Defesa alemão sobe para cerca de 82,7 mil milhões de euros, além dos recursos extraordinários destinados à Bundeswehr.

Estamos, portanto, perante uma mudança estratégica de grande dimensão.

Defesa ou preparação para uma nova confrontação?

O Governo alemão apresenta este processo essencialmente como uma política de dissuasão e defesa perante a Rússia.

É uma posição legítima do ponto de vista político.

Contudo, na minha leitura eu Líder Mukanda, enquanto investigador de defesa, segurança, inteligência, contrainteligência e inteligência militar, não subscrevo integralmente essa justificação.

Uma coisa é construir capacidade para impedir uma agressão; outra é construir capacidade para poder projetar força.

Quando um Estado reorganiza a sua indústria militar, aumenta drasticamente a produção de munições, amplia as suas forças armadas, cria mecanismos para aumentar o recrutamento e prepara infraestruturas para uma força militar maior, estamos perante algo que ultrapassa a simples manutenção de uma capacidade defensiva mínima.

A Alemanha está a preparar-se para voltar a ocupar uma posição militar central no continente europeu.

E aqui reside o perigo.

Uma Alemanha militarmente fortalecida pode alterar profundamente o equilíbrio estratégico europeu.

Não porque seja inevitável que queira iniciar uma guerra, mas porque, historicamente, grandes concentrações de poder militar podem produzir dinâmicas políticas que ultrapassam as intenções iniciais dos seus protagonistas.

A indústria alemã entra numa nova fase.

A transformação também é industrial.

A Alemanha possui uma das maiores bases industriais da Europa e está a utilizar parte significativa da nova política fiscal para reconstruir capacidades de defesa.

Empresas alemãs do setor militar estão a expandir produção e infraestrutura; a Rheinmetall, por exemplo, anunciou em agosto de 2026 um investimento de cerca de 270 milhões de euros em Kassel para ampliar a produção de blindados, drones e logística militar.

Isto significa que a política de defesa deixou de ser apenas uma questão do Ministério da Defesa.

Está a transformar-se numa política industrial, tecnológica, financeira e estratégica.

E isso merece atenção porque a Alemanha continua a ser o motor industrial de grande parte da economia europeia.

O desafio será encontrar equilíbrio entre o rearmamento, a competitividade industrial, os custos energéticos, os salários, o Estado social e o investimento em infraestruturas.

Não posso simplesmente concluir que todo corte social ou toda dificuldade económica decorre diretamente do investimento militar.

Mas posso afirmar que a Alemanha está a fazer escolhas orçamentais difíceis num momento em que pretende simultaneamente recuperar a economia e aumentar radicalmente a capacidade de defesa.

O problema do fator humano.

Existe ainda uma contradição estratégica.

Não basta comprar tanques, aviões, sistemas de defesa aérea, munições, drones e tecnologia militar.

É necessário ter pessoas para operar tudo isso.

A Alemanha enfrenta precisamente esse desafio.

A Bundeswehr tinha, em julho de 2026, cerca de 186.705 militares, além de mais de 81 mil trabalhadores civis.

O Governo alemão iniciou um novo modelo de serviço militar, com registo obrigatório dos homens jovens e expansão das estruturas de recrutamento.

Portanto, Berlim não está apenas a comprar armas.

Está a tentar reconstruir uma massa humana militar capaz de sustentar uma força armada muito maior.

E isso revela a dimensão do projeto.

A Aktivrente e a transformação social.

Também é necessário separar factos de interpretações.

A Alemanha introduziu em 2026 a Aktivrente, permitindo que pessoas que já atingiram a idade normal de reforma continuem a trabalhar com vantagens fiscais sobre rendimentos adicionais.

O Governo apresenta esta medida oficialmente como resposta ao envelhecimento demográfico e à escassez de mão de obra.

Na minha análise, porém, esta medida deve ser observada dentro de uma transformação económica mais ampla.

A Alemanha precisa de mobilizar mais trabalhadores, aumentar a produtividade e libertar recursos para responder simultaneamente às suas necessidades económicas e de segurança.

Mas não devemos afirmar que os reformados estão a ser obrigados a trabalhar para financiar o exército.

Isso não corresponde ao enquadramento oficial da medida.

Alemanha, França e Reino Unido.

Uma nova arquitetura europeia?

Outro elemento que merece atenção é a aproximação estratégica entre Alemanha, França e Reino Unido.

Uma coordenação militar mais profunda entre estas potências poderia tornar a Europa muito mais autónoma militarmente.

Mas também pode produzir o efeito contrário se não houver uma estratégia política comum.

Uma Europa militarmente mais forte não significa automaticamente uma Europa politicamente mais segura.

Se Berlim, Paris e Londres construírem uma política baseada exclusivamente na confrontação com Moscovo, existe o risco de a Europa entrar numa dinâmica de escalada difícil de controlar.

Uma guerra não é avaliada pela forma como começa, mas pela forma como termina.

A história europeia deveria ensinar-nos precisamente isso.

A Rússia e a questão da escalada.

Eu sempre defendi uma leitura estratégica diferente.

Não acredito que a Rússia tenha necessariamente interesse em atacar toda a Europa.

Isso não significa subestimar a capacidade militar russa nem ignorar os riscos existentes.

Significa compreender que uma grande potência precisa considerar os seus próprios limites económicos, militares, demográficos e logísticos.

Abrir simultaneamente várias frentes de combate pode produzir enormes custos estratégicos.

Por isso, considero perigoso construir toda a política europeia sobre a premissa de que uma guerra Rússia e a Europa é inevitável.

Dissuasão é necessária.

Provocação não.

A Europa precisa de capacidade para se defender, mas também precisa de diplomacia, canais de comunicação, inteligência estratégica e mecanismos de controlo da escalada.

O fantasma da História.

A Alemanha carrega uma responsabilidade histórica particular.

Duas guerras mundiais tiveram origem no continente europeu e a Alemanha esteve no centro de ambas.

Hoje, felizmente, a Alemanha é uma democracia integrada na União Europeia e na NATO.

Não estamos perante a Alemanha de 1939.

Mas a História não deve ser esquecida.

Quando observo a velocidade do rearmamento alemão, a expansão da indústria militar, o crescimento previsto das despesas de defesa e a intenção declarada de construir a principal força convencional europeia, considero legítimo perguntar.

Até onde pretende ir Berlim?

Qual é o objetivo final desta transformação militar?

E quem controla politicamente o poder que está a ser reconstruído?

Não afirmo que a Alemanha esteja inevitavelmente a preparar uma guerra ofensiva contra a Rússia.

Afirmo algo diferente.

A escala da transformação militar merece vigilância estratégica e debate político sério.

Porque uma vez iniciada uma escalada militar, ninguém pode garantir que conseguirá controlar todas as suas consequências.

Conclusão.

A Europa precisa de segurança.

A Alemanha tem o direito de se defender.

A NATO tem o direito de reforçar a sua capacidade de dissuasão.

Mas segurança não pode significar apenas mais armas.

Segurança também é economia forte, população protegida, indústria competitiva, energia acessível, inteligência eficiente, diplomacia funcional e capacidade de evitar guerras desnecessárias.

A Alemanha está a reconstruir poder militar numa escala que poderá alterar profundamente o equilíbrio estratégico europeu.

Esse processo pode fortalecer a
Europa, ou pode transformar o continente num espaço ainda mais perigoso, caso a lógica de dissuasão seja substituída pela lógica de confronto.

A minha preocupação não é uma Alemanha forte.

A minha preocupação é uma Europa que, fortalecendo-se militarmente, possa esquecer que força sem estratégia política, sem prudência e sem controlo da escalada pode conduzir precisamente ao resultado que pretendia evitar.

A História já nos ensinou que é relativamente fácil iniciar uma escalada.

O difícil é determinar onde ela termina.

Eu sempre disse uma nvunda o mais importante não é como começa é como termina.

Líder Mukanda LM32.

Tenho Dito.

ANGOLA PRECISA DE UM PRESIDENTE COM VISÃO TÉCNICA DE ESTADO.Governar um Estado moderno exige muito mais do que autoridad...
04/09/2026

ANGOLA PRECISA DE UM PRESIDENTE COM VISÃO TÉCNICA DE ESTADO.

Governar um Estado moderno exige muito mais do que autoridade, disciplina institucional ou experiência no comando das estruturas de defesa e segurança.

Exige conhecimento técnico, visão económica, preparação académica, capacidade de planeamento e uma compreensão profunda dos mecanismos de desenvolvimento nacional.

O debate sobre o futuro de Angola não pode ficar limitado à questão de saber de que estrutura de defesa e segurança deverá emergir o próximo Presidente da República.

Neste momento, para Angola, pouco importa de que estrutura de defesa e segurança venha o Presidente; o que realmente importa é que seja um Presidente tecnicamente preparado, capaz de compreender desenvolvimento económico, industrialização, infraestruturas, energia, agricultura, tecnologia e transformação produtiva.

1. Presidência com visão de desenvolvimento.

O Presidente da República deve ser mais do que um gestor da máquina administrativa do Estado.

Deve possuir uma visão estratégica de longo prazo, capaz de definir prioridades nacionais, coordenar políticas públicas e orientar o Governo para resultados concretos.

Angola precisa de uma Presidência que compreenda como transformar os seus recursos naturais, humanos e territoriais em produção, emprego, indústria, conhecimento e riqueza nacional.

2. Gestão económica e industrialização.

Administrar uma economia moderna exige competência técnica.

Saúde, educação, agricultura, energia, transportes, habitação e segurança não podem ser tratados isoladamente, devem fazer parte de uma estratégia integrada de desenvolvimento nacional.

Nós, os patriotas do RPP, queremos uma Angola produtiva e industrializada.

Queremos parques industriais em Angola, distribuídos estrategicamente pelo território nacional, capazes de estimular a produção interna, atrair investimento, desenvolver cadeias produtivas, criar empregos e reduzir a dependência excessiva das importações.

Não queremos apenas exportar matérias-primas e importar produtos acabados.

Queremos produzir em Angola, transformar em Angola e criar valor em Angola.

3. Competência académica e técnica.

Um partido que pretende governar deve apresentar ao país quadros com formação sólida, competência comprovada e capacidade de execução.

A governação presidencial deve apoiar-se em especialistas, engenheiros, economistas, juristas, médicos, investigadores, gestores, técnicos e profissionais de diferentes áreas.

A política deve estabelecer a visão; a técnica deve transformar essa visão em programas, projectos, orçamentos, metas e resultados mensuráveis.

4. Defesa e segurança não substituem governação.

As estruturas de defesa e segurança têm uma função fundamental na preservação da soberania, da integridade territorial e da ordem constitucional.

Porém, comandar uma estrutura de defesa e segurança não é o mesmo que governar uma economia nacional complexa.

O Presidente deve compreender as instituições de segurança, mas também deve compreender industrialização, finanças públicas, comércio, ciência e tecnologia, energia, agricultura, urbanismo e desenvolvimento humano.

Angola não precisa apenas de quem saiba manter a ordem.

Precisa de quem saiba construir o futuro.

5. Transição do poder e construção do Estado.

A transição política deve representar também uma transição de paradigma.

Sair de uma lógica predominantemente administrativa e passar para uma lógica de construção e transformação nacional.

O exercício da autoridade, quando não é acompanhado por propostas concretas, conhecimento técnico e capacidade de execução, limita a evolução do Estado e impede a criação de soluções estruturais e duradouras.

Conclusão.

Angola precisa de uma liderança presidencial preparada para pensar, planear, industrializar e executar.

Neste momento histórico, a pergunta fundamental não deve ser apenas: “De onde vem o Presidente?”

A pergunta deve ser:

O que sabe o Presidente?

Que visão tem para Angola?

Que equipa técnica possui?

Que plano de industrialização apresenta?

Que capacidade tem para transformar os recursos nacionais em desenvolvimento nacional?

Nós, os patriotas do RPP, defendemos uma Angola produtiva, industrializada, tecnicamente preparada e economicamente soberana.

Queremos parques industriais.

Queremos produção nacional.

Queremos transformação das matérias-primas.

Queremos emprego e tecnologia.

Queremos desenvolvimento.

Porque governar Angola não pode ser apenas administrar o presente.

Governar Angola é construir tecnicamente o futuro da Nação.

Secretariado Nacional do RPP.

Adresse

Rue Caroline 27
Lausanne
1003

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