Mate na Cuia

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A identidade do Sul.
26/02/2015

A identidade do Sul.

19 de Abril - Dia do Índigena BrasileiroO Brasil como conhecemos hoje, tem muito o que agradecer ao índigena. Somos frut...
19/04/2014

19 de Abril - Dia do Índigena Brasileiro

O Brasil como conhecemos hoje, tem muito o que agradecer ao índigena. Somos frutos de suas tradições contidas em nosso vocabulário, culinária e pelas nossas raízes biológicas, devido a miscigenação provocada pelos primeiros colonizadores deste território.

A imagem do indígena surge pelo seu colonizador. O colonizador, por sua vez, católico e rígido em sua doutrina, irá catequizar o índigena, pois o paganismo não é visto com bons olhos pelos Jesuítas da Companhia de Jesus, fazendo-se necessária sua "purificação" da alma. Observa-se também uma mudança ferrenha na sua cultura e nas suas tradições, mudando o cenário até então intocável e único, que este território antes de ser chamado de Brasil, construiu de forma tão natural. Precisava-se europeizar o índigena.

No Paraná, tivemos as reduções jesuíticas, com o destaque anteriormente visto, na redução jesuítica do Guairá, a maior em extensão no então desconhecido estado que hoje moramos, pertencente ao lado espanhol, estabelecido pelo Tratado de Tordesilhas (1494). A "Europa" vem ao indígena e com ela, a mudança brusca da cultura do nativo brasileiro e mais tarde, sua redução populacional. O que antigamente, antes da chegada dos europeus, eram milhões, hoje não passa de milhares. O interesse territorial veio seguido de matanças, que em grandes proporções, foi pior que o Holocausto Alemão, tão estudado por aqueles que não voltam os olhos para um estudo mais regional, utilizando como bordões o fato de "não gostar de estudar História do Brasil". Lamentável.

O texto abaixo faz parte do livro "História do Paraná" de Ruy Christovam Wachowicz e pretende mostrar a estrutura que o indígena passou nas mãos do jesuíta nos primeiros momentos da colonização europeia no Brasil:

Ensino, Urbanismo e Justiça
O edifício principal numa redução era a igreja, tradicionalmente localizada na praça principal, tal como acontecia entre os portugueses aqui no Brasil. As casas eram alinhadas de maneira a formarem quadras. Possuíam geralmente uma espécie de área coberta e contínua, ligando as casas entre si, por onde transitavam os pedestres protegidos do sol e da chuva.
O povo reunia-se todas as manhãs na igreja, sobretudo as crianças, para orações e missa; em seguida, dirigiam-se os adultos para o trabalho e as crianças, tanto meninos como meninas, para a escola. Ali, aprendiam a ler, escrever, contar, na língua materna.
As p***s aos infratores na comunidade eram aplicadas pelo pai-tuya. Estas variavam desde a confissão pública da falta até açoite, prisão ou expulsão da comunidade. É de frisar que os crimes nas reduções eram raríssimos e a presença de brancos não era tolerada, com exceção é claro, dos missionários e das autoridades espanholas.
Os próprios missionários ensinavam aos índios todas as profissões necessárias. Assim, havia índios tecelões, carpinteiros, ferreiros, lavradores, cada um com sua profissão especializada.
À tarde, os índios voltavam a reunir-se na igreja para as orações, antes de se recolherem às suas casas. À saída e à entrada, na igreja, realizavam cânticos, bem como no ínicio do trabalho diário.
Aos domingos e dias santos realizavam festas e folguedos, na praça central, com grande colorido, música e p***a. A festa mais bem preparada pelos índios e, em consequência, a mais esperada e animada, era a do santo padroeiro (WACHOWICZ, 2010, p. 42-43).

07/04/2014
Vladimir Kozak em suas viagens pelo Brasil e em seu amor pelos indígenas brasileiros, juntamente com o sociólogo, direto...
21/10/2013

Vladimir Kozak em suas viagens pelo Brasil e em seu amor pelos indígenas brasileiros, juntamente com o sociólogo, diretor do Museu Paranaense e professor da Universidade Federal do Paraná, Loureiro Fernandes, fizeram um importante relato e contato com a tribo dos Xetás, que habitavam na época (década de 1930) a Serra dos Dourados, região de Umuarama, uma tribo basicamente intocada pelo toque do "homem branco" que viviam em matas abertas, característica típica dos índios Guaranis.
Desse povo tipicamente paranaense que habitava a solo vermelho de nosso Estado, hoje restam 4 Xetás vivos.
Ap***s nos restam o acervo de Vladimir Kozak que hoje foi restaurado e pertence ao Museu Paranaense.

Artista paranaense em destaque no Museu do Louvre.
14/10/2013

Artista paranaense em destaque no Museu do Louvre.

Antônio Ariel Teixeira Filho foi selecionado para figurar em livro do museu francês

Observações sobre o outro: o indígena sul-americano e a erva-mateNota: O texto a seguir traz uma reflexão a respeito da ...
09/10/2013

Observações sobre o outro: o indígena sul-americano e a erva-mate
Nota: O texto a seguir traz uma reflexão a respeito da figura do "outro", ou seja, aquele indivíduo com características culturais próprias, mas que ao olhar do colonizador, neste caso, o europeu dos séculos XVI e XVII, obtém uma denominação bárbara, não-civilizada, implantando ao indígena de forma compulsória, os costumes, a cultura e a religião européia. O objeto escolhido que é um dos elementos do etnocentrismo europeu é a erva-mate, alcunhada pelos jesuítas como a "erva-do-diabo", uma bebida pagã, que não condizia com os preceitos católicos daquela época.

Erva-mate: a linha tênue entre o jesuíta e o descobrimento do outro.
Dos vários fatores históricos que aproximaram o indígena paranaense e o jesuíta espanhol, a erva-mate é o que merece destaque neste texto. Para o jesuíta, chegar a um ambiente novo e ao mesmo tempo estranho, é estar carregado de novas informações e olhares a respeito de costumes completamente rudimentares do habitante até então desconhecido. Paralelo a essa questão, pensa-se em Michel Foucault e o texto A vida dos homens infames (1977). Infame, no sentido de pensar uma imagem invisível daquilo que para o jesuíta, era até então desconhecido e que uma vez percebendo os costumes daquele ser novo, é preciso em grande medida, moldá-lo ao seu padrão, neste caso, religioso e europeu.
Antes da influência dos jesuítas, os colonizadores espanhóis, descobrindo de forma gradativa pedras preciosas e outras riquezas nas terras sul-americanas, descobriram também o indígena, que além de exótico, era parte da força motriz para a exploração dessas riquezas, as quais seriam enviadas à coroa espanhola. Chamou-se encomiendas o sistema de taxa que o índio “devia” ao adelantado, seu conquistador. Tal “dívida” se referia aos serviços que os adelantados prestavam para os indígenas como proteção contra inimigos, iniciação a catequização, escambo. No final, a “dívida” acabou com o índio sendo escravo dos conquistadores espanhóis. Num primeiro momento observa-se uma relação de poder que tende tornar o indígena mão de obra barata para os interesses da coroa. O papel de infame do indígena ganha um primeiro destaque; sai o invisível e desconhecido ameríndio que possui uma cultura única e entra o ameríndio escravo, um dos primeiros papéis deste protagonista nos livros de história e nos documentos de época.
O segundo papel deste ameríndio é o que vai de encontro com os fragmentos de um documento contido no trabalho de Temístocles Linhares; trata-se da Carta del jesuita Diego de Torres a la Inquisición de Lima sobre lo que convenia remediar en las provincias del Paraguay y otras datada de 24 de setembro de 1610. É neste documento que a erva-mate se torna a linha tênue entre o jesuíta e o indígena. Com o plano de catequização dos indígenas aprovado pela coroa, os jesuítas começam a executar seu plano de fé, já com o intuito anteriormente visto de torná-lo civilizado para ser instrumento de exploração de riquezas. Diante de vários costumes, que ao olhar do jesuíta são novos, o que chama a atenção é o uso constante da erva-mate. De forma rudimentar, os indígenas bebiam o mate num porongo e utilizava de uma espécie de canudo (hoje, conhecido como bomba) com um trançado bastante engenhoso, que evitava que as folhas chegassem ao longo da bebida. Tal costume era diário e poderia ser bebido tanto com água quente, quanto água fria.
O objeto veio à tona. E com ele, a relação fortemente ligada com os “homens infames” de Foucault. Ele já dizia em parte do seu texto: “Divertamo-nos, se quisermos, vendo aí uma revanche: a chance que permite que essas pessoas absolutamente sem glória surjam do meio de tantos mortos, gesticulem ainda, continuem manifestando sua raiva, sua aflição ou sua invencível obstinação em divagar, compensa talvez o azar que lançara sobre elas, apesar de sua modéstia e de seu anonimato, o raio do poder”. Ou seja, é necessário que exista o outro para que exista a história; e na bagagem, existe as relações de poder, em caso mais específico deste texto, o biopoder.
Na carta do jesuíta Diego de Torres, é possível perceber fortemente o biopoder europeu em relação ao não civilizado, ao estranho, ao pagão. A bebida da erva-mate foi enviada por um deus pagão, neste sentido, um deus que não pertence aos ditames da igreja católica. Partindo desse argumento, o jesuíta se apropria dos elementos inerentes à erva-mate: é um alimento diurético, revigorante e, comparado ao álcool, também proporciona o vício: eis que surge a “erva do diabo”.
O jesuíta Diego de Torres, segundo Linhares, era o “provincial da Companhia nas Províncias do Paraguai, Tucumán e Chile [...]” (p. 9) e o autor da carta que traz, segundo eles, os males que a erva-mate fez ao indígena no processo de colonização e catequização. Novamente segundo Linhares, a carta mostra que o “mate e seus ferventes materos, como seria logo de imaginar, eram nela tachados de nefandos à religião, à moral e à saúde dos indivíduos” (p. 9-10). Mudar todo o conceito de religião do indígena em seu território e condenar a erva-mate fazia parte de sua missão. Grande argumentador, Diego de Torres afirmava que a erva-mate fazia não só mal ao corpo como também ao espírito: “Casi todos los que usan de este vicio dicen em confesión y fuera de ella que es vicio, pero que verdaderamente no pueden enmendar y entiendo que asi lo creen, y de cierto se inmienda uno, y lo usan cada dia, y algunas veces com harto daño de la salud del cuerpo y mayor del alma” (LINHARES, 1969, p. 10). Diante de um poder estabelecido em leis europeias e católicas, o indígena não teve vez. Sua religiosidade e seus costumes estavam dominados por todos os lados. A erva-mate era o elemento que faltava para o indígena se “auto condenar” diante dos preceitos dos jesuítas e da igreja católica. Dos vários argumentos que chamam a atenção na carta de Diego de Torres, um deles fala sobre os sacramentos e a dificuldade que os jesuítas enfrentavam no momento do sacramento da eucaristia. Os argumentos sobre os malefícios do mate no momento da eucaristia na visão de Diego Torres eram: “primera porque no puede aguardar que se diga la misa sin tomar esta yerba, y segunda porque, habiendo comulgado, provoca esta yerba una gran indecencia para el Santísimo Sacramento” e acrescenta: “salen com gran nota de la misa a orinar frecuentemente” (LINHARES, 1969, p. 10).
No fragmento observado, é possível perceber os elementos de representação (a erva-mate sendo uma bebida enviada por um deus pagão se torna símbolo de vergonha para o santo sacramento católico) e apropriação (a erva-mate é puramente diurética e sair para urinar era considerado desrespeito gravíssimo). O biopoder é o elemento central de dominação do colonizador espanhol; e o segundo momento observado que trouxe novamente o indígena no centro das atenções etnocêntricas, foi o seu vício, a erva-mate.
Michel Foucault ajuda a fechar o raciocínio em torno do indígena até então infame e que seus elementos culturais foram apropriados pelos colonizadores e jesuítas para exercer um poder que transformou a vida do até então desconhecido índio sul-americano: “Vidas que são como se não tivessem existido, vidas que só sobrevivem do choque com um poder que não quis senão aniquilá-las, ou pelo menos apagá-las, vidas que só nos retornam pelo efeito de múltiplos acasos, eis as infâmias das quais eu quis, aqui, juntar alguns restos”. Tais acasos é que o torna o indígena um dos protagonistas de nossa história e que ainda é visto como “minoria”. Cabe ao indígena uma dívida de elementos culturais que são utilizados por nós no dia-a-dia e que nem percebemos que são de tal origem. Puxando para algo mais próximo, aqui no Paraná temos muitos elementos culturais deixados pelos indígenas e que poucas vezes tem um valor importante e percebido. Tais elementos são:

1 - influência étnica: os milhares de índios que habitavam o Paraná foram em sua maior parte eliminados definitivamente ou incorporados à sociedade, pela miscigenação;
2 – vocabulário: os termos de origem tupi-guarani ou jê no linguajar diário são muitos, como por exemplo: Paraná, Curitiba, Paranapanema, Paranaguá, Iguaçu, Tibagi, Marumbi, canjica, butiá, vossoroca, guri etc. Sua contribuição linguística ocorre sobretudo nos nomes de acidentes geográficos, como rios, serras, picos, etc;
3- alimentação: a farinha de mandioca é de uso muito difundido entra a população. A importância desta farinha para o índio como a da farinha de trigo para o homem branco. A eliminação do ácido venenoso que a mandioca brava possui proporcionou uma grande fonte de alimento para os índios. Seu uso é hoje conhecido em todas as camadas sociais. Também o uso do mingau, canjica, paçoca, etc. tem origem entre os índios;
4 – o uso da eni (rede), hoje generalizado: os índios a usavam para dormir em suas ocas, porque não tinham cama;
5 – a erva-mate: foram os índios da família tupi-guarani que ensinaram ao homem europeu a utilização desta erva. Hoje seu uso é definitivo nas tradições sulinas, sob a forma de chá quente, gelado ou do tradicional chimarrão;
6 – o fumo: os europeus não conheciam o fumo. Vieram conhecê-lo na América. Os índios utilizavam-se desse vegetal, fumando ca*****os de barro. Hoje é usado universalmente sob a forma de cigarro ou charuto;
7 – o costume do banho diário e do cabelo cheio de loção: são elementos aprendidos com os índios (WACHOWICZ, 2006, p. 16).


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

COSTA, Samuel Guimarães da. A Erva Mate. Curitiba: Grafipar, 1989.

LINHARES, Temístocles. História Econômica do Mate. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1969.

WACHOWICZ, Ruy Christovam. História do Paraná. Ponta Grossa: Editora UEPG, 2010.

PARANÃ TRADICIONAL Manoel José das Neves, nascido em cerca de 1790 em São José dos Pinhais - Paranã. Casou com Reginalda...
29/07/2013

PARANÃ TRADICIONAL
Manoel José das Neves, nascido em cerca de 1790 em São José dos Pinhais - Paranã. Casou com Reginalda do Nascimento Rocha,
natural da Lapa - PR. Considerados os fundadores da cidade de PASSO FUNDO.

17/07/2013

Como se processava o comércio de bovinos naquela época? (1817)
É interessante conhecer duas etapas: o comprador dirigia-se às áreas produtoras - o "continente de Curitiba", no falar dos documentos - comprava os animais e providenciava ou a invernada ou a remessa deles para o norte. As reses podiam ficar invernadas ou na área de Faxina - Itapetininga ou nos arredores de Taubaté. Nesta última cidade Antônio da Silva Prado tinha um correspondente que se encarregava ou da invernada ou da remessa dos bovinos para o mercado consumidor, ou seja, o Rio de Janeiro" Maria Thereza Schorer Petrone, O Barão de Iguape.

História do Paraná, Chimarrão, danças e mudas de Herva-Matte e de Pinheiro do Paraná. Do dia 22 ao dia 31 em Campo Largo...
21/05/2013

História do Paraná, Chimarrão, danças e mudas de Herva-Matte e de Pinheiro do Paraná. Do dia 22 ao dia 31 em Campo Largo!

Minha terra tem verdes pastos, verdes campos  e floresta,Me criei assim, criando gado, quebrando o chapéu na testa,Duran...
17/05/2013

Minha terra tem verdes pastos, verdes campos e floresta,
Me criei assim, criando gado, quebrando o chapéu na testa,
Durante seis dias da semana a lida é bruta e no domingo faço festa,
Eu me pilcho diariamente e sempre tem um a**o que contesta,
No meu costado trago sempre alguns bons livros pois a História é minha mestra.
Autor: Paranã

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