08/02/2023
Beira 100 metros o desnível entre as av Itavuvu / Ipanema e o Rio Sorocaba.
Logo, exceto vivenciarmos um remake de “a arca de Noé”, jamais será em função do nosso principal corpo hídrico que boa parte da cidade sofrerá com enchentes e inundações.
Mesmo um local de cota alta pode sofrer danos severos com chuvas e, dado o constante aumento da frequência de chuvas fortes, será cada vez mais comum.
Faltam ações efetivas. Lembro do Lippi com o “aumento da cota” (levantamento) em 60~90 cm da marginal dom Aguirre, do Panunzio com dois piscinões e um grande lapso de tempo.
Nem tudo sobre drenagem são grandes obras, aliás a maior parte não é. São ações de limpeza, desobstrução e muito de “regramento”, leis do plano diretor e código de obras, que irão definir por exemplo taxa de impermeabilização do solo (quantos % do terreno precisam ser de “terra/jardim”) e regras específicas sobre grandes empreendimentos (grandes supermercados e shoppings por exemplo) que podem ser obrigados a “coletar/reter” a água de chuva sobre suas coberturas e estacionamentos em piscinões (de acordo com o tamanho do empreendimento) liberando apenas algumas horas depois da chuva cessar, diminuindo o pico de vazão da bacia hidrográfica que a cidade está situada.
Claro, além de regramento, o poder público municipal pode (e deve) promover ações concretas. Muito mais prático do que grandes piscinões (de difícil implementação e em geral de aborrecimento a vizinhança) são os jardins de chuva (usados em cidades como NY e mais recentemente em SP) em resumo é um jardim (independentemente do tamanho) onde a camada de terra ficará sobre pedras de diferentes tamanhos para facilitar a infiltração, podendo ser retido em uma grande caixa ou absorvido pelo solo, a depender do restante do planejamento de drenagem. Poderíamos chamar de “boca de lobo biodegradável”, brincadeiras a parte, muitos inícios de projetos começam a alocar esses jardins de chuva justamente nas posições de bocas de lobo.
Pode parecer um assunto menos urgente hoje, mas planejamento adequado não se faz com urgências e é exatamente o que definirá se a cidade terá boa qualidade de vida ou não.
Nas próximas décadas, será cada vez mais o planejamento (urbano), que definirá onde profissionais que tem suas estações de trabalho juntamente em laptops de fixarem residência.
vídeo Jornal Z Norte