21/11/2017
Em menos de três meses, a UFSM é novamente palco de racismo em outro Diretório Acadêmico, dessa vez, da Ciência Sociais. Viemos por meio desta nota, tornar público o repúdio e desprezo ao racismo que vem acontecendo na UFSM, instituição pública, plural e diversa; e exigir que se tomem medidas de fato coibitivas.
Nesta terça-feira, 21 de novembro, uma estudante foi surpreendida com os dizeres “Fora Macacos”; “Brancos no Topo”, acompanhado de suásticas e do nome de três estudantes negros e negras da Ciências Sociais. Infelizmente, hoje, dia 21 de novembro, um dia depois da data da Consciência Negra, que nos é muito cara e que, tradicionalmente intensif**a os debates e discussões sobre racismo. É inadmissível que atitudes covardes como estas continuem se repetindo e sigam impunes!
Ter esse comportamento, de pronunciar anonimamente todo seu ódio e ignorância na parede de um Diretório Acadêmico, fortalece que outras e outros repitam essa atitude, uma vez que, já foi ratif**ado que a UFSM não tem câmeras que possam punir os ou as responsáveis! É inadmissível que isso continue acontecendo, é inadmissível que cada vez mais negras e negros sejam alvo desse racismo (explícito ou velado) na sociedade e em espaços como as universidades! É inadmissível que todo o discurso e debate construídos nestes lugares continuem sendo pormenorizados por uma branquitude que não reconhece seus próprios privilégios e não se transformem em ações que possam a vir somar na luta antirracista.
A resistência do movimento negro não vem de hoje. Nós mulheres e homens negros ao longo dos anos viemos construindo, através de muita luta, a reparação que tanto nos foi negada pelo sistema da branquitude. As ações afirmativas, por exemplo, fazem parte destas conquistas. Conquista esta que permitiu que nós negras e negros, estivessem amparados por lei para ocupar espaços que são nossos por direito, mas que infelizmente não garantem nossa saúde psicológica, emocional e física para permanecer nestes espaços extremamente opressivos.
O que aconteceu no Diretório Acadêmico do Direito, que se repete no Diretório Acadêmico da Ciências Sociais, que acontece com Genocídio da População Negra, na Solidão da Mulher Negra, que atingiu Cláudia Ferreira, Amarildo Dias, Douglas Pereira, Luana Barbosa, Maria Eduarda, Rafael Braga é fruto do RACISMO. Aquele que alguns e algumas insistem em renunciar, fortif**ando o mito da democracia racial, e jogando todas as consequências danosas (e muitas vezes mortais) a nós negras e negros para baixo do tapete.
Por isso, estamos aqui para dizer que vocês não vão conseguir nos desumanizar, porque nós somos muitas e muitos e estamos juntos. E que fique decretado aqui, que toda vez que esse sistema eurocêntrico, machista, fascista e RA***TA, tentar fragilizar um de nós, vai ter muito barulho. Vai ter cada vez mais pretas e pretos na rua parando o trânsito – como a marcha que aconteceu contra o Genocídio da População Negra e pela liberdade de Rafael Braga, na tarde de ontem em Santa Maria –; vão ter mulheres negras reafirmando sua negritude e sua estética – como as marchas do Orgulho Crespo que acontecem em todo o país –; vão ter mais negros e negras em cursos de graduação e pós-graduação, para voltar para as universidades e escolas utilizando a educação como um instrumento de transformação social; e vai ter muito negro amor para os nossos, para nos fortalecer dos ataques deste sistema opressor.
F**a aqui nosso repúdio e desprezo aos agressores! Reforçamos também nosso apoio aos estudantes que foram atingidos direta e indiretamente com essa agressão, bem como a toda população negra que vive no cotidiano as consequências desse tipo de atitude. O Protagonismo Negro reitera que somos um espaço NEGRO para estudantes, técnico-administrativos e administrativas em educação, docentes e população negra em geral para denunciar atitudes opressoras e também debater e fortalecer a luta antirracista!
Protagonismo Negro, 21 de novembro de 2017.
[NOTA OFICIAL]
Em menos de três meses, a UFSM é novamente palco de racismo em outro Diretório Acadêmico, dessa vez, da Ciências Sociais. Viemos por meio desta nota, tornar público o repúdio e desprezo ao racismo que vem acontecendo na UFSM, instituição pública, plural e diversa; e exigir que se tomem medidas de fato coibitivas.
Nesta terça-feira, 21 de novembro, uma estudante foi surpreendida com os dizeres “Fora Macacos”; “Brancos no Topo”, acompanhado de suásticas e do nome de três estudantes negros e negras da Ciências Sociais. Infelizmente, hoje, dia 21 de novembro, um dia depois da data da Consciência Negra, que nos é muito cara e que, tradicionalmente intensif**a os debates e discussões sobre racismo. É inadmissível que atitudes covardes como estas continuem se repetindo e sigam impunes!
Ter esse comportamento, de pronunciar anonimamente todo seu ódio e ignorância na parede de um Diretório Acadêmico, fortalece que outras e outros repitam essa atitude, uma vez que, já foi ratif**ado que a UFSM não tem câmeras que possam punir os ou as responsáveis! É inadmissível que isso continue acontecendo, é inadmissível que cada vez mais negras e negros sejam alvo desse racismo (explícito ou velado) na sociedade e em espaços como as universidades! É inadmissível que todo o discurso e debate construídos nestes lugares continuem sendo pormenorizados por uma branquitude que não reconhece seus próprios privilégios e não se transformem em ações que possam a vir somar na luta antirracista.
A resistência do movimento negro não vem de hoje. Nós mulheres e homens negros ao longo dos anos viemos construindo, através de muita luta, a reparação que tanto nos foi negada pelo sistema da branquitude. As ações afirmativas, por exemplo, fazem parte destas conquistas. Conquista esta que permitiu que nós negras e negros, estivessem amparados por lei para ocupar espaços que são nossos por direito, mas que infelizmente não garantem nossa saúde psicológica, emocional e física para permanecer nestes espaços extremamente opressivos.
O que aconteceu no Diretório Acadêmico do Direito, que se repete no Diretório Acadêmico da Ciências Sociais, que acontece com Genocídio da População Negra, na Solidão da Mulher Negra, que atingiu Cláudia Ferreira, Amarildo Dias, Douglas Pereira, Luana Barbosa, Maria Eduarda, Rafael Braga é fruto do RACISMO. Aquele que alguns e algumas insistem em renunciar, fortif**ando o mito da democracia racial, e jogando todas as consequências danosas (e muitas vezes mortais) a nós negras e negros para baixo do tapete.
Por isso, estamos aqui para dizer que vocês não vão conseguir nos desumanizar, porque nós somos muitas e muitos e estamos juntos. E que fique decretado aqui, que toda vez que esse sistema eurocêntrico, machista, fascista e RA***TA, tentar fragilizar um de nós, vai ter muito barulho. Vai ter cada vez mais pretas e pretos na rua parando o trânsito – como a marcha que aconteceu contra o Genocídio da População Negra e pela liberdade de Rafael Braga, na tarde de ontem em Santa Maria –; vão ter mulheres negras reafirmando sua negritude e sua estética – como as marchas do Orgulho Crespo que acontecem em todo o país –; vão ter mais negros e negras em cursos de graduação e pós-graduação, para voltar para as universidades e escolas utilizando a educação como um instrumento de transformação social; e vai ter muito negro amor para os nossos, para nos fortalecer dos ataques deste sistema opressor.
F**a aqui nosso repúdio e desprezo aos agressores! Reforçamos também nosso apoio aos estudantes que foram atingidos direta e indiretamente com essa agressão, bem como a toda população negra que vive no cotidiano as consequências desse tipo de atitude. O Protagonismo Negro reitera que somos um espaço NEGRO para estudantes, técnico-administrativos e administrativas em educação, docentes e população negra em geral para denunciar atitudes opressoras e também debater e fortalecer a luta antirracista!
Protagonismo Negro, 21 de novembro de 2017.
Imagem: Divulgação