Juventude Negra Feminina de Santa Maria - RS

Juventude Negra Feminina de Santa Maria - RS O Coletivo Juventude Negra Feminina-SM é formado exclusivamente por mulheres negras por uma questã Sem luta, não há transformação da realidade!

A JuNF - “Juventude Negra Feminina de Santa Maria - RS” foi criado em abril de 2013, de forma virtual, através do facebook, pela mestra em Memória Social e Patrimônio Cultural Geanine Escobar. Dia 13 de julho de 2013, foi a data marcada para o primeiro encontro presencial do grupo. Num sábado chuvoso e frio, compareceram no Museu Comunitário Treze de Maio de Santa Maria, o museu negro da cidade, 1

2 jovens negras, o que foi um motivo de muita alegria! Pois até então muitas só se conheciam por fotos na rede social e troca de informações online. O intuito do Coletivo é de reunir meninas negras das periferias da cidade, estudantes de ensino fundamental, médio, técnico e pré-vestibular, universitárias, integrantes de diferentes movimentos sociais, dos grupos de dança afro, dança de rua, as jovens negras mães e todas as mulheres negras que enfrentam todos os dias questões específ**as relacionadas a raça/gênero/classe, que se entrelaçam, devido à nossa condição histórica-social.”

“Como sabemos, dentro dos movimentos sociais os quais participamos, normalmente nos deparamos com a secundarização das lutas femininas e/ou negras e das nossas pautas silenciando as mulheres negras e gerando uma classe oprimida dentro de classes já oprimidas. Isso, infelizmente, ocorre dentro da militância negra, fazendo com que nós, mulheres negras, tenhamos a necessidade de criar nossos espaços, para debatermos as nossas questões. Nem todas as questões relativas ao feminismo tem abarcado a luta das mulheres negras também, já que temos especificidades que diferem das mulheres brancas.” (Trecho retirado do Grupo Fechado Mulheres Negras). Segundo Sueli Carneiro - Instituto de Mulheres Negras de São Paulo, nós estamos no Movimento de Mulheres, nós estamos no Movimento Negro e nós estamos nos Movimentos Populares! Este grupo é inspirado nos grupos: Mulheres Negras, Meninas Black Power, Maria Mulher – Organização de Mulheres Negras RS, entre outros.

“MULHER NEGRA, ASSUMA SEMPRE A SUA NEGRITUDE! ASSUMIR A NEGRITUDE IDEOLÓGICA E ESTETICAMENTE É UM ATO POLÍTICO E DE MUITA CORAGEM!”

É com muito orgulho que compartilhamos com a comunidade santa-mariense o texto "Racismo: una cuestión global de salud" l...
25/06/2019

É com muito orgulho que compartilhamos com a comunidade santa-mariense o texto "Racismo: una cuestión global de salud" lançado no Boletín Ernestina Pérez 2° Edición: "Salud y Medio ambiente" e produzido pela nossa integrante Aline V. Escobar, estudante de serviço social da Universidade Federal de Santa Maria/RS e que atualmente está fazendo um intercâmbio no Chile na Universidad de Valparaíso. Parabéns para Aline e para todas meninas e mulheres negras que ousam sonhar! ✊🏾 E para quem quiser ter acesso ao material completo para leitura basta acessar o link via Facebook:

https://www.facebook.com/1618345735128876/posts/2031644487132330/

A JuNF ESTÁ DE VOLTA! ✊🏾A Juventude Negra Feminina de Santa Maria/RS foi criada em abril de 2013 de forma virtual e se c...
10/02/2019

A JuNF ESTÁ DE VOLTA! ✊🏾

A Juventude Negra Feminina de Santa Maria/RS foi criada em abril de 2013 de forma virtual e se consolidou, através de encontros presenciais, em julho do mesmo ano. Somos, desde então, um coletivo formado exclusivamente por mulheres negras por uma questão de empoderamento e fortalecimento da nossa identidade negra. Nos últimos tempos estavamos com nossas reuniões e atividades suspensas. Entretanto, entendendo a necessidade de estarmos entre iguais articulando nossas demandas, construindo consciência negra e nos fortalecendo através do reconhecimento na história de vida e luta de outras jovens negras que, com muita alegria, retomamos nossos encontros presenciais. Sabemos que nós, mulheres negras, enfrentamos todos os dias a tríade raça, classe e gênero como questões específ**as que se entrelaçam devido a nossa condição social, por isso a importância de nos organizarmos, para que através da nossa luta haja uma real transformação da sociedade.

A todas as jovens e mulheres negras de Santa Maria f**a o convite para conhecerem o nosso coletivo e se juntarem a nós. Serão todas bem vindas e recebidas com muito negro amor! ❤️ @ Santa Maria, Rio Grande do Sul

Em menos de três meses, a UFSM é novamente palco de racismo em outro Diretório Acadêmico, dessa vez, da Ciência Sociais....
21/11/2017

Em menos de três meses, a UFSM é novamente palco de racismo em outro Diretório Acadêmico, dessa vez, da Ciência Sociais. Viemos por meio desta nota, tornar público o repúdio e desprezo ao racismo que vem acontecendo na UFSM, instituição pública, plural e diversa; e exigir que se tomem medidas de fato coibitivas.
Nesta terça-feira, 21 de novembro, uma estudante foi surpreendida com os dizeres “Fora Macacos”; “Brancos no Topo”, acompanhado de suásticas e do nome de três estudantes negros e negras da Ciências Sociais. Infelizmente, hoje, dia 21 de novembro, um dia depois da data da Consciência Negra, que nos é muito cara e que, tradicionalmente intensif**a os debates e discussões sobre racismo. É inadmissível que atitudes covardes como estas continuem se repetindo e sigam impunes!
Ter esse comportamento, de pronunciar anonimamente todo seu ódio e ignorância na parede de um Diretório Acadêmico, fortalece que outras e outros repitam essa atitude, uma vez que, já foi ratif**ado que a UFSM não tem câmeras que possam punir os ou as responsáveis! É inadmissível que isso continue acontecendo, é inadmissível que cada vez mais negras e negros sejam alvo desse racismo (explícito ou velado) na sociedade e em espaços como as universidades! É inadmissível que todo o discurso e debate construídos nestes lugares continuem sendo pormenorizados por uma branquitude que não reconhece seus próprios privilégios e não se transformem em ações que possam a vir somar na luta antirracista.
A resistência do movimento negro não vem de hoje. Nós mulheres e homens negros ao longo dos anos viemos construindo, através de muita luta, a reparação que tanto nos foi negada pelo sistema da branquitude. As ações afirmativas, por exemplo, fazem parte destas conquistas. Conquista esta que permitiu que nós negras e negros, estivessem amparados por lei para ocupar espaços que são nossos por direito, mas que infelizmente não garantem nossa saúde psicológica, emocional e física para permanecer nestes espaços extremamente opressivos.
O que aconteceu no Diretório Acadêmico do Direito, que se repete no Diretório Acadêmico da Ciências Sociais, que acontece com Genocídio da População Negra, na Solidão da Mulher Negra, que atingiu Cláudia Ferreira, Amarildo Dias, Douglas Pereira, Luana Barbosa, Maria Eduarda, Rafael Braga é fruto do RACISMO. Aquele que alguns e algumas insistem em renunciar, fortif**ando o mito da democracia racial, e jogando todas as consequências danosas (e muitas vezes mortais) a nós negras e negros para baixo do tapete.
Por isso, estamos aqui para dizer que vocês não vão conseguir nos desumanizar, porque nós somos muitas e muitos e estamos juntos. E que fique decretado aqui, que toda vez que esse sistema eurocêntrico, machista, fascista e RA***TA, tentar fragilizar um de nós, vai ter muito barulho. Vai ter cada vez mais pretas e pretos na rua parando o trânsito – como a marcha que aconteceu contra o Genocídio da População Negra e pela liberdade de Rafael Braga, na tarde de ontem em Santa Maria –; vão ter mulheres negras reafirmando sua negritude e sua estética – como as marchas do Orgulho Crespo que acontecem em todo o país –; vão ter mais negros e negras em cursos de graduação e pós-graduação, para voltar para as universidades e escolas utilizando a educação como um instrumento de transformação social; e vai ter muito negro amor para os nossos, para nos fortalecer dos ataques deste sistema opressor.
F**a aqui nosso repúdio e desprezo aos agressores! Reforçamos também nosso apoio aos estudantes que foram atingidos direta e indiretamente com essa agressão, bem como a toda população negra que vive no cotidiano as consequências desse tipo de atitude. O Protagonismo Negro reitera que somos um espaço NEGRO para estudantes, técnico-administrativos e administrativas em educação, docentes e população negra em geral para denunciar atitudes opressoras e também debater e fortalecer a luta antirracista!

Protagonismo Negro, 21 de novembro de 2017.

[NOTA OFICIAL]

Em menos de três meses, a UFSM é novamente palco de racismo em outro Diretório Acadêmico, dessa vez, da Ciências Sociais. Viemos por meio desta nota, tornar público o repúdio e desprezo ao racismo que vem acontecendo na UFSM, instituição pública, plural e diversa; e exigir que se tomem medidas de fato coibitivas.
Nesta terça-feira, 21 de novembro, uma estudante foi surpreendida com os dizeres “Fora Macacos”; “Brancos no Topo”, acompanhado de suásticas e do nome de três estudantes negros e negras da Ciências Sociais. Infelizmente, hoje, dia 21 de novembro, um dia depois da data da Consciência Negra, que nos é muito cara e que, tradicionalmente intensif**a os debates e discussões sobre racismo. É inadmissível que atitudes covardes como estas continuem se repetindo e sigam impunes!
Ter esse comportamento, de pronunciar anonimamente todo seu ódio e ignorância na parede de um Diretório Acadêmico, fortalece que outras e outros repitam essa atitude, uma vez que, já foi ratif**ado que a UFSM não tem câmeras que possam punir os ou as responsáveis! É inadmissível que isso continue acontecendo, é inadmissível que cada vez mais negras e negros sejam alvo desse racismo (explícito ou velado) na sociedade e em espaços como as universidades! É inadmissível que todo o discurso e debate construídos nestes lugares continuem sendo pormenorizados por uma branquitude que não reconhece seus próprios privilégios e não se transformem em ações que possam a vir somar na luta antirracista.
A resistência do movimento negro não vem de hoje. Nós mulheres e homens negros ao longo dos anos viemos construindo, através de muita luta, a reparação que tanto nos foi negada pelo sistema da branquitude. As ações afirmativas, por exemplo, fazem parte destas conquistas. Conquista esta que permitiu que nós negras e negros, estivessem amparados por lei para ocupar espaços que são nossos por direito, mas que infelizmente não garantem nossa saúde psicológica, emocional e física para permanecer nestes espaços extremamente opressivos.
O que aconteceu no Diretório Acadêmico do Direito, que se repete no Diretório Acadêmico da Ciências Sociais, que acontece com Genocídio da População Negra, na Solidão da Mulher Negra, que atingiu Cláudia Ferreira, Amarildo Dias, Douglas Pereira, Luana Barbosa, Maria Eduarda, Rafael Braga é fruto do RACISMO. Aquele que alguns e algumas insistem em renunciar, fortif**ando o mito da democracia racial, e jogando todas as consequências danosas (e muitas vezes mortais) a nós negras e negros para baixo do tapete.
Por isso, estamos aqui para dizer que vocês não vão conseguir nos desumanizar, porque nós somos muitas e muitos e estamos juntos. E que fique decretado aqui, que toda vez que esse sistema eurocêntrico, machista, fascista e RA***TA, tentar fragilizar um de nós, vai ter muito barulho. Vai ter cada vez mais pretas e pretos na rua parando o trânsito – como a marcha que aconteceu contra o Genocídio da População Negra e pela liberdade de Rafael Braga, na tarde de ontem em Santa Maria –; vão ter mulheres negras reafirmando sua negritude e sua estética – como as marchas do Orgulho Crespo que acontecem em todo o país –; vão ter mais negros e negras em cursos de graduação e pós-graduação, para voltar para as universidades e escolas utilizando a educação como um instrumento de transformação social; e vai ter muito negro amor para os nossos, para nos fortalecer dos ataques deste sistema opressor.
F**a aqui nosso repúdio e desprezo aos agressores! Reforçamos também nosso apoio aos estudantes que foram atingidos direta e indiretamente com essa agressão, bem como a toda população negra que vive no cotidiano as consequências desse tipo de atitude. O Protagonismo Negro reitera que somos um espaço NEGRO para estudantes, técnico-administrativos e administrativas em educação, docentes e população negra em geral para denunciar atitudes opressoras e também debater e fortalecer a luta antirracista!

Protagonismo Negro, 21 de novembro de 2017.
Imagem: Divulgação

21/09/2017

O amor é a cura em todas as formas❣

NOTA OFICIALViemos a público nos posicionar sobre o que vêm acontecendo na sala do Diretório Livre do Direito.No dia 17 ...
18/09/2017

NOTA OFICIAL
Viemos a público nos posicionar sobre o que vêm acontecendo na sala do Diretório Livre do Direito.
No dia 17 de agosto, fomos surpreendidos com aquilo que nos choca só ao lembrar: suásticas nazistas desenhadas nas paredes da sala do Diretório.
Nesta quinta, dia 14 de setembro, fomos novamente surpreendidos, mas com dizeres que nos estarrece os sentidos e golpeiam nossas almas: os dizeres “fora negrada”, “fora negros”, “o lugar de vocês é no tronco” ao lado do nome de 2 estudantes negras\os do curso de Direito.
Infelizmente, o racismo na sociedade e nas instituições não nos surpreende. O racismo exposto nas paredes da Universidade Federal de Santa Maria, no curso de Direito, também não nos surpreende. A primeira vista nos intimida, nos machuca. Mas junto de todos os piores sentimentos de repúdio e desprezo, vem a certeza de muita luta que temos a fazer.
A covardia de quem anonimamente vomitou seu preconceito e sua ignorância, é combustível para as nossas convicções antirracistas, de combate a todo tipo de opressão e exploração, e nos traz a certeza de estarmos do lado certo da história. História essa que marca o período de ascensão do fascismo que vivemos, mas certamente marcará de forma definitiva a resistência daqueles e daquelas que tiveram coragem de lutar contra toda opressão.
O Diretório Livre do Direito sempre esteve preocupado com a luta por uma sociedade sem racismo e também em proporcionar esse debate tanto para as/os alunas/os do curso quanto para a sociedade em geral. O debate étnico-racial e a representatividade negra sempre estiveram em pauta na Gestão Primavera. Pautas essas que vieram a se materializar em grande parte dos eventos e debates neste ano, onde figuras negras foram evidenciadas e trazidas para falar não apenas de seu conhecimento acadêmico, mas também do acúmulo de sua vivência e assim falar do racismo em primeira pessoa.
A Semana Acadêmica desse ano, também trará o debate jurídico acerca dessas questões. O ‘Direito em tempos de resistência’ deve ser linha de frente na batalha contra o conservadorismo e o fascismo que nos assolam.
Queremos frisar também que estamos e sempre estaremos de braços abertos para receber todo tipo de denúncia contra qualquer abuso, e que estaremos fortalecendo nossos meios de diálogo e recepção dos\as estudantes, a exemplo da Secretaria de Combate às Opressões e nas Ouvidorias Presenciais e On-line. Dessa forma, nos solidarizamos com Fernanda Rodrigues e Elisandro Ferreira em acolhê-los e ajudá-los de toda a maneira que nos for possível.
Aos agressores, notif**amos de que manteremos a guarda alta e permanecemos em luta contínua, lado a lado dos estudantes negras/os, pugnando o respeito e a dignidade como fatores essenciais na promoção de sua permanência. Jamais nos calaremos ou deixaremos de buscar o avanço das pautas do Movimento Negro, seguiremos em luta pelas cotas na pós graduação, pela permanência das\os estudantes pretas\os, pelo acompanhamento psicológico especializado para a negritude, por uma Universidade pública e popular, e que paute VERDADEIRAMENTE e de forma incisiva a questão racial dentro e fora dos muros da academia.
Além disso, é nítido e também preocupante, para nós, o caráter ainda elitizado do Curso de Direito e da Universidade Pública, dada a ausência signif**ativa de estudantes não-brancos e dos dados estatísticos que vêm mudando em marcha ainda muito lenta. Por isso, entendemos que estar e permanecer na Universidade, seja ela pública ou privada, pesa de forma cruel naqueles/as que foram excluídos/as historicamente, além de ser algo capaz de mudar definitivamente a vida destas pessoas. Assim, estaremos cobrando de forma incisiva que as questões e pautas étnico-raciais sejam tratadas de forma séria e comprometida, tanto pela Coordenação do Curso de Direito, quanto à Reitoria da UFSM e Direção do Centro de Ciências Sociais e Humanas. Não baixaremos a guarda para que essas pautas avancem não só dentro do curso de Direito, mas em toda a Universidade, e estaremos denunciando todo e qualquer descaso por parte destes antes citados.
As denúncias a todos os órgãos responsáveis foram feitas logo após a reunião com as vítimas, na união de forças para que os culpados sejam devidamente identif**ados e responsabilizados. Nos colocamos a disposição dos órgãos apuradores do fato.
Continuaremos em marcha por um curso de Direito enegrecido e por uma Universidade pintada de povo. Pois se a Universidade é Pública, que ela se pinte de povo.
Ademais, convidamos a todas e todos para unirem-se à Intervenção Antirracista que ocorrerá na Antiga Reitoria, segunda-feira, dia 18/9. Estaremos denunciando o caso de racismo ocorrido, pintando de povo este espaço da Universidade, cobrando que as devidas providências sejam tomadas e reivindicando todo respeito ao povo preto. Link do evento para mais informações: https://www.facebook.com/events/152548911998723
“Se a casa grande sente falta dos tempos da senzala, talvez devamos lembrar como jogar fogo no engenho”.
Diretório Livre do Direito
Gestão Primavera 2016\17

NOTA OFICIAL

Viemos a público nos posicionar sobre o que vêm acontecendo na sala do Diretório Livre do Direito.

No dia 17 de agosto, fomos surpreendidos com aquilo que nos choca só ao lembrar: suásticas nazistas desenhadas nas paredes da sala do Diretório.
Nesta quinta, dia 14 de setembro, fomos novamente surpreendidos, mas com dizeres que nos estarrece os sentidos e golpeiam nossas almas: os dizeres “fora negrada”, “fora negros”, “o lugar de vocês é no tronco” ao lado do nome de 2 estudantes negras\os do curso de Direito.

Infelizmente, o racismo na sociedade e nas instituições não nos surpreende. O racismo exposto nas paredes da Universidade Federal de Santa Maria, no curso de Direito, também não nos surpreende. A primeira vista nos intimida, nos machuca. Mas junto de todos os piores sentimentos de repúdio e desprezo, vem a certeza de muita luta que temos a fazer.
A covardia de quem anonimamente vomitou seu preconceito e sua ignorância, é combustível para as nossas convicções antirracistas, de combate a todo tipo de opressão e exploração, e nos traz a certeza de estarmos do lado certo da história. História essa que marca o período de ascensão do fascismo que vivemos, mas certamente marcará de forma definitiva a resistência daqueles e daquelas que tiveram coragem de lutar contra toda opressão.

O Diretório Livre do Direito sempre esteve preocupado com a luta por uma sociedade sem racismo e também em proporcionar esse debate tanto para as/os alunas/os do curso quanto para a sociedade em geral. O debate étnico-racial e a representatividade negra sempre estiveram em pauta na Gestão Primavera. Pautas essas que vieram a se materializar em grande parte dos eventos e debates neste ano, onde figuras negras foram evidenciadas e trazidas para falar não apenas de seu conhecimento acadêmico, mas também do acúmulo de sua vivência e assim falar do racismo em primeira pessoa.

A Semana Acadêmica desse ano, também trará o debate jurídico acerca dessas questões. O ‘Direito em tempos de resistência’ deve ser linha de frente na batalha contra o conservadorismo e o fascismo que nos assolam.

Queremos frisar também que estamos e sempre estaremos de braços abertos para receber todo tipo de denúncia contra qualquer abuso, e que estaremos fortalecendo nossos meios de diálogo e recepção dos\as estudantes, a exemplo da Secretaria de Combate às Opressões e nas Ouvidorias Presenciais e On-line. Dessa forma, nos solidarizamos com Fernanda Rodrigues e Elisandro Ferreira em acolhê-los e ajudá-los de toda a maneira que nos for possível.

Aos agressores, notif**amos de que manteremos a guarda alta e permanecemos em luta contínua, lado a lado dos estudantes negras/os, pugnando o respeito e a dignidade como fatores essenciais na promoção de sua permanência. Jamais nos calaremos ou deixaremos de buscar o avanço das pautas do Movimento Negro, seguiremos em luta pelas cotas na pós graduação, pela permanência das\os estudantes pretas\os, pelo acompanhamento psicológico especializado para a negritude, por uma Universidade pública e popular, e que paute VERDADEIRAMENTE e de forma incisiva a questão racial dentro e fora dos muros da academia.

Além disso, é nítido e também preocupante, para nós, o caráter ainda elitizado do Curso de Direito e da Universidade Pública, dada a ausência signif**ativa de estudantes não-brancos e dos dados estatísticos que vêm mudando em marcha ainda muito lenta. Por isso, entendemos que estar e permanecer na Universidade, seja ela pública ou privada, pesa de forma cruel naqueles/as que foram excluídos/as historicamente, além de ser algo capaz de mudar definitivamente a vida destas pessoas. Assim, estaremos cobrando de forma incisiva que as questões e pautas étnico-raciais sejam tratadas de forma séria e comprometida, tanto pela Coordenação do Curso de Direito, quanto à Reitoria da UFSM e Direção do Centro de Ciências Sociais e Humanas. Não baixaremos a guarda para que essas pautas avancem não só dentro do curso de Direito, mas em toda a Universidade, e estaremos denunciando todo e qualquer descaso por parte destes antes citados.

As denúncias a todos os órgãos responsáveis foram feitas logo após a reunião com as vítimas, na união de forças para que os culpados sejam devidamente identif**ados e responsabilizados. Nos colocamos a disposição dos órgãos apuradores do fato.

Continuaremos em marcha por um curso de Direito enegrecido e por uma Universidade pintada de povo. Pois se a Universidade é Pública, que ela se pinte de povo.

Ademais, convidamos a todas e todos para unirem-se à Intervenção Antirracista que ocorrerá na Antiga Reitoria, segunda-feira, dia 18/9. Estaremos denunciando o caso de racismo ocorrido, pintando de povo este espaço da Universidade, cobrando que as devidas providências sejam tomadas e reivindicando todo respeito ao povo preto. Link do evento para mais informações: https://www.facebook.com/events/152548911998723

“Se a casa grande sente falta dos tempos da senzala, talvez devamos lembrar como jogar fogo no engenho”.

Diretório Livre do Direito
Gestão Primavera 2016\17

Sobre o dia 25 de julho
13/08/2017

Sobre o dia 25 de julho

O Espaço Sindical de hoje é um especial Mulheres Negras, com a participação de integrantes do coletivo Juventude Negra Feminina de Santa Maria - RS debatendo as lutas cotidianas das mulheres negras brasileiras!

O começa às 12h30, na Rádio Universidade 800AM. Ouça online pelo www.ufsm.br/radio

25/07/2017

25 de Julho
Dia Internacional da Mulher Negra
Latino-americana e Caribenha!

A data é um marco internacional
da luta e resistência da mulher negra
contra a opressão de gênero, o racismo
e a exploração de classe.

Mulher Negra é sinônimo de resistência!

13/05/2017

Coleção de Postais " Águas da Cabaça" inspirados nos poemas de Elizandra Souza e ilustração Denise Silva (Denisenhando).



NEGROS NA UNIVERSIDADE - RACISMO INSTITUCIONAL, EPISTEMICÍDIO E VIOLÊNCIAS SIMBÓLICAS.
10/05/2017

NEGROS NA UNIVERSIDADE - RACISMO INSTITUCIONAL, EPISTEMICÍDIO E VIOLÊNCIAS SIMBÓLICAS.

A entrada da pessoa negra na universidade é muito complicada, cada vez mais jovens negros desistem ou adoecem nos espaços universitários. Minha experiência n...

Leitura recomendada ;)"É importante que nos questionemos: por que nossa luta está sendo desmerecida dentro de nossa próp...
10/04/2017

Leitura recomendada ;)

"É importante que nos questionemos: por que nossa luta está sendo desmerecida dentro de nossa própria casa? E por que estão questionando se a casa é mesmo nossa, quando fomos nós que limpamos o terreno, compramos o material e erguemos toda a sua estrutura?"

O Jazz Bebop foi uma expressão intelectual e politizada, música que exigia altíssimo nível técnico para ser executada. Entre outras razões, o Bebop foi intencionalmente criado para que músicos bran…

Neste sábado teve mais uma reunião da  , dessa vez foi no Parque Itaimbé. Estamos organizando as atividades dos próximos...
04/04/2017

Neste sábado teve mais uma reunião da , dessa vez foi no Parque Itaimbé. Estamos organizando as atividades dos próximos dias, continuem acompanhando a página porque vem novidades aí!

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