Coletivo Tuíra

Coletivo Tuíra Coletivo feminista Tuíra, formado por alunas do Colégio Bandeirantes. O diálogo é bem vindo sempre!

Nós somos o Coletivo Tuíra, criado pelas alunas do Colégio Bandeirantes, sem vertente única. O objetivo do grupo é fomentar debates para que haja uma reflexão e conscientização acerca da sociedade machista e patriarcal na qual estamos inseridos e inseridas. Assim, poderemos pensar em ações afirmativas para combater o machismo nas salas de aula, nas casas e nas ruas. Queremos ressaltar que o coleti

vo está aberto para dar suporte em qualquer caso de ameaça, relacionamento abusivo, assédio, silenciamento ou qualquer distúrbio decorrente de episódio machista ou ligado a questões de opressão na esfera feminina. Na pagina não serão permitidos posts lgbtfóbicos, preconceituosos, racistas ou que fujam do tema abrangido pela formação do coletivo. Qualquer sugestão ou dúvida, entrar em contato com [email protected]

O Coletivo Tuíra, sem nenhum tipo de associação partidária, posiciona-se a favor do movimento  , por considerar fundamen...
26/09/2018

O Coletivo Tuíra, sem nenhum tipo de associação partidária, posiciona-se a favor do movimento , por considerar fundamental a defesa dos direitos humanos, em respeito não só à luta das mulheres, mas também dos movimentos LGBTQ+, negro, indígena, entre outros, que estão tendo seus direitos ameaçados por pautas excludentes, opressoras, que promovem o ódio e o retrocesso.


Por muitos, o Dia Internacional da Mulher é visto como uma data comercial e comemorativa; entretanto, ela se dá devido a...
08/03/2018

Por muitos, o Dia Internacional da Mulher é visto como uma data comercial e comemorativa; entretanto, ela se dá devido a um histórico secular da luta feminina visando os direitos do gênero que, apesar das conquistas já realizadas, estão longe de serem plenamente alcançados. Visto isso, o dia 8 de março não é um momento que representa parabenização, mas sim a grande resistência feminina em uma sociedade que, infelizmente, ainda objetifica a mulher e a vê como incapaz.
Em razão disso, as alunas, funcionárias e professoras do Colégio Bandeirantes foram convidadas a vir à instituição vestidas de preto e com batom vermelho para simbolizar sua luta e força, mas também o luto por todas as mulheres que sofreram e sofrem diariamente com o machismo. Também foram colados, pelo Grêmio Bandeirantes, cartazes por todo colégio ressaltando figuras femininas importantes da história, tal como Maria da Penha, Joana D’arc, Marie Curie, entre outras; além disso, outros cartazes feitos pelo Coletivo continham frases que ressaltam o verdadeiro lugar da mulher na sociedade (que é onde ela desejar!).
Durante o intervalo das aulas, dezenas de alunas se reuniram para cantar cantigas feministas e demonstrar o verdadeiro significado dessa data histórica, realizando um encontro que teve grande visibilidade pelos estudantes e funcionários, além de todos os outros que passavam pela Rua Estela.
O Coletivo Tuíra deseja muita força para todas as mulheres no dia de hoje e em todos os outros. Juntas andamos melhor!

Em 2016, cerca de 135 estupros aconteceram POR DIA no Brasil. A cada 11 minutos, uma mulher foi estuprada. Qual será a p...
05/03/2018

Em 2016, cerca de 135 estupros aconteceram POR DIA no Brasil. A cada 11 minutos, uma mulher foi estuprada. Qual será a próxima? Será que em 11 minutos você já estará em casa? E a sua vizinha? Aquela mulher no seu bairro que sempre aparece com hematomas e nunca diz o porquê?
O dia 8 de março é um momento de intensa e incessante luta. Luta por direitos iguais, pelo fim dos femicídios, pelo fim do “lugar de mulher é na cozinha”, “desse jeito você não vai casar”, “ esse shorts não é meio curto?”, “puta”. Toda mulher quer ser respeitada, toda mulher quer ser feliz. Na foto histórica do Jornal Correio da Manhã, Eva Todor, Tônia Carreiro, Eva Wilma, Leila Diniz, Odette Lara e Norma Bengell protestam contra a censura durante a Passeata dos Cem Mil, em 1968. Compartilhe este texto por um dia em que a única homenagem que queremos é respeito.
“Esteja avisado: cê vai se arrepender de levantar a mão pra mim!” (Elza Soares).

O carnaval é tradicionalmente uma época de folia, amizades e amor, as pessoas andam na rua fantasiadas, se divertem em b...
10/02/2018

O carnaval é tradicionalmente uma época de folia, amizades e amor, as pessoas andam na rua fantasiadas, se divertem em bloquinhos e dão uma pausa na rotina. Quem nunca sentiu essa felicidade de compartilhar uma grande festa não só com os amigos, mas com a cidade inteira? É uma ótima sensação, porém, você já pensou quantas mulheres já foram assediadas? Chamadas de "gostosa" por estranhos ou apalpadas?
Infelizmente a tradição do carnaval vem acompanhada do assédio sexual. É sabido que, diariamente e em todas as épocas do ano, o assédio sexual físico e verbal ocorre contra as mulheres, entretanto durante o Carnaval existe um aumento preocupante de queixas. No ano passado, a Secretaria de Políticas para as Mulheres do Governo Federal informou que, durante o feriado, o número de denúncias de violência sexual aumentou em 90%.
Visto isso, nós do Coletivo Feminista Tuíra, do Colégio Bandeirantes, realizamos uma intervenção na escola, colando cartazes e post-it contendo frases que ressaltam a necessidade do consentimento e a importância do respeito, tais como "depois do não tudo é assédio" e "não me diga como me vestir, diga a eles para não abusarem".
Esperamos que, neste Carnaval, todas as mulheres sintam-se livres para aproveitar livremente em qualquer lugar, sem qualquer impertinência ou insistência.

Obs: Para denúncias, disque 180.

Participamos, ontem, de uma reportagem do jornal SBT Brasil. Falamos sobre o movimento feminista e a importância de suas...
15/12/2017

Participamos, ontem, de uma reportagem do jornal SBT Brasil. Falamos sobre o movimento feminista e a importância de suas pautas serem discutidas dentro da escola.
Ficamos muito felizes em contribuir para que temas tão importantes como estes sejam abordados dentro do horário nobre da televisão brasileira. Seguiremos na luta, meninas!

A população feminina no Brasil é vítima de diversas injustiças e desigualdades contra as quais devemos lutar diariamente...
16/11/2017

A população feminina no Brasil é vítima de diversas injustiças e desigualdades contra as quais devemos lutar diariamente. Porém, uma grande parcela dessas mulheres é invisibilizada e esquecida, tendo, até mesmo, suas necessidades básicas ignoradas. É o caso das detentas dos mais diversos presídios e centros de detenção brasileiros, que têm acesso limitado e insuficiente a absorventes, sabonetes, shampoos e condicionadores, fraldas para seus filhos e todos os demais itens de higiene básica e diária, tendo que recorrer a métodos degradantes e humilhantes, como usar miolos de pão para conter seu fluxo menstrual.
Tal tratamento é desumanizador e não pode ser aceito por um Estado que clama que a função carcerária seria a ressocialização. Por isso, o Coletivo Tuíra, em parceria com a E. E. Brasílio Machado, escola cujos alunos inspiraram essa reflexão durante a Semana da Diversidade, irá promover até o dia 08/12 a arrecadação dos itens citados e encaminhá-los à Penitenciária Feminina da Capital, presídio onde hoje estão presas cerca de 700 mulheres.
É importante ressaltar que não devemos deixar de cobrar o Estado pela correta administração de recursos e garantia do exercício dos Direitos Humanos nas instalações públicas, inclusive dentro dos presídios, onde infrações aos princípios dos direitos fundamentais inerentes à todos são constantes. Portanto, o ato de doar, por si só, não resolve o problema, pois pode ser visto como uma forma de mascarar um problema que possui raízes estruturais. Então, além de recebermos doações, estamos pensando em outras ações, as quais divulgaremos aqui na página em breve. Contamos com o apoio e a colaboração de todos!

Hoje tivemos o privilégio de participar do primeiro dia da Semana da Diversidade na E.E. Brasilio Machado por meio de um...
13/11/2017

Hoje tivemos o privilégio de participar do primeiro dia da Semana da Diversidade na E.E. Brasilio Machado por meio de uma conversa com os alunos sobre feminismo, invisibilidade e interseccionalidade. Obrigada, professora Camila, por conduzir a abertura do evento, e pelo convite da professora Conceição Pereira, que nos deu a possibilidade de participar desse projeto maravilhoso! Foi a primeira vez que tivemos uma experiência desse tipo e todos os presentes certamente saíram de lá não só esclarecidos, mas principalmente mais fortalecidos contra as práticas e os discursos que invisibilizam as mulheres, LGBT, negros e negras, indígenas, pobres, enfim, as ditas "minorias" não em quantidade, mas em direitos garantidos. Agradecemos imensamente a acolhida calorosa e interessada da plateia, os questionamentos e a coragem no meio da discussão de temas tão "complexos", mas tão necessários a serem refletidos tanto dentro quanto fora da escola.
Encontros como esse concretizam o real sentido de “Juntas, somos mais fortes”.

13/10/2017

Nós, do Coletivo Tuíra, recentemente postamos um vídeo no qual várias mulheres, dentre elas alunas, professoras e funcionárias de diferentes setores do Colégio Bandeirantes, manifestam o motivo de se identificarem com o movimento feminista. Isso porque, acreditamos que conseguir a união de alunas, professoras e demais funcionárias em uma campanha de luta pelos direitos das mulheres no espaço escolar, geralmente considerado conservador, é um primeiro passo para chamar a atenção para a importância e necessidade do feminismo e de suas diferentes pautas.Fizemos uso da música "100% Feminista" - MC Carol & Karol Conká feat. Leo Justi & Tropkillaz, cantada por duas artistas negras originárias da periferia.
O Colégio Bandeirantes é, infelizmente, assim como grande parte dos colégios particulares de São Paulo, composto por uma maioria esmagadora de estudantes e professores brancos. Nas reuniões do coletivo e nos debates por ele promovidos, buscamos sempre abordar as questões feministas de forma intersseccional.
Dessa forma, procuramos sempre reconhecer nossos privilégios, respeitando o lugar de fala e vivências de nossas companheiras que são vítimas de outras opressões. Aprendemos constantemente com elas que o racismo é estrutural e um sério problema na sociedade. Na tentativa de não invadirmos o lugar de fala de outra pessoa e por sabermos que nada substitui a vivência no momento de expor a opressão sofrida, convidamos mulheres como Djamila Ribeiro, ativista do feminismo negro, para garantir que as pautas dessa vertente do movimento feminista, que são inúmeras e urgentes, não sejam deixadas de lado por nós. Nossa intenção nunca foi desviar o foco dessas pautas.
O objetivo de termos publicado esta nota de forma alguma é uma tentativa de abafarmos os debates suscitados por nosso vídeo, uma vez que se tratam de reflexões necessárias e que devem continuar, já que perceber a presença ínfima de mulheres negras no vídeo é perceber a presença ínfima de estudantes e professores negros em colégios de elite. O motivo de termos redigido a nota, por outro lado, é mostrar que nos atentamos a essa realidade e que não deixaremos de discutir, nos informar e questionar com o intuito de melhorá-la sempre.

11/10/2017

Nós, do Coletivo Tuíra, temos o prazer de apresentar nosso primeiro vídeo! Inspiradas no que foi produzido pelas meninas da Poli, propusemos a alunas e funcionárias do Colégio Bandeirantes que refletissem sobre o motivo de se identificarem com o movimento feminista. O resultado que compõe o vídeo é uma mistura de diferentes ideias e pensamentos que representam nossa luta.
Música: "100% Feminista" - MC Carol & Karol Conká feat. Leo Justi & Tropkillaz

28/09/2017

Amanhã, será exibido o filme "O Silêncio do Céu", que debate sobre cultura do estupro e o consequente silenciamento das vítimas. Após o filme, a promotora de Justiça Criminal Nathalie Kiste Malveiro, que atua na defesa dos direitos das mulheres debaterá conosco a respeito do tema.
O evento será no Studio 268, às 13:30 e é aberto a toda a comunidade escolar.
Trailer do filme: https://youtu.be/frY3iDxzNlE
Para participar, é necessário se inscrever no link: https://goo.gl/xknhb2

27/08/2017

NOTA DE REPÚDIO
Você sabe o que é "revenge p**n"? Alguma amiga sua, ou até você mesmo, já teve os "nudes" vazados? Você já participou de um grupo de Whatsapp, no qual compartilharam imagens íntimas de alguém sem seu consentimento? Infelizmente, o Band não está livre de episódios do gênero, já que, mais de uma vez, garotas do colégio tiveram conteúdo pessoal desse tipo espalhado. Abordar e debater formas de solucionar a questão é de extrema necessidade. Afinal, são inúmeros os casos de suicídio motivados pela p**nografia de revanche, o que pode ser classificado como um relevante problema social. Por trás da atitude repugnante de quem divulga imagens de outra pessoa sem seu consentimento, se esconde um machismo fortemente enraizado na sociedade.
A mentalidade de que seria vergonhoso garotas terem conversas de teor sexual, seguida pela reprodução de discursos moralistas e misóginos, os quais culpabilizam as vítimas, é responsável pela humilhação feminina e impunidade masculina. A vítima é constantemente alvo de julgamentos morais e de preconceito, já que para a sociedade machista é inconcebível que mulheres tenham liberdade sexual ou sejam tão livres quanto os homens para explorar suas sexualidades. Dentro do Band, episódios assim acabam sendo ainda mais graves. Por ser um ambiente menor e muito integrado, as fotos se espalham mais rápido, o julgamento vem de todos os lados e a garota pode se sentir isolada, humilhada e com sua integridade física e psicológica prejudicada.
O "revenge p**n", por mais que tenha esse nome, pode ser motivado por mais do que meramente vingança. Pode ser uma tentativa do garoto de se autopromover entre os colegas, expor a existência de sua vida sexual ou constranger a garota por qualquer que seja o motivo. No entanto, como seria possível alguém se autopromover por algo se não houvesse o apoio e a aprovação das pessoas com quem o conteúdo é compartilhado?
Dentro do colégio, é muito importante que o diálogo sobre essas motivações e o machismo escondido por trás delas seja sempre aberto e que, dentro do contexto educacional, a educação de gênero esteja sempre presente. Mas, além das atitudes da instituição, cada um de nós pode fazer a sua parte! Não compartilhar o conteúdo vazado, quebrando a corrente de divulgação, dar suporte a vítima e não fazer nenhum juízo de valor sobre o caráter ou atitude da garota são atitudes extremamente necessárias. Devemos, além disso, repudiar frases, como: "ninguém mandou mandar nudes" ou "ela deveria saber que não podia confiar nele", ditas após o fato ocorrido. Isso, porque, elas apenas desviam a responsabilidade do infrator e afetam ainda mais a condição psicológica da vítima, que se sente desamparada. É importante que nos lembremos que a culpa nunca é da garota exposta!
É essencial também que todas nós, garotas, saibamos que existem atitudes legais que podem ser tomadas contra a divulgação de nosso conteúdo íntimo. Existe a possibilidade de retirar a mídia de circulação e punir o responsável nos termos da lei. Isso, porque, vazar "nudes" é considerado cibercrime e o infrator pode responder por injúria ou difamação.
O Coletivo Tuíra está sempre de portas abertas para dar assistência psicológica para vítimas do "revenge p**n" e aconselha-las da melhor forma: seja sobre como procurar orientação jurídica ou sobre como entender que não há razão para sentir vergonha ou culpa.
Seguiremos juntas, meninas! Mexeu com uma, mexeu com todas!

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Rua Berta, 245
São Paulo, SP
04120-040

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