26/08/2025
PELO FIM DA PERSEGUIÇÃO ÀS LUTADORAS DA EDUCAÇÃO!
Nós, militantes da LCB - Liga Comunista Brasileira - vimos a público manifestar nosso incondicional apoio à professora, amiga e camarada Adriana Garcia, que tem sido vítima de perseguição política dentro do magistério estadual de Santa Catarina, mais especificamente nos espaços do SINTE-SC e SINTE Regional Florianópolis.
Trata-se da acusação estapafúrdia de que Adriana, professora admirada, grevista de primeira hora, lutadora incansável desta categoria, sindicalizada desde sempre, em todos os muitos anos de act e na recém conquistada condição de efetiva da rede, mãe de três filhos...teria, nos acontecimentos da campanha eleitoral última do SINTE, agredido um dos adversários, numa "arapuca" marcada pelas provocações mais baixas, dignas de MBL. A agressão, de tão surreal, parece não se comprovar nem mesmo no boletim de ocorrência registrado pela suposta vítima, já que no boletim de ocorrência registrado a vítima não relata lesões, mesmo se dizendo vítima de agressão.
Essa "agressão sem lesão" foi o mote para, no sábado último, na reunião do conselho deliberativo do SINTE SC, a "vítima" propor a EXPULSÃO da camarada Adriana do quadro de filiados do sindicato, retirando dela os direitos políticos constitucionais sem nenhum crime comprovado ou julgado sequer.
É bom esclarecer que a "vítima" é um homem com histórico de barbaridades na política local, que reiteradamente persegue, calunia e ameaça mulheres, especialmente professoras militantes. Recaem sobre a dita "vítima", isso sim, acusações seríssimas, registradas em diversos boletim de ocorrência. No entanto, mesmo nesta condição, nunca teve sua expulsão cogitada por nenhuma das vítimas de suas diversas canalhices.
Sabemos que o que acontece, de fato, é uma perseguição política sistemática, vinda do mesmo grupo político que já no processo eleitoral impugnou chapas e candidatos - inclusive a própria Adriana - naquele pleito, método que muito temos visto nas atuações da extrema direita, infelizmente.
É baixaria rasteira, de quem vê a política como favorecimento pessoal, prática típica daqueles que movem mundos e fundos por mesquinharias com o dinheiro da categoria, como gasolina em carro próprio, rodar com o carro da entidade ao bel prazer, além de usufruir, com o dinheiro da categoria, de benesses que essa própria não desfruta. Um escárnio.
Deveria causar estranheza a Executiva Estadual acatar esse tipo de denúncia falaciosa que apenas reitera a violência que recai sobre a Professora Adriana. Mas não surpreende quando lembramos que, ao longo do processo eleitoral, ambos os grupos decidiram alinhados os rumos antidemocráticos do pleito em questão.
Essa mesma Executiva que apenas faz rodízio entre as mesmas pessoas há duas décadas na gestão sindical, que é a grande responsável pelo arrefecimento da luta no magistério estadual, que não tem respostas contundentes diante das inúmeras ações de entreguismo, negociatas e denúncias graves de assédio moral e sexual, além de violência política de gênero, que recaem sobre o grupo.
Sabemos que o real objetivo é excluir Adriana dos debates, por medo da sua capacidade de representar a fala e vez de muitos e muitas. Lamentamos muito que o debate esteja sendo cerceado desta forma, e nos colocamos radicalmente contra tal postura, notadamente antidemocrática e covarde.
Quando a fala sindical vem em sintonia com a fala patronal, usando da precariedade criada a partir da condição de ACT para enfraquecer a atuação destes dentro do SINTE, com o "act eventual", é porque o projeto destes grupos não parte das demandas da categoria, mas sim dos seus próprios projetos políticos pessoais. A dita oposição, agora gestão, quer festa com o dinheiro da categoria, "pão e circo" para esconder a completa ausência de um projeto de luta consistente. Aliás, projeto mesmo só o de calúnia, ao acusar a antiga gestão de deixar o caixa vazio quando, comprovadamente, foram deixados quase meio milhão de reais em caixa. Caluniam e difamam para se perpetuarem nas entranhas do sindicato, exatamente como seus aliados da executiva estadual.
Em um sindicato que debate o adoecimento docente, a violência contra professores, mas é incapaz de resolver internamente os muitos casos de homofobia, racismo e machismo nas suas estruturas internas, sabemos da importância de se superar este debate rasteiro e reorganizar a luta pelo o que interessa (à categoria): os direitos do magistério estadual.
A quem interessa calar Adriana? A qual projeto serve o silenciamento de quadros de oposição do magistério? São perguntas essenciais, que ficam para o debate.
Esperamos que o PSOL, partido onde estão filiados os que agem de maneira golpista e antidemocrática no SINTE, tome providências em defesa de um ambiente ético e salutar dentro da esquerda catarinense.
Lugar de "xupetinhas", de oportunistas, é longe dos espaços de luta e organização da classe trabalhadora! FORA OPORTUNISTAS! ADRI F**A!
Liga Comunista Brasileira - Santa Catarina