Baía de Guanabara é Vida

Baía de Guanabara é Vida A Baía de Guanabara possui uma natureza rica e diversificada, apesar dos desafios ambientais que enfrenta.

A baía é um estuário com grande biodiversidade, incluindo manguezais, florestas alagadas e uma variedade de espécies marinhas, como peixes e aves.

24/04/2026

Curva do Canhão.
Praia da Bandeira.

Foto: Magda Cristina Michel

18/04/2026
Tartarugas aparecem mortas em praia de Niterói, e pescadores denunciam vazamento de óleo https://oglobo.globo.com/rio/ba...
12/03/2026

Tartarugas aparecem mortas em praia de Niterói, e pescadores denunciam vazamento de óleo
https://oglobo.globo.com/rio/bairros/niteroi/noticia/2026/03/12/tartarugas-aparecem-mortas-em-praia-de-niteroi-pescadores-denunciam-vazamento-de-oleo.ghtml

Animais foram encontrados nestas quarta e quinta na areia

Pescadores que trabalham na Praia Grande, em Niterói, estão vendo virar rotina as mortes de tartarugas no local. Nesta quinta-feira (12), um animal foi encontrado morto no início da tarde. Na quarta (11), outro também apareceu na areia já sem vida, preso a um pedaço de isopor. Como publicou O GLOBO-Niterói, um levantamento feito pelo Projeto de Monitoramento de Praias (PMP) mostrou que pelo menos 50 tartarugas foram encontradas mortas nas praias da cidade em três meses.

Os casos na Praia Grande são atribuídos a um vazamento de óleo registrado pelos pescadores há pelo menos três dias. Segundo eles, técnicos do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) estiveram no local e colocaram uma boia para conter o espalhamento do resíduo, enquanto o problema não é solucionado e a origem do óleo identificada.

— Pescadores de fora também reclamaram, porque dependem do local para descarregar seus pescados, e a água estava imprópria para lavar as caixas onde os peixes ficam armazenados. Nós somos os maiores prejudicados — disse um dos pescadores, que preferiu não se identificar.

Vídeos feitos por pescadores mostram o óleo saindo da galeria pluvial rumo à praia. Nas redes sociais, o vereador Professor Túlio reuniu algumas dessas imagens para fortalecer a denúncia.

"Isso é um crime ambiental gravíssimo que destrói ecossistemas, contamina a água, compromete a pesca artesanal e coloca em risco a vida de diversas espécies. A Baía de Guanabara é um patrimônio natural do Rio de Janeiro. Esse crime precisa ser apurado com rigor", disse ele, na publicação.

O que diz o Inea
O Inea informou que atua desde terça-feira para conter e mitigar os impactos de lançamento irregular de óleo na rede de águas pluviais que deságuam na Praia Grande. Na quarta, explicou, foram instaladas duas barreiras absorventes na saída da galeria para conter o avanço do óleo e impedir que o poluente atingisse o mar.

O órgão estadual reforçou que as atividades desenvolvidas na região do incidente estão sob licenciamento municipal, cabendo à Prefeitura de Niterói a fiscalização de ligações irregulares e clandestinas e identificação dos responsáveis, além da limpeza da faixa de areia e destinação dos resíduos. Ainda segundo o instituto, não é possível relacionar mortes de tartarugas ao vazamento.

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Animais foram encontrados nestas quarta e quinta na areia

Completa 26 anos em 2026 como um dos maiores e mais graves desastres ambientais da história do Brasil.O vazamento de óle...
30/01/2026

Completa 26 anos em 2026 como um dos maiores e mais graves desastres ambientais da história do Brasil.

O vazamento de óleo ocorrido em janeiro de 2000 na Baía de Guanabara, provocado pelo rompimento de um duto da Petrobras (Reduc) que despejou cerca de 1,3 milhão de litros de óleo cru, que em poucas horas atingiu toda estensão da Baía de Guanabara.

A tragédia, que atingiu uma área de 50 km², cobrindo 23 praias e destruindo manguezais, é frequentemente lembrada não apenas pela sua magnitude inicial, mas pelo passivo ambiental e social que deixou.

Pontos importantes sobre o desastre:
Impacto no Ecossistema: O petróleo formou uma película na superfície, afetando a troca gasosa, a fotossíntese das algas, a fauna e a flora, além de provocar desequilíbrio na cadeia alimentar.

Área de Proteção Ambiental (APA): O vazamento atingiu severamente os manguezais da APA de Guapimirim, uma das últimas áreas preservadas da região.

Impacto Social e Econômico: Mais de 20.000 pescadores artesanais e catadores de caranguejo foram impedidos de trabalhar, com suas redes cobertas de óleo, gerando insegurança alimentar e econômica que, segundo relatos de associações na época, gerou lutas por indenização a longo prazo.

Investigações e Multas: O acidente foi atribuído à ruptura de um duto, supostamente por acomodação do terreno. A Petrobras recebeu multas significativas na época, mas o passivo ambiental gerou debates persistentes sobre a eficácia da recuperação dos manguezais afetados.

Apesar de ações de mitigação na época, o vazamento de 2000 consolidou-se como uma cicatriz na gestão ambiental da Baía de Guanabara, lembrando a fragilidade do ecossistema frente à atividade industrial e de transporte de petróleo.

Pescadores afetados lutaram por anos por indenizações da Petrobras, evidenciando a falha na mitigação social do desastre.

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Óleo, lixo, esgoto e efluentes tóxicos, tudo vai parar na Baía de Guanabara A presença de óleo e outros poluentes na Baí...
21/01/2026

Óleo, lixo, esgoto e efluentes tóxicos, tudo vai parar na Baía de Guanabara

A presença de óleo e outros poluentes na Baía de Guanabara, frequentemente relatada sem a devida fiscalização preventiva, é um problema crônico que ameaça a biodiversidade, o turismo e a pesca artesanal.

Apesar de ser uma Área de Preservação Permanente (APP) e Patrimônio Cultural da Humanidade, a baía sofre com derramamentos frequentes, muitas vezes originados de embarcações, estaleiros ou vazamentos em dutos, sem que os responsáveis sejam identificados imediatamente.

Baía da Guanabara, um paraíso intoxicado pela indústria do petróleo e gás

No dia 11 de novembro publiquei neste blog um texto sobre a situação de calamidade criada na Baía da Guanabara pela indústria de petróleo e gás que transformou um rico ecossistema em uma zona aberta de sacrifício, com a instalação de múltiplos terminais e pontos de despejos de todo tipo de poluição química. Pois bem, no dia de ontem, o jornal O Globo publicar uma matéria intitulada “Paraíso hostil: óleo, lixo, esgotos e efluente tóxicos. tudo vai parar na Baía da Guanabara” de autoria do jornalista Rafael Galdo (ver imagem abaixo).

paraíso hostil 1

A matéria faz uma descrição bem elaborada dos diferentes tipos de fontes de lançamento de poluentes no interior do ecossistema da Baía da Guanabara, e traz um mapa que aponta para a situação razoavelmente heterogênea em termos de níveis de degradação, bem como os principais “players” envolvidos na chegada de substâncias químicas que afetam a vida em uma região de alto interesse ecológico (ver mapa abaixo).

paraíso tóxico

O interessante é que, muito em função da ação de monitoramento realizado pela Associação Homens do Mar da Baía da Guanabara (Ahomar), há um conhecimento relativamente forte das principais fontes de poluição em pontos principais da baía. Tal conhecimento deveria estar permitindo, por exemplo, que órgãos ambientais (i.e., INEA e IBAMA) realizassem ações para coibir atividades ilegais e que atentam contra a integridade ecológica da Baía da Guanabara. Entretanto, como relatado na matéria assinada por Rafael Galdo, isto aparentemente não está ocorrendo na forma e intensidade necessárias para se evitar uma degradação ainda maior.

O que me parece evidente é que além dos problemas já tradicionais de lançamento de esgotos in natura e de lixo, o crescimento desenfreado e descontrolado das atividades de petróleo e gás representam atualmente o maior risco ambiental e social não apenas para o interior da Baía da Guanabara, mas também para os mais de 11 milhões de habitantes localizados no seu interior ou entorno.

Apesar deste ser um tema “batido”, me parece que em 2022 há que se cobrar uma ação mais diligente dos órgãos ambientais e também da comissão de meio ambiente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), na medida em que os riscos existentes poderão gerar ainda um evento de grandes proporções no interior da Baía da Guanabara.

Finalmente, há que se enfatizar a importância do trabalho do pescadores da Ahomar que estão desenvolvendo ações de monitoramento das atividades poluidoras, sem as quais não teríamos como saber o que está acontecendo em um dos mais belos cartões postais do Brasil que foi transformado em “paraíso hostil”.

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Endereço

Baía De
Rio De Janeiro, RJ

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