04/05/2026
Estamos no ano da décima primeira eleição direta para governador do Estado do Rio de Janeiro após o golpe de 1964 e vivemos, no estado, uma anarquia política. Uma situação que mostra a degradação da política.
A primeira eleição direta foi em 1982. No segundo semestre de 1981, o PDS, partido criado no ano anterior para representar o governo federal e pavimentar a passagem o caminho para a recuperação da democracia, movimentava-se, no estado, para encontrar um candidato a governador.
Os deputados federais filiados ao partido, pensaram em lançar um dos colegas, o deputado federal Rubem Medina, oriundo do MDB. Rubem resistia.
O governo federal apresentou ao partido, o engenheiro Emilio Ibrahim, pessoa ligada ao Ministro dos Transportes, Mário Andreazza. Mas, apesar de cumprir uma agenda política intensa, Emílio Ibrahim não conseguiu conquistar o partido e as pesquisas mostravam que ele também não empolgava o povo.
O último compromisso político do engenheiro aconteceu numa churrascaria em Laranjeiras. Lá, os deputados federais, mesmo presentes, sinalizaram o interesse do partido pela renúncia do engenheiro.
Rubem Medina, incomodado com o movimento, publicou uma nota paga no O Globo, edição de 26 de maio de 1982.
Amaral Peixoto insistiu e a campanha do Rubem Medina passou a existir.
Rubem aceitou o convite: “só para mostrar que não tem essa não de partido não competitivo no Rio”. Wellington Moreira Franco aceitou ser o candidato. Quase venceu a eleição.
Tempo bom...
Essas e outras histórias da participação do Rubem Medina no processo de redemocratização estão no livro Isso de Política...