08/10/2024
O jogo de poder e as eleições municipais de 2024
Quem pensa que as eleições municipais não tem relação com a agenda nacional está enganado. Não estou me referindo somente à polarização, mas lhe convido a observar que são os prefeitos - que inclusive recebem as emendas de orçamento dos deputados- e os vereadores, que serão os principais cabos eleitorais dos deputados, senadores e governadores da próxima eleição.
Sim, os presidentes dos partidos montam as chapas conforme seus projetos de poder. Melhor dizendo, os deputados estão plantando suas eleições de 2026, nesse pleito.
Fora isso, o eleitor não liga se as propostas dos candidatos são de competência dos municípios.
A prova é que as maiores votações para vereador no país foram dadas a candidatos que discutiram ab**to, ideologia de gênero e tantos outros assuntos que chamaram a atenção da população.
Outra evidência reside no jogo dos conservadores no congresso logo antes das eleições desse ano colocando em votação temas de costumes na expectativa, pelo visto bem sucedida de acuar os congressista de esquerda.
O presidente preferiu não participar das eleições para não descontentar o centrão que tem maioria no parlamento e podeis colocar em risco as votações de temas importantes ao governo.
As votações para prefeito possuem caráter de plebiscito, quanto a continuidade ou não da administração quando busca a reeleição.
Temas como inflação, desemprego ou crescimento econômico, que poderiam favorecer a esquerda, também não são municipais, mas o pior é que são difíceis de comunicar a um eleitorado pouco escolarizado.
Assuntos municipais como saúde, educação e em parte segurança, caíram numa rotina retifica onde o povo desconfia já tem ouvido as mesmas promessas no passado. Lógico, que há exceções, no entanto até a gestão por resultados parece ser um tema monopolizado pelo Cherri direita.
O resultado é o PT, fazengk menos prefeituras do que o derretido PSDB, uma abstenção recorde e o alardeado risco ao processo democrático por descrédito, consumindo o modelo de dentro para fora.
Na esquerda cresce o temor pelo embate ideológico, a presença do governo federal prometendo fazer “chover” recursos nas cidades que se alinharem, simplesmente não aconteceu.
O eleitor buscou se identificar com o que entendeu, sem se preocupar se a questão é assunto de câmara de vereadores e prefeituras.
Os presidentes de partidos, comemoram seus futuros cabos eleitorais, de olho na eleição que lhes interessa.
Os dados já foram lançados…