28/08/2026
LULA É INTERROGADO NO JORNAL NACIONAL E EVOCA MENTIRAS DA IMPRENSA NA LAVA JATO
"Lula não está sendo entrevistado. Está sendo interrogado no Jornal Nacional. Tanto que já disse que se sente no Ministério Público. Mesmo assim, está dando um show de agilidade mental, humor e vitalidade física", publicou o jornalista e escritor Moisés Mendes, durante a sabatina nesta quinta-feira (27) do presidente Lula (PT) no Jornal Nacional da Globo.
O presidente classificou como "ilações" as acusações de tráfico de influência contra seu filho Fábio Luís, chamado pela mídia de Lulinha. "Se o Fábio cometeu qualquer ilícito, ele terá que pagar como qualquer cidadão brasileiro que cometeu ilícito", reiterou.
Candidato à reeleição, Lula relembrou as investigações e os processos que resultaram em sua prisão de 580 dias e afirmou que havia interesses políticos por trás da operação Lava Jato.
“Você sabe que eu fui vítima da maior mentira montada neste país. Que tinha como objetivo não me deixar ser candidato em 2018, tinha como objetivo desmontar a indústria de engenharia deste país e criar uma imagem negativa da Petrobras”, declarou.
Ele também disse que decidiu, à época, se entregar à prisão para enfrentar as acusações, provar sua inocência e demonstrar a conduta irregular de seus principais acusadores. “Eu decidi, eu vou para a cadeia porque eu quero provar que o Moro é mentiroso, quero provar que o Dallagnol é mentiroso e quero provar que a imprensa um dia vai pedir desculpa”, afirmou.
“Porque a imprensa brasileira comprou, comprou uma mentira, vendeu a mentira e nunca reconheceu que comprou uma mentira”, falou. "A imprensa brasileira sabe que ela produziu um monstro mentiroso chamado Moro, chamado Dallagnol. Eu não esqueço do PowerPoint mentiroso contra mim. Eu não esqueço”, disse Lula.
Lula recordou que sua ex-esposa, Marisa Letícia, "morreu por conta da falsa acusação que foi feita na Lava Jato".
"Eu fui acusado de ter um apartamento que eu não tinha, eu fui acusado de ter uma chácara que eu não tinha. Portanto, como eu não sou juiz, eu vou muito devagar com isso. Eu não gosto de fazer pirotecnia com acusações sem que você termine o inquérito. Todos que foram citados, todos que participaram, o caminho é um só. É o caminho da apuração, da investigação, ou da inocência ou da condenação, se tiver cometido crime", salientou.
Ao longo da sabatina, o presidente respondeu várias perguntas sobre o seu ex-chefe de gabinete, o senador Jaques Wagner (PT-BA), a dívida pública, a responsabilidade fiscal, os descontos ilegais de aposentados do INSS, a segurança pública, os Correios e a educação, dentre outros temas.
Foi um verdadeiro interrogatório, onde Lula foi cobrado, interrompido e confrontado em diversos momentos, mas respondeu os questionamentos e destacou a reconstrução do governo, os investimentos em educação, os ptojetos e os desafios para um quarto mandato.
A pergunta que não quer calar: o tom agressivo dos jornalistas César Tralli e Renata Vasconcellos será o mesmo, nesta sexta-feira (28), quando entrevistarão o candidato da extrema direita Flávio Bolsonaro (PL)?
Fonte: Brasil 247 e UOL
Foto: Ricardo Stuckert