02/06/2026
Quem estava presente no ESC, no último sábado, viveu um daqueles momentos que entram para a memória de uma cidade.
Enquanto caminhava pelo corredor em direção ao octógono, Adriel carregava muito mais do que a responsabilidade de enfrentar um adversário duríssimo. Carregava o orgulho de representar sua terra diante de centenas de pessoas.
A música de entrada começou a tocar.
Nos primeiros segundos, poucos entenderam.
Mas bastou ecoar a frase:
“Carcará, lá no sertão...”
E algo especial aconteceu.
Os pedreirenses reconheceram imediatamente a homenagem. O ginásio explodiu em aplausos, gritos e emoção.
Não era apenas uma música.
Era uma homenagem a João do Vale e ao povo guerreiro de Pedreiras.
Conhecido por anos de dedicação à música e pelos palcos da região, Adriel decidiu representar sua cidade de uma forma diferente. Desta vez, não diante de um microfone, mas dentro do octógono, em um dos maiores eventos de luta do Nordeste, enfrentando um atleta de uma das equipes mais respeitadas do Maranhão.
O combate foi intenso.
A cada round, a tensão aumentava.
Até que, no segundo round, diante dos seus conterrâneos, surgiu a oportunidade perfeita.
Uma sequência de golpes precisos.
O adversário caiu.
Nocaute.
A arena veio abaixo.
A explosão de alegria mostrou que aquela vitória era muito maior do que um resultado esportivo.
Mas essa história não começou naquela noite.
Após a luta, Adriel revelou que descobriu nas artes marciais sua segunda grande paixão.
“A música sempre foi minha primeira paixão. Mas quando conheci as artes marciais, me apaixonei também. Desde então, nunca mais parei de treinar.”
Questionado sobre os próximos desafios, revelou que ainda pretende fazer novas lutas. Mas, por enquanto, volta suas atenções para outro sonho: o lançamento do seu audiovisual, gravado no Boteco da Orla, em Lima Campos.
Sobre a escolha de Carcará para sua entrada, a resposta emocionou ainda mais:
“Carcará fala de coragem, resistência e força. E eu vejo essas características no povo de Pedreiras. Minha entrada foi uma homenagem a esse povo guerreiro.”
Porque naquela noite, ao som de Carcará, um cantor entrou no octógono.
Mas foi um guerreiro que saiu dele.