29/11/2025
Bruna e Vinícius sempre ouviram que amor é sorte e, no começo, até parece que é. Afinal, foi sorte o Vini encontrar a Bruna pelas redes, ela responder um simples “oi”, eles se reconhecerem nas camisetas de banda e pelo gosto por rock, mesmo em meio àquela festa de igreja.
Mas depois do encontro, tudo foi menos sorte e mais escolha. Vieram distâncias, vestibular, mudança de cidade, fases diferentes, morar juntos sem maturidade, conversas difíceis, erros, saudades, desafios, pandemia… e muita terapia. O amor deles foi resistente. Nunca ponto final, sempre vírgula.
Foi assim que o professor de física e a assessora jurídica encontraram respostas — não nas leis da física, tampouco nas constitucionais. O que os salvou foi o que diz certa canção. Porque depois de muitas mudanças, crescimento e coragem, colocaram os pés no chão e entenderam que o amor não era só magia, destino ou fórmula pronta. Era ação.
Como canta Belchior:
“Eu não estou interessado em nenhuma teoria,
em nenhuma fantasia, nem no algo a mais.
A minha alucinação é suportar o dia a dia
e o meu delírio é a experiência com as coisas reais:
AMAR E MUDAR AS COISAS ME INTERESSA MAIS”
Foi isso que fizeram. Cresceram, aprenderam com as qualidades um do outro, acolheram as diferenças e abriram espaço até pra Rita e Chico completarem a família. Construíram uma cumplicidade de 10 anos, equilibrando sonho e realização, até desejarem algo que antes não fazia sentido: casar. Então, desde o “sim” dito no pedido de casamento, Bruna passou a enxergar a beleza dos rituais.
Por isso, em agosto desse ano, confirmaram a decisão de seguir juntos, vivendo as coisas reais: viagens, cafés superfaturados, séries com pizza, samba, bateria, plantinhas no quintal e o sonho do concurso, sabendo que um estará ao lado do outro em cada etapa, mudando quantas vezes for necessário em prol da relação.
Porque Bruna e Vinícius não são obra do destino: são obra da ação, da escolha diária, desse amor que se interessa mais por amar e mudar as coisas.
E que sigam brindando por muitos anos ao que têm de mais valioso, como gostam de dizer: “nóis”.
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