30/05/2026
Posse do primeiro vigário, Padre Francisco Apoliano – 1942
A Vila de São Manuel do Marco recebe apoteoticamente S. Excia. Revdma. D. José Tupinambá da Frota e o seu primeiro Vigário Revdmo. Pe. Francisco Apoliano
No dia 5 do corrente, com destino a São Manuel do Marco, partiram desta cidade, às 15 horas, conduzidos o Revdmo. Pe. Francisco Apoliano, primeiro Vigário daquela prospera Vila, Pe. José de Osmar Carneiro, ilustre Reitor do Seminário Maior de Sobral, Pe. Sabino Loiola, digno Diretor da Obra das Vocações Sacerdotais, Pe. José Alcino Pinto e Gonçalo Eufrásio, distintos e zelosos cooperadores e Vigário de Granjeiro, Pe. Sabino Arraes de Freitas, Vigário de Santana, Snr. Francisco Neves, Delegado de Jacome Filho, o prestigioso e Diretor dos Diários de Osvaldo Silveira, o Pe. Francisco Apoliano.
Às 18 horas, chegaram em Marco.
A vila toda engalanada apresentava-se festiva para receber seu primeiro vigário.
Multidão compacta se encontrava em ala.
Por entre alas de resplandecência do cel. Manoel Neves, dirigiram-se às vistas.
A Banda de Música de São Manuel se achava em destaque o Hino Nacional, ferindo de o ou inúmeras girândolas de foguetes.
Fez prestada em seguida expressiva manifestação de júbilo.
Em nome do povo marcuense, proferiu aplaudido discurso o senhor José Arraes de Andrade, em que Pe. Apoliano, o prof. Joaquim Arroio foi belo e gentilmente recebido pelo povo de Massapê.
Ali se achavam o Revdmo. Pe. Sabino Loiola, digno Vigário de Acaraú e o Revdmo. Francisco Sancho, de Massapê.
Por entre palmas, flores e vivas percoreu as ruas.
Manifestações religiosas e em geral S. Excia. Revma. Ao chegar ao palácio do cel. Manoel Neves, onde devia alojar-se, foi alvo de grandes demonstrações de saudação, orando Jacome Filho, o aplaudido orador, terminando.
S. Excia. Revdma, agradecendo de modo comovido a todas as gentilezas que lhe foram prestadas, deu também o seu termo e sentiu-se muito à vontade.
Em seguida tomou posse da paróquia o Revdmo. Pe. Francisco Apoliano, seguindo-se a missa celebrada pelo reverendíssimo bispo.
Às 12 horas foi oferecido um banquete.
Na série de despretensiosos comentários sobre a situação internacional que venho trazendo ao correr de semanas, cumpre-me hoje de um ponto, com o mesmo temperado, mas sempre de capital relevância, mas nunca de desdenhar de todas essas tragédias, de dor, de angústias e misérias que assombram a humanidade.
Refiro-me ao título que eu acima estampas, sobre cuja veracidade histórica apresenta os seus fundamentos e em torno de cuja magnífica síntese se baseiam os enciclopedistas e outros firmaram a S. Excia. e comitiva, lauto almoço.
Às 13 horas, voltava a S. Excia. o Revdmo. bispo, de onde distintos visitantes regressavam.
Neste notável momento, queremos justiça destacar o grande concurso que teve S. Manuel do Marco por parte do muito e zeloso amigo Pe. Freitas Rios, o vigário da paróquia.
O Sr. Freitas Rios soube demonstrar sem austeridade nem temor a terra de seu adoção, sempre muito benemérito e de um espírito de lealdade.
Destacamos também as relevantes serviços prestados na organização.
Ninguém desconhece que os problemas do «contêndio» que constituem a causa desta guerra. Todos sabem que os problemas sociais, e as suas complexidades de ordem econômica e econômico-social, por vezes tão simples e pretexto, como o da religião, e o de uma autêntica soberania, ou a uma nação, estranhas às possibilidades democráticas, essas aptidões, se impõem e se exigir, de Berlim os resultados das cláusulas de Versalhes.
Na sua irradiação para o Brasil queria tal transplantação, a realização de um milagre.
Alegria e o povo marcuense mais nobre da sua justa altivez.
O seu ideal transformou-se em fulgurisima realidade.
Sua surpresa foi elevada a dignidade de Mariri, foi solenidade e a paróquia de Marco.
Agradecemos o cativante convite que nos foi dirigido e também os louvores e bens do futuro progressos marquense.