24/03/2026
O Centro Acadêmico de Ciências Sociais (CACS) vem a público manifestar seu veemente repúdio à proposta de alteração na proporcionalidade dos votos no processo eleitoral em curso.
Historicamente, a adoção do voto paritário com divisão equilibrada entre discentes, docentes e técnicos-administrativos (33% para cada segmento) representa um compromisso com a gestão democrática e com o reconhecimento de que a universidade é construída coletivamente por todos os seus sujeitos. Trata-se de um princípio que assegura a pluralidade de vozes e a participação equitativa nas decisões institucionais.
Nesse sentido, causa profunda preocupação a proposta de substituir o modelo paritário por uma composição desproporcional, que atribui 70% do peso dos votos ao corpo docente, relegando discentes e técnicos-administrativos a apenas 15% cada. Tal proposta não apenas rompe com o princípio da isonomia entre os segmentos, como também enfraquece a participação estudantil e técnico-administrativa, pilares fundamentais da vida universitária.
A universidade pública deve ser um espaço de construção coletiva, diálogo e inclusão, e não de concentração de poder. A mudança proposta representa um retrocesso democrático, ao reduzir a capacidade de influência de grande parte da comunidade acadêmica nos rumos institucionais.
Reafirmamos nosso compromisso com a defesa de processos eleitorais justos, transparentes e verdadeiramente democráticos. Reivindicamos a manutenção do voto paritário como expressão legítima da autonomia universitária e da participação igualitária entre os segmentos.
Por fim, conclamamos toda a comunidade acadêmica a se posicionar em defesa da democracia interna e contra qualquer medida que comprometa a equidade e a representatividade dentro da universidade.
E uma última questão: a quem interessa o voto não paritário?
Centro Acadêmico de Ciências Sociais (CACS)