14/09/2024
Eis aqui a minha contribuição a tua campanha caro ser político: da série SE EU FOSSE ELEITO, levada ao ar pela afiliada da Globo aqui na cidade e acho que deva existir quadro igual em todas as afiliada, em todos os estados:
1. Faria uma lei para que todo cidadão, em exercício de cargo eletivo, durante o período de seu mandato, obrigatoriamente, usasse APENAS serviços públicos, ele e seus dependentes diretos. Ora, como pode alguém gerir algo que nem conhece, nem usa? Como eu posso saber os problemas, de toda sorte, estruturais, de logística, de operação, até sociais e sentimentais que existem na tua casa se eu não moro nela? Como saberei se é melhor e mais prioritário trocar uma porta, uma janela, ou fazer uma pintura, se não sou eu quem usa "aquele serviço" (tua casa, o transporte público, o sistema público de saúde, a educação pública, etc). Garanto! No dia que uma lei assim for implementada, um ENORME percentual da maioria dos problemas de nossa Nação se findarão e deixarão de ser pauta de propagandas e palcos políticos. Político não faz favor, presta serviço. É servidor público dos que mais devem servir ao invés de se servirem e serem servidos;
2. Faria cumprir a CF de 88 que em seu Art. 7º estabelece que o salário mínimo deveria cobrir 9 itens básicos da sobrevivência e que o Dieese já materializa em números nos mostrando que deveria estar hoje em torno de 7 a 8 mil reais e não essa esmola de cerca de R$ 1.400,00 e que é implementada apenas na mesma proporção de esmola a cada ano. Ah, inviável, impossível, impraticável?!?! Talvez, mas garanto que, se os recursos públicos não fossem desviados a impossibilidade, inviabilidade e impraticabilidade sumiriam gradativamente, junto com a corrupção, que é o PRINCÍPIO e VALOR básico da política (politicagem) brasileira que não permite de fato que nosso país se desenvolva de forma natural, pois é só isto que falta para o desenvolvimento NATURAL e consequente deste país;
3. Mudaria a relação de proventos dos maiores salários dos três poderes da República para que fossem lastreados no salário mínimo, criando um vínculo e uma relação direta com os rendimentos da população (salário mínimo) e não o contrário. Assim, qualquer centavo aumentado nesses super salários/proventos teria reflexo direto na vida da população e os maiores salários pensariam mil vezes antes de aumentar seus próprios vencimentos. Ora, considerando o que foi posto no item anterior, a relação hoje desses super salários com o salário mínimo determinado na CF de 88 é de cerca de 5,5 a 6,3 vezes, ou seja, esta relação deveria permanecer ad infinitum, não deveria ser alterada. Não poderiam esses super salários pleitear ter uma relação de 7 vezes ou qualquer outra alteração. Não penso que deveríamos mexer, facialmente, no que ganham esses super salários, para não lhes provocar qualquer redução, mas sim pô-los nessa relação direta de RESPONSABILIDADE com os menos favorecidos para saberem que, se eles precisam de aumento, a população também, em igual proporção de ganhos, pois a dificuldade salarial argumentada por um gari será a mesma que um ministro do STF. Não digo que uma pessoa que estudou, que traz no seu cargo a responsabilidade, por vezes, de tomar decisões pela Nação, não tenha maior responsabilidade e não mereça maiores rendimentos, mas há que se mudar essa estrutura que beneficia uns e massacra outros. Um gestor público não deveria admitir ter qualquer benefício que também não fosse atribuído à população como um todo;
Para além disso também poderíamos falar do modo como as resoluções são tomadas pelo Parlamento. A exemplo, pois, há um jargão popular que diz que o "Povo" (esse ser etéreo) é o "patrão", que somos nós que pagamos o salário dos que ocupam cargos eletivos, etc; então pergunto, como eu, um funcionário de qualquer lugar, poderia, em nome dos interesses de meu patrão, tomar qualquer decisão que não fosse: a) do conhecimento de meu patrão; b) da aprovação de meu patrão e minimamente c) do interesse de meu patrão. Como podemos admitir que os parlamentares, e hoje tá muito comum usarem essa expressão, digam que estão agindo em nosso interesse e em interesse e na proteção dos nossos interesses e de nossa democracia se, quando saímos às ruas e fazemos algum tipo de questionamento, o que ouvimos é justamente o contrário? Algo errado não está certo!
Só esses três itens resolveriam a maioria senão todos os problemas da Nação pela relação de causa e efeito.
ASS: Ivanildo Bezerra de Albuquerque