09/03/2021
A Importância do Feminismo Classista na Construção do Poder Popular para Avançarmos
Observamos, dia após dia, como o capitalismo e suas novas formas de acumulação e superexploração esvaziam, dizimam e precarizam da vida daquelas que sangram em seus cotidianos, chorando seus mortos – seja por uma pandemia que escancara a exploração intensa – base dessa sociabilidade-, seja pela utilização, desde o processo genocida de invasão e colonização, do extermínio da população indígena, negra, de mulheres, LGBTQI+, lutadoras e lutadores sociais no dia-a-dia de luta pela sobrevivência e pelo avanço da consciência de nossa classe.
Por isso, em tempos de “confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada”, capilarizarmos o feminismo classista, na construção da teoria e prática revolucionárias em nossos locais de trabalho e estudo é tarefa central. Nosso compromisso é com a luta contra o capitalismo a partir do trabalho de base, organizado, com as mulheres trabalhadoras do campo e da cidade, no fortalecimento da consciência coletiva da superação da propriedade privada e seus desdobramentos em uma relação social que se alicerça na exploração do ser humano pelo ser humano.
Organizarmos nossos sindicatos combativos classistas, grêmios estudantis, centros e diretórios estudantis, associações de bairros, movimentos no campo de luta pela reforma agrária e soberania alimentar, a partir da consolidação do projeto do Poder Popular com táticas e estratégias que trazem o feminismo classista como práxis revolucionária, amalgamada com as lutas populares.
Sem feminismo classista, não há revolução!
Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro GO e Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro DF
Leia o texto completo:
A divisão social do trabalho a partir da venda da força de trabalho, e também da respectiva divisão sexual do trabalho decorrente do patriarcado, colocou a mulher em uma nova forma de opressão atre…