24/08/2016
https://www.facebook.com/aphfortaleza/photos/a.801147763231999.1073741828.800018770011565/1409981522348617/?type=3&theater
Assembleia Popular Horizontal ::: Fortaleza
Compareça ao evento e vamos construir juntxs um ato em solidariedade axs estudantes! https://www.facebook.com/events/1283111521701427/
Nota de repúdio e convocatória de ato em solidariedade às estudantes
Em meio ao colapso que impregna a educação brasileira estudantes do país, a exemplo de estudantes do Chile, iniciaram um processo de ocupação dos prédios escolares. Construíram de modo coletivo pautas de reivindicações mas, muito mais que isso, apontaram, por meio de suas ações, um modo distinto e arrojado de organização política: horizontal e autônoma. As ocupações das escolas efetuam, na prática, uma crítica que expõe as razões da falência da educação brasileira e do sistema ao qual essa é profundamente subordinada. Apresentam o início de um movimento energicamente criativo, diverso e desatrelado das amarras que anulam as ações dxs sujeitxs em prol da manutenção de uma ordem social antagônica à vida. No Ceará esse processo começou no final de abril de 2016, em paralelo à greve dxs trabalhadorxs da educação do estado. Movidxs pela urgente necessidade de resolução das incontáveis demandas, estudantes secundaristas ocuparam suas respectivas escolas numa demonstração de resistência e disposição para superar as problemáticas que comprometem o processo no qual estão inseridas.
Com o fim da greve dxs trabalhadorxs da educação, as ocupações foram suspensas pelxs próprixs estudantes. Porém o governo do estado, em uma nítida atitude de retaliação, começa a realizar a perseguição e criminalização dxs que participaram das ocupações. Para isso colhe informações através de alguns diretores, coordenadores e professores das escolas, com o respaldo do Ministério Público e conivência da SEDUC. Chega ao ponto (absurdo) de realizar acareações efetuadas na DCA (delegacia da criança e do adolescente), onde xs estudantes são obrigadas a revelar dados como orientação política e sexual. Segundo relato de ocupantes, por toda a semana chegaram as intim(id)ações para xs mesmxs. Entendemos tal medida do governo do Estado como uma aberta campanha contra os direitos políticos da juventude, em especial a pobre e negra das escolas públicas. Em Fortaleza, a cada semana se evidenciam chacinas contra jovens moradorxs de comunidades periféricas da cidade. Pelo que se investiga, parte significativa dessas chacinas é efetivada por agentes do estado, no caso policiais. Somadas a esse vergonhoso processo de perseguição e criminalização dxs estudantes ocupantes das escolas, concluímos que a violência contra a juventude local é deflagrada por um verdadeiro projeto político, que eleva o padrão de vida de quem detém o capital enquanto impõe a miséria e seus desdobramentos como condição inalterável para a maioria da população.
Não podemos nos calar diante de mais esse absurdo cometido contra nossa juventude. Repudiamos as iniciativas do estado e expressamos nosso total apoio e solidariedade às estudantes que estão sendo perseguidxs e criminalizadxs. Por solidariedade entendemos aquela que é expressa nas ruas em uma manifestação pública. Dito isso convocamos a todxs xs interessadxs a se fazer presentes dia 27/08, 17h, na praça da Gentilândia para construir um ato de repúdio à criminalização e em solidariedade àxs estudantes. Vamos juntxs, desde baixo e contra!