20/09/2026
O HINO QUE CARREGA A ALMA DO RIO GRANDE
Poucos hinos carregam uma história tão ligada à própria formação da identidade de um povo quanto o Hino Rio-Grandense.
Sua origem remonta à Revolução Farroupilha. Em 1838, após a Batalha do Barro Vermelho, em Rio Pardo, o maestro Joaquim José de Mendanha, então ligado à banda do 2º Batalhão de Fuzileiros, compôs uma música que atravessaria gerações. A letra que conhecemos hoje é de Francisco Pinto da Fontoura, e a harmonização definitiva foi feita posteriormente por Antônio Corte Real.
Mas a força desse hino não está apenas na sua idade.
Está nas palavras.
“Mostremos valor, constância…”
A letra fala de liberdade, coragem, virtude e responsabilidade. E traz uma ideia que continua sendo lembrada até hoje: não basta ser forte ou bravo; é preciso ter virtude.
O hino passou por diferentes versões ao longo da história até chegar à forma atual. Em 1934, a versão definitiva da letra foi adotada, e em 5 de janeiro de 1966, a Lei Estadual nº 5.213 oficializou o Hino Farroupilha, ou Hino Rio-Grandense.
Por isso, quando o povo gaúcho se levanta para cantar esse hino, não está apenas repetindo versos antigos.
Está cantando uma parte da sua história.
Está lembrando o passado, celebrando uma cultura que atravessou gerações e passando adiante uma tradição que continua viva.
“Sirvam nossas façanhas de modelo a toda Terra.”
Mais do que uma música, o Hino Rio-Grandense é uma memória que ganhou voz.
E enquanto houver um gaúcho disposto a cantar, nossa história continuará sendo lembrada.
Viva o Rio Grande do Sul!
💚❤️💛