Romper - Rede de Organização Militante Periférica

Romper - Rede de Organização Militante Periférica A ROMPER é uma rede de coletivos de organização militante periférica que hoje engloba 4 coletivos da região de Campinas.

26/07/2020

Veja a explicação curta e didática da professora da UFG Tarsilla Couto de Brito sobre os riscos da volta às aulas presenciais sem uma vacina contra a COVID-19.

Países que enfrentaram a doença de forma bem mais séria que o Brasil, como França e Coréia do Sul, tiveram que fechar as escolas logo após reabri-las.

Estudo publicado na Espanha mostra que, no primeiro dia de volta às aulas, cada criança terá contato direto e indireto com 75 pessoas (considerando os familiares dos colegas e professores). No segundo dia, o número de contatos será maior que 800.

E o mais importante: o aluno letivo pode ser adiado, mas a vida é uma só!

Nesse momento, governadores e prefeitos estão articulando o retorno às aulas presenciais para os próximos meses. É preciso que haja pressão da comunidade escolar para que isso não ocorra. Compartilhe esse vídeo com seus amigos e amigas que possuem filhos em idade escolar. Compartilhe com seus colegas professores.

É preciso lutar pela vida!

Uma vez ouvi que a escola particular é o único produto que a pessoa paga e depois não quer levar. Ora, se o sujeito inve...
20/07/2020

Uma vez ouvi que a escola particular é o único produto que a pessoa paga e depois não quer levar. Ora, se o sujeito investe uma grana alta pra colocar o filho em uma escola privada pressupõe-se que ele dá muito valor ao ensino e sua qualidade. Se isso fosse verdade, faria questão de mostrar aos filhos o valor do investimento que está fazendo por eles, o quanto o ensino é caro e, portanto, valioso. Mas isso não é verdade. É fácil saber quem são os alunos que ouviram isso em casa e os que não ouviram, é visível no olhar deles o esforço e o reconhecimento, como também é visível o desdém, o deboche. É impossível não olhar o vídeo do policial sendo humilhado pelo rico de Alphaville e não pensar nos filhos desse sujeito que ocupam vagas em escolas de alto nível. É impossível também imaginar que esse cara dê algum valor ao estudo ou à educação: "Eu ganho 300 mil por mês!" é isso que vale no mundo. O salário do professor com mestrado e doutorado não chega nem perto disso. Esses alunos olham para os professores como o homem olha para o policial: “você é um m***a! meu celular vale mais que o seu salário”. E não adianta argumentar que estudo é importante, não é por isso que eles estão ali. Escola privada é privada de diversidade, apenas isso. Os pais enricados colocam os filhos em escolas de alto nível porque assim selecionam sua classe. Para muitos o interesse é somente esse, um clube de alta sociedade para crianças, sem o risco de ter seu filho convidado para festinha de aniversário em algum bairro afastado. Se a meritocracia, que tanto é exaltada quando o assunto são as cotas, realmente existisse, jamais um menino desses teria direito a uma vaga em uma escola de alto nível. A meritocracia não existe pra rico, só pra pobre. Conhecemos lindas histórias de superação de pessoas da classe baixa que se esforçaram, estudaram e conseguiram galgar um degrau da escada social. Mas quantas histórias você conhece de meninos ricos que foram preguiçosos, não estudaram e tiveram que trabalhar em subempregos e se mudar para a periferia? Isso não acontece porque há sempre a empresa do titio, sempre há a indicação do vovô. Meritocracia só existe para quem está abaixo.

https://noticias.uol.com.br/colunas/paulo-sampaio/2020/07/12/escola-cobra-12-mil-por-mes-e-nao-da-aula-on-line-na-quarentena-dizem-pais.htm

1500 mortos em 15 dias. 17 mil óbitos até o final da pandemia. Essa é a projeção feita pelo matemático Eduardo Massad, d...
19/07/2020

1500 mortos em 15 dias. 17 mil óbitos até o final da pandemia. Essa é a projeção feita pelo matemático Eduardo Massad, da FGV, para caso as aulas voltem em agosto, em todo o país. Por uma questão de metodologia, o professor prefere não fazer projeções para setembro (quando o governo do estado de SP pretende retomar as aulas), mas é difícil imaginar que daqui a um mês a situação estará diferente. Afinal,a curva de mortes no Brasil não para de subir, devido à irresponsabilidade de governantes que permitem reaberturas do comércio de maneira desordenada e sem nenhum critério científico.
Os óbitos previstos pelo estudo seriam apenas na comunidade escolar (estudantes, professores e funcionários), sem considerar a transmissão que certamente ocorrerá de dentro para fora desse ambeinte.

Diretores de colégios de elite em São Paulo afirmam já estarem prontos para voltar. O colégio Móbile contratou assessoria do hospital Albert Einstein para elaborar os protocolos de retomada. No colégio Bandeirantes , além da assessoria do hospital Sírio Libanês, há um ambulatório dentro da própria escola. A mensalidade nesses colégios varia de 3 a 5 mil reais.

Enquanto isso, na maioria das escolas públicas de São Paulo não há sequer sabão e papel higiênico nos banheiros dos alunos. O que seria o retorno às aulas, se não o alargamento do abismo que separa os estudantes ricos e pobres.? Além de terem historicamente piores condições materiais de aprendizado, agora os estudantes da rede pública arcarão com piores condições sanitárias?

A volta às aulas é só mais uma manifestação da necropolítica que se instaurou no Brasil: abandonemos à própria sorte aqueles que não podem pagar pela vida.

Para efeitos de comparação, a prefeitura de São Paulo acaba de cancelar o Revéillon na avenida Paulista. Qual a lógica de cancelar, com tanta antecedência, uma festa que ocorreria em dezembro, e manter a volta às aulas em setembro? As vidas dos turistas valem mais que as dos estudantes, professores e funcionários da rede pública?

Tudo indica que sim.

Fontes:
https://istoe.com.br/professor-fala-em-mal-entendido-mas-reforca-risco-de-mortes-na-volta-as-aulas/
https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2020/07/com-parceria-com-hospital-e-barreira-de-acrilico-escolas-de-elite-de-sp-esperam-retorno-as-aulas.shtml
https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2020/07/17/sao-paulo-cancela-reveillon-na-avenida-paulista-devido-a-pandemia.htm

Foto: escola Meu Caminho, em Manaus, cidade em que a rede particular já retomou as atividades, a despeito de ter sido epicentro da pandemia no país.

Como viver em um país sem lutar Quando quem preside é genocida Que só pensa em como com o ódio lucrar Negocia terra e ci...
17/07/2020

Como viver em um país sem lutar
Quando quem preside é genocida
Que só pensa em como com o ódio lucrar
Negocia terra e cidadãos, só nega a vida.

Meu asco só aumenta nessa pandemia
Tamanho descaso, tamanha opressão
Enquanto o rico quer abrir comércio
O pobre só quer é alcançar o seu pão

E o Estado que deveria garantir a todos a saúde
Normaliza as mortes, se esconde e se vende no lucro
Acorda, esse cara que se diz mito com caneta bic
É um genocida, um imundo, cruel e um verme xucro.

Chega dessa gente autoritária
Hipócrita com arma e terço na mão
Que não enxerga a vida do pobre
Nega a ciência e ama canhão.

Só a luta do pobre fará que isso mude
Os versos são simples, mas são de revolta
Fim ao capitalismo que só mata e ilude
Trabalhador se une e seu grilhão se solta.

Que nas ruas, favelas e periferias
Só se escute a luta em poesia fortuita
Ecoe Fora Bolsonaro e suas patifarias
Que a vida seja de todos e seja gratuita

Que a prioridade seja a vida plena do povo
E não os lucros dos bancos, nem de burguês parasita
Que sejamos fortes e unidos em busca do novo
Que história dos homens seja de outra forma escrita

Poder popular é rima da arte
É romper com a ética dos tiranos
É fazer da consciência de classe uma parte
Que nos complete na conquista da terra sem amos.

O verso é simples, não é um soneto.
Eu quero o poder é na mão do povo do gueto
E não me calo e nunca me paro
Eu quero ver expulso da história esse tal Bolsonaro.

17/07/2020

Hoje às 19:00 teremos live pelo margem cultural da poeta Lari Luz e o músico Alex Denner.
Vão apresentar músicas e poesias para nós nessa pandemia.
Bora assistir e curtir arte que toca corações e mentes.

16/07/2020

Hoje às 20h é dia da maloqueira Giovanna Machado!

Bora acompanhar essa talentosa compositora e cantora pelo insta

O conceito de necropolítica foi cunhado  pelo filósofo camaronês Achille Mbembe em 2003. Segundo Mbembe: “Exercitar a so...
12/07/2020

O conceito de necropolítica foi cunhado pelo filósofo camaronês Achille Mbembe em 2003. Segundo Mbembe: “Exercitar a soberania é exercer controle sobre a mortalidade e definir a vida como a implantação e manifestação de poder”. Esse conceito nos mostra que líderes insensíveis às mazelas das populações mais fragilizadas não o fazem apenas por falta de compaixão, mas por método: escolhe-se quais etnias e classes sociais merecem viver e quais merecem ser exterminadas.
Para alguns, as declarações do então deputado Bolsonaro eram apenas bravatas.

“você só vai mudar (…) fazendo um trabalho que o regime ainda não fez: matando uns 30 mil. Se vão morrer alguns inocentes, tudo bem.”
“única coisa boa do Maranhão foi o presídio de Pedrinhas”, sobre rebelião em que presos foram decapitados.
“Vamos fuzilar a petralhada”.

Nada disso era bravata. Assim como não fazia bravata ao se posicionar contra a cassação de Talvane Albuquere, suplente da deputada Ceci Cunha, acusado de encomendar chacina na qual morreu a deputada. “Quero saber aqui quem nunca teve contato com um marginal” , disse Bolsonaro à época.
Também não fazia bravata ao utilizar o plenário na câmara para defender grupos de extermínio na Bahia, que cobravam 50 reais por morte.
“.. enquanto o Estado não tiver coragem de adotar a pena de morte, o crime de extermínio, no meu entender, será muito bem-vindo.”

Parte da imprensa e do empresariado, iludidos pelos delírios liberais de Paulo Guedes, relevaram todas essas declarações e posturas e bancaram a eleição do genocida.
Agora, com a pandemia, a opção pela necropolítica se escancara.
Quando Bolsonaro afirma que “70% da população vai se infectar”, é porque despreza a consequente morte de 1 470 000 brasileiros (considerando uma taxa de mortalidade de apenas 1%)
Quando veta trechos de projeto de lei que tornavam obrigatório o uso de máscara em comércio, escolas e igrejas, é porque os que se infectarão estão entre aqueles que despreza.
Quando derruba itens de projeto que obrigada o governo federal a fornecer água potável, cestas básicas e equipamentos hospitalares a comunidades indígenas e quilombolas, está em perfeita consonância com o que havia declarado seu ex-ministro Abraham Weintraub na fatídica reunião ministerial de 22 de abril : “odeio o termo 'povos indígenas', odeio esse termo. Odeio. O 'povo cigano'. Só tem um povo nesse país. Quer, quer. Não quer, sai de ré".
Quando, ao apresentar diagnóstico positivo para COVID-19, faz nas redes sociais propaganda da Cloroquina, enquanto realiza dois eletrocardiogramas por dia , debocha de seus eleitores, que servirão de cobaia para o remédio, mas não terão condições de monitorar efeitos colaterais.

Em suma, Bolsonaro é muito claro ao manifestar quais devem morrer, quais estão autorizados a matar, e quais podem ser abandonados à própria sorte.

E ainda nos cobram empatia?

Arte: Pomb (revista piauí)

https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2020/06/vidas-de-negros-e-pobres-se-tornam-descartaveis-na-pandemia-afirma-professor.shtml

https://congressoemfoco.uol.com.br/eleicoes/bolsonaro-apoiou-grupo-de-exterminio-que-cobrava-r-50-para-matar-jovens-da-periferia/?fbclid=IwAR0ZMS4b1whbZMAk2Aqh51yt3_Y4wJwDjDzcQ5Su8rSxtb35D8Ysux40sqU
https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/alagoas/senador-critica-bolsonaro-por-defender-assassino-de-sua-mae-a-deputada-ceci-cunha
https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2020/07/03/bolsonaro-veta-uso-obrigatorio-de-mascara-no-comercio-em-escolas-e-em-igrejas
https://www.nexojornal.com.br/expresso/2020/07/08/Os-vetos-de-Bolsonaro-%C3%A0-lei-de-prote%C3%A7%C3%A3o-de-ind%C3%ADgenas-e-quilombolas
https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2020/05/22/weintraub-odeio-o-termo-povos-indigenas-quer-quer-nao-quer-sai-de-re.htm
https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/bolsonaro-faz-dois-exames-cardiacos-por-dia-para-monitorar-efeitos-da-cloroquina/
https://operamundi.uol.com.br/permalink/64996
https://www.youtube.com/watch?v=p0eMLhCcbyQ
https://videos.bol.uol.com.br/video/unica-coisa-boa-do-maranhao-e-o-presidio-de-pedrinhas-diz-bolsonaro-04020E183770D4C14326
https://odia.ig.com.br/brasil/2020/04/5894007-bolsonaro--70--da-populacao-sera-infectada-e--a-partir-dai--pais-estara-imunizado.html

Ensaio em que Achille Mbembe conceitua necropolítica:
https://revistas.ufrj.br/index.php/ae/article/view/8993

"Lutamos pela valorização dos trabalhadores que dedicam sua vida aos serviços sociais.  Que o comércio não se imponha co...
10/07/2020

"Lutamos pela valorização dos trabalhadores que dedicam sua vida aos serviços sociais. Que o comércio não se imponha com sua sede de lucro, e que os trabalhadores sejam respeitados! Que a luta popular mude essa ordem estúpida do dinheiro imposta por inescrupulosos mercadores! Fora Bolsonaro! Toda força ao poder popular!"

Neste tempo conturbado, tanto pela pandemia quanto pelas tentativas de uniformização das pessoas, trazemos nossa contrib...
08/07/2020

Neste tempo conturbado, tanto pela pandemia quanto pelas tentativas de uniformização das pessoas, trazemos nossa contribuição para forjar um ambiente melhor para viver e conviver. Acreditamos que as pessoas não devem ser tratadas como números, mas que precisam ser respeitas na singularidade de cada uma. Por isso, temos o anseio de que, após essa pandemia, possamos ter adquirido maior capacidade de empatia e respeito pelas diferenças dos outros.

Joaquim Reis

Vídeo:

Neste tempo conturbado, tanto pela pandemia quanto pelas tentativas de uniformização das pessoas, trazemos nossa contribuição para forjar um ambiente melhor ...

07/07/2020

Oi,
Como vai sua vida?
Ouvi falar que você anda cansada(o).
O mundo parece que está caindo, né?
Tudo desmoronando diante dos nossos olhos.
E a gente implodindo por dentro e por fora.
Qual foi a última vez que você abraçou alguém sem ter medo?

Ouvi dizer que você não quer mais se comprometer com nada nem ninguém.
Você diz que todos te machucam. Se não for agora, será mais tarde.
Eu sei. Acho isso também.
Se conectar com os outros tem disso, né?
Não, não. Não estou dizendo que temos que aceitar tudo.
É justamente o contrário.
Mas esse é mais um motivo para tentar sempre.
Pelo erro dos outros não podemos deixar de acreditar.

Semana passada você me mandou uma mensagem
falando que seu corpo estava doendo
de tanto trabalhar, que não conseguia parar de chorar.
Não sabia o que fazer,
a não ser correr até você que já estava correndo de tudo.
Tudo bem!
Eu sei que o sentimento é de que tudo é uma geleira,
que o que importa é baixar a cabeça e continuar acelerando
pelas ruas dos bairros.

Hoje a noite,
Estou aqui na rua debaixo da sua casa.
Sim, na rua!
Onde todos dizem ser perigoso.
Tomo cuidado é claro.
Pra não me machucar nem machucar ninguém.
Estou aqui porque sei que ninguém se preocupa mais.
Porque machucar o outro virou o normal.
Então fico aqui tentando mudar algo.
Nem que seja a mim mesmo.

Você me fala que não é possível mudar a situação.
Quem nem mesmo você consegue mudar.
Não me fale isso.
É o que querem que pensemos.
Não, não estou falando que é fácil.
Mas podemos juntos mudar.
Você me ampara quando estiver caindo
nas armadilhas dos que nos querem insensíveis.
Eu te amparo quando você sentir solidão
ou medo de estar fazendo algo errado.

Aos poucos podemos ser muitos.
Muitos que acreditam num mundo melhor
pra mim, pra você e pra todas e todos.
Parece sonho.
E é mesmo.
Vamos torná-lo realidade?

“Que comam brioches!” - historiadores afirmam que a rainha Maria Antonieta nunca disse essa frase. Se ela disse ou não, ...
06/07/2020

“Que comam brioches!” - historiadores afirmam que a rainha Maria Antonieta nunca disse essa frase. Se ela disse ou não, nunca saberemos, mas não há dúvidas que a frase ainda ecoa na boca das novas monarquias por aí. Do alto de suas coberturas, sentadas em sofás que custam mais que o sustento de famílias inteiras, as nobres da corte olham para o mundo, apontam o dedo para as formigas que circulam lá embaixo e oferecem a solução para os problemas que elas não conhecem. “Se não têm pão? Que comam brioches!” disse, no passado, a rainha decapitada. Hoje, evoluíram e já pensam diferente: se não têm pão, melhor assim! “Não alimentem os pobres!” - diz a madame como se falasse de pombos. A única forma de livrar a rua desse incômodo é deixar que eles morram famintos. Pobre tem essa mania de querer tudo pronto, tudo fácil, morar na rua para não pagar aluguel. Preferem ficar ao relento, tomar chuva, passar frio, porque assim podem ganhar comida de graça. Eles não querem arcar com as responsabilidades duras que as nobres madames têm. “Não alimentem os pobres!” Os moradores de rua estão doentes, física e mentalmente, mas eles não respeitam as regras porque são preguiçosos. “Não alimentem os pobres!” As ruas de São Paulo batem recordes de frio, mas eles escolhem dormir ao relento porque querem vida mansa. “Não alimentem os pobres!” Nós temos nossas responsabilidades, por que eles não devem ter a deles? Diz a madame enquanto ri, um riso nervoso e cínico de quem sabe muito bem que não tem responsabilidade nenhuma nessa vida. O riso de quem não consegue ter responsabilidade nem com uma criança pequena por alguns minutos e prefere largá-la sozinha no elevador. O riso de quem é capaz de manter uma empregada em cárcere privado e condição análoga à escravidão. O riso de quem não se responsabiliza por nada, nem pelas próprias palavras. Do alto dos edifícios, o riso cínico ecoa pelas ruas. Faz muito frio em São Paulo: o frio da indiferença, do egoísmo e da ignorância.

Julia Oliveira

Sobre declaração da primeira dama Beatriz Dória: https://www.facebook.com/rodrigomondego/videos/3452950238063130/

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