29/11/2025
Em regra, eu permaneceria em silêncio. Mas, diante da mentira que vem sendo espalhada nas redes sociais, não posso me calar.
O blogueiro Frederico Sueth Rangel está pedindo dinheiro para pagar uma condenação criminal no processo nº 0000770-89.2022.8.19.0010, afirmando que seria vítima por “defender cachoeiras”.
A verdade é outra: ele foi condenado por injúria e difamação praticadas contra a ex-vereadora Luciara Amil, à época PRESIDENTE da Câmara Municipal de Bom Jesus do Itabapoana. Na sentença, o Juízo registra que ele extrapolou totalmente a liberdade de expressão, usando expressões de baixo nível e insinuações humilhantes, com nítido intuito de atacar a honra e a dignidade da vítima, e não de informar a população ou fazer crítica política séria.
E essa não é uma situação isolada. A postura de atacar pessoas, ser chamado à responsabilidade na Justiça e depois tentar se colocar como vítima se repete. Há outras ações criminais em curso por ofensas semelhantes, envolvendo não apenas a ex-vereadora, mas também servidor da segurança pública, um policial civil (eu). Em todos esses casos, a estratégia é a mesma: ataca, ofende, agride a honra alheia – e depois diz estar sendo perseguido.
Quem contribui financeiramente com essa campanha precisa ter plena consciência do que está financiando:
– Não é defesa do meio ambiente.
– Não é causa coletiva.
– Não é injustiça.
É o pagamento de uma condenação por crime contra a honra de uma mulher que exercia mandato, atingida em sua imagem, em sua condição de mulher, de mãe, de esposa e de representante eleita pelo povo.
Aqueles que financiam esse tipo de conduta precisam lembrar que toda vítima tem família. Hoje foi uma ex-vereadora, uma mulher, mãe, esposa de outra família. Amanhã pode ser a sua mãe, sua filha, sua esposa, sua irmã, exposta e humilhada em redes sociais por alguém que depois passa o chapéu e pede dinheiro para não arcar sozinho com as consequências do que fez.
Ao bancar esse tipo de vaquinha, a sociedade enfraquece a responsabilidade de quem comete o crime e, na prática, estimula a impunidade: o agressor ataca, ofende, é condenado – e depois transfere a conta para os outros pagarem.
Cada pessoa é livre p