02/03/2026
Homens assassinaram em média quatro mulheres todos os dias em 2025 em contexto de violência de gênero ou violência doméstica. O número de feminicídios bateu recorde no Brasil em 2025: foram 1.470 mulheres mortas de janeiro a dezembro, segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública. São Paulo foi o estado com mais casos do país, com 233 assassinatos. Isso, sem contar o número de assassinatos tentados e as subnotificações.
O feminicídio é a palavra usada para definir o homicídio de mulheres cometido em razão do gênero, ou seja, quando a vítima é morta por ser mulher. No Brasil, o feminicídio, tentado ou consumado, é considerado um crime hediondo. A pena pode chegar a 40 anos de reclusão.
Entretanto, o endurecimento na pena não tem sido suficiente para impedir a violência contra as mulheres. As redes virtuais têm fortalecido os ideais machistas e misóginos. Inclusive, Muitas crianças, adolescentes e jovens, por meio de jogos e aplicativos de mensagens, tornam-se espectadores e, em alguns casos, acabam envolvidos em atos de ódio contra meninas e mulheres. O que se observa é a propagação de uma cultura de menosprezo e discriminação à condição de mulher.
Frente a essa situação, organizações e movimentos sociais de Bauru (SP) irão promover um ato de protesto no próximo domingo (08/03), Dia Internacional das Mulheres. A atividade ocorrerá no Parque Vitória Régia a partir das 9h da manhã. “O objetivo é mostrar que nós, enquanto sociedade, não podemos ficar passivos diante de toda a violência que tem recaído sobre as mulheres. Precisamos sensibilizar e buscar respostas por meio de políticas públicas que sejam efetivas, inclusive no âmbito da formação escolar. Precisamos também que as plataformas digitais sejam responsabilizadas pelos conteúdos postados, pois a moderação é essencial para um ambiente digital seguro”, explicam as organizadoras.