AYA Coletivo Feminista

AYA Coletivo Feminista O Coletivo Feminista AYA surgiu em meados de 2017, com o intuito de fortalecer e auxiliar a luta feminina (cis e trans) na Unesp Bauru.

O coletivo feminista AYA traz a indicação de dois filmes que dialogam com alguns temas que têm surgido ultimamente nas r...
10/06/2020

O coletivo feminista AYA traz a indicação de dois filmes que dialogam com alguns temas que têm surgido ultimamente nas redes sociais e na mídia, ou seja, no nosso cotidiano; dentre eles, o fascismo e o autoritarismo.

A primeira indicação é o filme “Jojo Rabbit” (Taika Waititi, 2019) que concorreu ao Oscar de melhor filme este ano. No longa, um menino chamado Jojo vive na época da Alemanha nazista e é um grande admirador de Hi**er, tendo ele como um amigo imaginário. A relação entre eles e do menino com a ideologia nazista é explorada no filme, que satiriza de forma bem-humorada a alienação gerada pelo nazismo, principalmente nas crianças, demonstrando o poder que ela tem sobre a subjetividade e o imaginário humano. Essa perspectiva do filme alerta para as ameaças que o extremismo neofascista traz para a sociedade atual.

A segunda indicação é o filme “A Onda” (Dennis Gansel, 2008), que conta uma história baseada em fatos reais. Nela o professor Rainer Wenger ministra uma aula sobre regimes autoritários, através de um experimento. Inicialmente, seus alunos dizem não acreditar que uma autocracia possa acontecer na Alemanha moderna, entretanto após algum tempo e algumas regras de convivência estabelecidas, ações hostis começam a acontecer com os não pertencentes ao grupo e a atividade ganha grandes proporções. Com isso, é possível observar a força da manipulação sobre as pessoas a como ela pode favorecer a formação de uma estrutura de regimes fascistas, propagando determinada ideologia e subvertendo as massas.
Texto por Camila Mantovan e Yasmin Copobianco
Arte por Júlia Navarro

Na semana passada, uma faísca de indignação incendiou os Estados Unidos. Após o assassinato de George Floyd, homem negro...
06/06/2020

Na semana passada, uma faísca de indignação incendiou os Estados Unidos. Após o assassinato de George Floyd, homem negro que foi covardemente asfixiado por um policial branco, os levantes antirra***tas tomaram as ruas do país. Por meio de palavras e atos, os manifestantes disseram basta: a história não seria mais escrita em sangue, ainda mais negro e pobre. Tamanha foi sua potência, que não demorou para a luta cruzar o oceano: ecoou nas ruas do Brasil, da França, da Alemanha e de muitos outros lugares. Aqui as manifestações eclodiram pela população negra, pobre e periférica. O levante foi por João Pedro, Jenifer, Kauan, Ketellen, Ágatha, Cauã e tantos outros vítimas da repugnante necropolítica.

Aos manifestantes do mundo, um horizonte comum se desenhou: a vontade de construir um mundo radicalmente diferente, em que o povo tenha poder e liberdade. e igualdade

Onde o 1% da população global não detenha a mesma riqueza dos 99% restantes. Onde as pessoas negras não sejam discriminadas, exploradas e assassinadas pelo Estado. Onde governantes não priorizem os lucros em detrimento das vidas, recusando a ciência e atacando as minorias políticas. Onde a democracia seja construída pela população, de maneira ativa e participativa, não por empresas bilionárias que exigem favores políticos em troca de financiamentos escusos. Assim, acreditamos que as lutas políticas antirra***tas não podem ser efetivas sem a formulação conjunta de estratégias anticapitalistas.

Por isso, adiantamos: não queremos concessões, nem pedidos de perdão. Aos fascistas que estão no poder, a hora de vocês chegou. Aos ricos e poderosos que estão direta ou indiretamente no poder, vocês serão os próximos. Não será derramado mais nenhum sangue dos nossos.
Solidariedade a nós, guerra aos inimigos da liberdade!

Texto por Isabela Otoni, contribuição de Paula Cavalini
Arte por Júlia L. Ruybal

O Coletivo AYA terá como leitura indicada para essa semana dois capítulos do livro  “O que é Racismo Estrutural?”, da Co...
04/06/2020

O Coletivo AYA terá como leitura indicada para essa semana dois capítulos do livro “O que é Racismo Estrutural?”, da Coleção Feminismos Plurais, escrito pelo advogado e professor Silvio Almeida. Sendo eles:

>> Como Naturalizamos o Racismo?

Neste capítulo, Silvio de Almeida nos faz refletir sobre a segregação não oficial entre pessoas brancas e negros em espaços sociais específicos, por exemplo, escritórios de advocacia, tribunais, cursos de medicina e bancadas de telejornais: quantos negros há nestes espaços? e que papéis eles desempenham? Além disso, desenvolve a questão da desigualdade racial ser velada pela sociedade, explicando que o racismo além de ser um processo político e histórico, é também um processo de constituição de subjetividade o que garante a construção da sua naturalização. Assim, a ausência das pessoas negras nesses espaços não é questionada pela maioria sustentando uma segregação racial não oficial.

>> Racismo, Ideologia e Estrutura Social

O autor explicita como esses três termos se relacionam dentro da lógica discriminatória. Deste modo, o racismo somente como ideologia seria facilmente refutado pela visão biológica da inexistência de raça na espécie humana. No entanto, considerando que o racismo é, além de ideológico, um processo institucional e estrutural seus alcances não se limitam ao consciente moldando também o inconsciente, tanto individual quanto coletivo. Desta forma, ele explicita como os meios de comunicação, a indústria cultural e o sistema educacional reforçam o racismo estrutural. Portanto, a ideologia ra***ta se funda, antes de tudo, como prática por um sistema econômico, político e jurídico que perpetua a condição de subalternidade das pessoas negras.
Texto por Isadora Araújo e Paula Cavalini
Arte por Júlia Navarro e Júlia L. Ruybal

O Coletivo AYA terá como leitura indicada para essa semana o artigo "Considerações sobre gênero: reabrindo o debate sobr...
12/04/2020

O Coletivo AYA terá como leitura indicada para essa semana o artigo "Considerações sobre gênero: reabrindo o debate sobre patriarcado e/ou capitalismo", da feminista marxista Cinzia Arruzza.
‼️IMPORTANTE: devido as dificuldades envolvendo o número de participantes da reunião passada e a necessidade de uma plataforma que comporte mais pessoas, não conseguiremos adicionar novos membros nas reuniões até que esses problemas sejam resolvidos, mas estamos trabalhando nisso😉
Ainda assim, a leitura vale a pena. Cinzia, nesse artigo, trabalha o conceito de "teoria unitária" para pensar a relação entre opressão das mulheres e o capitalismo, inspirada nas constribuições de Karl Marx. Assim, contrapõe outras teorias radicais, advindas por exemplo das feministas materialistas/radicais.

link do livro (disponível em pdf):http://outubrorevista.com.br/wp-content/uploads/2015/06/2015_1_04_Cinzia-Arruza.pdf

O Coletivo AYA terá como leitura indicada para essa semana o capítulo 2 "Descobertas da área das perfumarias" do livro "...
07/04/2020

O Coletivo AYA terá como leitura indicada para essa semana o capítulo 2 "Descobertas da área das perfumarias" do livro "Gênero, Patriarcado e Violência", da feminista marxista Heleith Saffioti.
‼️IMPORTANTE: devido as dificuldades envolvendo o número de participantes da reunião passada e a necessidade de uma plataforma que comporte mais pessoas, não conseguiremos adicionar novos membros nas reuniões até que esses problemas sejam resolvidos, mas estamos trabalhando nisso😉
Ainda assim, a leitura vale a pena. Saffioti, nesse capítulo, trabalha os conceitos de gênero e patriarcado, a mulher no espaço público e privado, a lesão corporal dolosa e a violência contra a mulher.

link do livro (disponível em pdf): edisciplinas.usp.br/mod/resource/view.php%3Fid%3D885853&ved=2ahUKEwiQxJfJ8dboAhWPLLkGHSB2CvsQFjABegQIBxAB&usg=AOvVaw2aScLxUxMzNKnP5qi2pGK7

O Coletivo AYA terá como leituras indicadas para essa semana os capítulos 11( Estupro, Racismo e o Mito do Estuprador Ne...
30/03/2020

O Coletivo AYA terá como leituras indicadas para essa semana os capítulos 11( Estupro, Racismo e o Mito do Estuprador Negro) e 12(Racismo, Controle de Natalidade e Direitos Reprodutivos) do livro "Mulheres, Raça e Classe" , escrita pela autora estadunidense Angela Davis e publicado em 1981( segue link no post).
‼️IMPORTANTE: devido as dificuldades envolvendo o número de participantes da reunião passada e a necessidade de uma plataforma que comporte mais pessoas, não conseguiremos adicionar novos membros nas reuniões até que esses problemas sejam resolvidos, mas estamos trabalhando nisso😉
Ainda assim, as leituras valem a pena. Davis faz uma análise sobre alguns processos envolveram a história dos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que relata a interação do movimento negro com as sufragistas, passando também por temas que concernem a sociedade até os dias de hoje.

link do livro (disponível em pdf):https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/4248256/mod_resource/content/0/Angela%20Davis_Mulheres%2C%20raca%20e%20classe.pdf

O coletivo feminista AYA Unesp Bauru suspendeu desde quarta-feira (18/03) as atividades presenciais. Nesse momento, foca...
22/03/2020

O coletivo feminista AYA Unesp Bauru suspendeu desde quarta-feira (18/03) as atividades presenciais. Nesse momento, focaremos nos estudos e discussões a respeito da História do Feminismo, Interseccionalidade e os desdobramentos do Movimento Feminista, desde seu início até a atualidade. Nossas reuniões estão acontecendo via internet, às sexta-feiras a partir das 17:00. Caso queira participar basta entrar em contato com a página😉

👉Segue abaixo os textos indicados para o próximo encontro (27/03)

1. ”Por um feminismo afro-latino americano", Lélia Gonzalez (Leitura obrigatória) - link: fil:///C:/Users/ju_ru/Downloads/Por%20um%20feminismo%20Afro-latino-americano.pdf

2. Resenha/roteiro de estudo do livro "Mulheres, Raça e Classe” ,Angela Davis - link: https://drive.google.com/file/d/1FlWo2ujLsRUqVyezv4eUMgnpMylmDFUt/view?usp=sharing
-> Ressaltando que a leitura integral do texto permite uma maior compreensão sobre os temas que a autora se propõe a analisar

‼️Sobre o coronavírus, esperamos que todes estejam bem, lembrem-se de seguir as indicações de precaução e cuidado colocadas pela Prefeitura de Bauru, Governo do Estado de São Paulo e Organização Mundial da Saúde. Evite a propagação de fakenews!! Cheque sempre a veracidade das fontes, quem está falando? Sobre qual perspectiva ( impacto social? Estatísticas? Sistema de Saúde Pública?)? É uma pessoa ou instituição comprometida com os fatos?
Se vc faz parte do grupo de risco ou se relaciona com certa frequência com pessoas que fazem vale um cuidado redobrado ( Para quem pode, não é mesmo? Pq afinal o Estado só se preocupa com a saúde do trabalhador quando essa afeta os burgueses e seus confortos)‼️

👉Para mais informações sobre o vírus, modos de prevenção e últimas notícias acesse: http://coronavirus.saude.gov.br/

09/10/2019

Lembrando que nosso encontro e hoje!
17hrs nas salas 50s!

O Coletivo Feminista AYA UNESP/Bauru apoia a pesquisa e construção de conhecimento nas universidades! Afinal a universid...
11/06/2019

O Coletivo Feminista AYA UNESP/Bauru apoia a pesquisa e construção de conhecimento nas universidades! Afinal a universidade pública tem o papel de construir conhecimento e devolver para a sociedade. Venham acompanhar esse estudo e projeto tão importante.

Unesp Pesquisa: Percepções e comportamentos sobre a violência doméstica junto as mulheres bauruenses

No dia 14 DE JUNHO (sexta-feira) às 19:30 horas, no Anfiteatro Adriana Chaves (Central de salas) da Unesp, campus Bauru, serão apresentados os resultados da Pesquisa: Percepções e comportamentos sobre a violência doméstica junto as mulheres bauruenses.

O evento é realizado pelos alunos do terceiro ano de Relações Públicas, como exercício de disciplina, Teoria e Pesquisa de Opinião Pública, sob orientação da profa. Dra. Celia Maria Retz Godoy dos Santos, com a finalidade de trazer informações sobre as percepções da mulher bauruense a partir de grupos sociais com diferentes segmentos de públicos que são.1) mulheres com mais de 50 anos; 2) universitárias; 3) Adolescentes (3 a 18 anos); 4) Homoafetivas; 5) Lideres de Opinião; 6) Funcionarias Publicas;7) Envolvidas com esporte; 8) Micro empreendedoras e 9) atuantes na área da saúde e estética.

A pesquisa realizada neste semestre com estes grupos de mulheres pretende trazer um panorama da percepção delas sobre a violência doméstica. A ideia foi conhecer melhor as demandas para poder fortalecer capacidade institucional ao Conselho Municipal de Políticas da Mulher e seus parceiros SEBES e OAB na adequação de suas ações e estratégias a realidade desta população.

O evento é gratuito e está aberto a todos os interessados (alunos, docentes, associações e comunidade bauruense), sendo que este se constituirá basicamente na apresentação dos resultados obtidos partir dos grupos focais.

Endereço

Bauru, SP

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