26/08/2026
PDP-ANA
PARTIDO DEMOCRÁTICO PARA O PROGRESSO DA ALIANÇA NACIONAL ANGOLANA
SECRETARIADO PERMANENTE DO BUREAU POLÍTICO
COMUNICADO POLÍTICO
A UNIDADE É A NOSSA BANDEIRA, A LEGALIDADE É O NOSSO CAMINHO E O FUTURO DE ANGOLA É A NOSSA CAUSA
Sobre a situação interna do Partido, a legitimidade dos órgãos estatutários, a pretendida “Comissão de Gestão” e o apelo à unidade, serenidade e disciplina
O Secretariado Permanente do Bureau Político do Partido Democrático para o Progresso da Aliança Nacional Angolana (PDP-ANA), tendo tomado conhecimento do pronunciamento público realizado, no dia 21 de Agosto de 2026, por indivíduos que se apresentam como militantes do Partido, vem, com serenidade, firmeza e sentido de responsabilidade política, dirigir-se à família política do PDP-ANA e à opinião pública nacional.
Fazemo-lo não por medo da polémica, mas por respeito à verdade.
Fazemo-lo porque o silêncio, perante a mentira, pode transformar-se em cumplicidade; e porque a história de um Partido não pode ser escrita por aqueles que abandonaram as suas fileiras e agora pretendem falar em nome daqueles que permanecem.
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1. A VERDADE NÃO SE VOTA, A LEGITIMIDADE NÃO SE INVENTA
O PDP-ANA possui história, Estatutos, memória institucional e órgãos legitimamente constituídos.
Nenhuma conferência improvisada, nenhum pronunciamento individual e nenhuma declaração pública poderá conferir legitimidade a quem dela não dispõe.
Nos termos do artigo 14.º dos Estatutos, a representação do Partido compete aos órgãos e dirigentes legitimamente constituídos.
O Partido conhece os seus filhos políticos.
Conhece aqueles que caminharam consigo nos momentos de glória e nos momentos de tempestade. Conhece aqueles que permaneceram quando era mais fácil partir. Conhece aqueles que carregaram a bandeira quando outros procuravam apenas a sombra dela.
Por isso, o Secretariado Permanente esclarece que Mampinga Mbala, Zissala Mamona Pululu, Costa Yoani, António Ludiabana, Santos Liapumba e Sequeira Felino, segundo os registos e deliberações internas do Partido, deixaram de integrar o PDP-ANA desde 2024, na sequência dos procedimentos disciplinares competentes, culminando na sua expulsão, nos termos do artigo 127.º, alíneas a) e b), dos Estatutos.
Assim sendo, não possuem legitimidade estatutária para falar, deliberar ou tomar decisões em nome do PDP-ANA.
A nossa resposta é simples:
A legitimidade não nasce de um microfone.
A legitimidade nasce da lei, dos Estatutos e da vontade institucionalmente reconhecida.
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2. O PDP-ANA NÃO É UMA CASA SEM PORTAS NEM UMA BANDEIRA SEM MASTRO
Há momentos em que a política exige palavras.
Há outros em que exige silêncio.
E há momentos, como este, em que exige firmeza.
O PDP-ANA não é uma organização sem memória, onde qualquer indivíduo pode entrar pela janela da conveniência e sair pela porta da ambição.
O Partido é uma instituição.
Tem Estatutos.
Tem órgãos.
Tem disciplina.
Tem história.
Tem militantes.
Tem memória.
E, sobretudo, tem uma causa política.
A renovação dos órgãos partidários deverá ocorrer dentro dos mecanismos estatutariamente estabelecidos, respeitando os respectivos prazos, competências e condições políticas, organizacionais, materiais e financeiras.
É do conhecimento dos militantes que os mandatos dos órgãos eleitos pelo Congresso, nomeadamente o Comité Central e o Presidente do Partido, se aproximam do seu termo, previsto para Dezembro de 2026.
Esse facto não constitui um vazio de poder.
Onde existem Estatutos, não existe vácuo institucional.
Onde existem órgãos legítimos, não existe espaço para governos paralelos.
Onde existe lei, a vontade individual não pode transformar-se em autoridade colectiva.
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3. NÃO EXISTE “COMISSÃO DE GESTÃO” ONDE OS ESTATUTOS NÃO A CRIARAM
O Secretariado Permanente do Bureau Político esclarece, de forma inequívoca, que não existe nos Estatutos do PDP-ANA a figura de uma “Comissão de Gestão” nos moldes que alguns pretendem criar unilateralmente.
E aqui reside uma questão fundamental:
Ninguém pode criar uma autoridade que os Estatutos não reconhecem e, depois, exigir que o Partido obedeça a ela.
Isso não é renovação.
Isso não é reforma.
Isso não é democracia interna.
Isso é subversão da ordem estatutária.
O PDP-ANA não aceitará a criação de estruturas paralelas destinadas a substituir os órgãos legitimamente constituídos.
Quem pretende mudar o Partido deve fazê-lo dentro do Partido.
Quem pretende disputar ideias deve fazê-lo com ideias.
Quem pretende disputar liderança deve fazê-lo pelos mecanismos estatutários.
Mas ninguém poderá transformar a sua ambição pessoal em instituição partidária.
O Partido não pertence a indivíduos. O Partido pertence à sua história, aos seus militantes e à causa nacional que representa.
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4. A QUINTA-COLUNA NÃO ESCREVERÁ O DESTINO DO PDP-ANA
O PDP-ANA conhece os momentos difíceis.
Conhece as tempestades.
Conhece as tentativas de divisão.
Conhece aqueles que aparecem quando há luz, mas desaparecem quando chega a escuridão.
Conhece também aqueles que, depois de abandonarem a casa, regressam não para reconstruí-la, mas para reclamar a chave.
A esses dizemos: a chave da nossa história não está nas mãos de interesses particulares.
Não permitiremos que aquilo que não conseguiram conquistar pela convicção tentem obter pela confusão.
Não permitiremos que a intriga substitua a política.
Não permitiremos que a mentira substitua a verdade.
Não permitiremos que a ambição individual seja colocada acima dos superiores interesses do Partido.
E não permitiremos que aquilo que pode ser resolvido pelos Estatutos seja transformado numa guerra política artificial.
O PDP-ANA será firme, mas será legal.
Será vigilante, mas será responsável.
Será combativo, mas não será desordeiro.
A nossa arma será a verdade.
O nosso escudo será a legalidade.
A nossa trincheira será a unidade.
E a nossa bandeira continuará a ser Paz, Democracia, Progresso e Fraternidade.
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5. A MEMÓRIA DOS QUE PARTIRAM NÃO SERÁ USADA PARA DIVIDIR OS QUE FICARAM
Há feridas que o tempo não apaga.
Há nomes que a história não esquece.
Há homens que partiram, mas deixaram a sua voz gravada na consciência de uma geração.
O PDP-ANA jamais esquecerá os seus mártires, os seus combatentes políticos e todos aqueles que deram a vida pela causa do povo angolano.
E jamais esquecerá o seu Presidente Fundador, Eng.º Mfulupinga Landu Victor.
A sua memória não deve ser transformada em instrumento de divisão.
Aqueles que deram a vida pelo Partido não nos deixaram uma herança de ódio; deixaram-nos uma responsabilidade.
Não estamos aqui para destruir a casa que eles ajudaram a construir.
Estamos aqui para preservá-la, fortalecê-la e entregá-la às novas gerações.
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6. 2027: O NOSSO OLHAR ESTÁ NO FUTURO
Enquanto alguns procuram fabricar crises internas, o PDP-ANA prepara-se para os desafios políticos de 2027.
Enquanto alguns discutem posições pessoais, nós discutimos o futuro de Angola.
Enquanto alguns procuram dividir militantes, nós procuramos mobilizá-los.
Enquanto alguns procuram ocupar cadeiras, nós procuramos construir um projecto político.
Angola não espera por nós para resolver as suas dores.
O cidadão espera por respostas.
Os jovens esperam oportunidades.
As famílias esperam dignidade.
As comunidades esperam água, saúde, educação, emprego, justiça e desenvolvimento.
É para isso que devemos trabalhar.
O PDP-ANA deve entrar nos desafios eleitorais de 2027 mais organizado, mais unido, mais forte e mais próximo do povo.
A nossa prioridade não pode ser a luta por cargos.
A nossa prioridade deve ser a luta por Angola.
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7. AOS MILITANTES: NÃO TENHAM MEDO DO RUÍDO
Aos militantes do PDP-ANA dizemos:
Não tenham medo do ruído.
A árvore que cresce não precisa discutir com o vento.
A montanha não abandona o seu lugar porque alguém grita contra ela.
E uma bandeira não deixa de representar uma causa porque alguém tenta rasgá-la.
Permaneçam serenos.
Permaneçam unidos.
Permaneçam vigilantes.
Não respondam à provocação com provocação.
Não transformem divergências políticas em conflitos pessoais.
Deixemos que os Estatutos falem.
Deixemos que os órgãos competentes decidam.
Deixemos que a História julgue.
O PDP-ANA não precisa de gritos para demonstrar que existe.
Existe porque tem história.
Existe porque tem militantes.
Existe porque tem organização.
Existe porque tem uma causa.
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8. A NOSSA PALAVRA FINAL
O Secretariado Permanente do Bureau Político reafirma que o PDP-ANA continuará a defender:
A LEGALIDADE.
A ÉTICA.
A DISCIPLINA.
A DEMOCRACIA.
A UNIDADE.
A COESÃO.
A SOBERANIA NACIONAL.
Não haverá tréguas à desinformação.
Não haverá silêncio perante a usurpação da identidade partidária.
Não haverá espaço para estruturas paralelas.
Mas também não haverá recurso à violência, à intolerância ou à anarquia.
Responderemos politicamente com política, estatutariamente com os Estatutos e juridicamente com a lei.
Porque a nossa força não está na desordem.
A nossa força está na razão.
A nossa força não está no insulto.
A nossa força está na verdade.
A nossa força não está na divisão.
A nossa força está na unidade.
E aqueles que pensam que podem dividir o PDP-ANA devem recordar:
Uma árvore pode perder folhas, mas não perde as suas raízes.
Uma bandeira pode enfrentar o vento, mas não abandona o seu mastro.
Um Partido pode atravessar tempestades, mas não abandona a sua causa.
O PDP-ANA continuará de pé.
Hoje, amanhã e sempre.
Com coragem.
Com disciplina.
Com serenidade.
Com unidade.
E com os olhos postos em Angola.
VIVA ANGOLA!
VIVA O PDP-ANA!
VIVA A DEMOCRACIA!
VIVA A UNIDADE E A COESÃO DO PARTIDO!
VIVA A PAZ, A DEMOCRACIA, O PROGRESSO E A FRATERNIDADE!
VIVA SUA EXCELÊNCIA O PRESIDENTE DO PDP-ANA, DR. ABREU CAPITÃO BERNARDO!
Luanda, 22 de Agosto de 2026
O SECRETARIADO PERMANENTE DO BUREAU POLÍTICO
GABINETE DE COMUNICAÇÃO E MARKETING DO PDP-ANA
TV-PDP-ANA, em colaboração com a Imprensa
DITOS E FACTOS
PDP-ANA — SOMOS TODOS NÓS.